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Cuiabá perde para o Grêmio na terceira rodada do Brasileirão

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O Dourado lutou, mas acabou sendo derrotado pelo Grêmio na Arena Pantanal. O time gaúcho levou a melhor e venceu a partida por 2 a 1. O confronto ocorreu no final da tarde deste domingo e foi válido pela terceira rodada do Brasileirão.

Vina abriu o placar para a equipe gremista no primeiro, e Marllon empatou para o Dourado. Mas, no segundo tempo, Everton Galdino fez o gol da vitória do time visitante.

O jogo

O Grêmio abriu o placar logo cedo na partida. Aos 9 minutos, Vina aproveitou cruzamento da esquerda e marcou o primeiro gol do jogo. O Cuiabá chegou a marcar dois minutos mais tarde, com Deyverson, mas a arbitragem anulou o lance por impedimento – com checagem do VAR.

A partir de então, o Cuiabá pressionou e rondava perigosamente a área gremista. Emerson Ramon, pela esquerda, e as tramas de Cafú e Mateusinho, pela direita, incomodavam a defesa do time gaúcho. O camisa 17 do Dourado quase marcou em chute forte de fora da área.

A pressão deu resultados. E foi na insistência. Em cobrança de escanteio de Ceppelini, Raniele brigou com a defesa e a bola sobrou para Marllon estufar as redes e deixar tudo igual na Arena.

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Nos minutos finais do primeiro tempo, o Grêmio conseguiu levar perigo ao gol de Walter e, por duas vezes, acertou o travessão. Mas a partida foi para o intervalo com o placar em igualdade.

O início do segundo tempo foi de domínio do Dourado, que buscava a virada. Deyverson, de cabeça, acertou a trave. Ronald também chegou perto de marcar. Mas foi o Grêmio que voltou a ficar na frente. Aos 22 minutos, Walter fez grande defesa mas, no rebote, Everton Galdino empurrou para as redes.

O Cuiabá sentiu o gol e passou alguns minutos sem conseguir se encontrar em campo e, com isso, o Grêmio criou chances para ampliar. Walter precisou fazer grande defesa em finalização de Suarez.

Os minutos finais foram de pressão do Cuiabá, que teve boas chances, com Emerson Ramon e Deyverson, que pararam nas defesas do goleiro gremista. Já no último minuto de jogo, PK recebeu segundo cartão amarelo e acabou expulso de campo. Na sequência, a arbitragem encerrou a partida.

Com o resultado, o Cuiabá permanece com um ponto somado em três rodadas. No domingo, o Dourado encara o América-MG, fora de casa, pela quarta rodada.

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O Cuiabá esteve em campo com Walter; Mateusinho (Matheus Alexandre), Marllon, Alan Empereur e PK; Raniele (Denilson), Filipe Augusto (Isidro Pitta) e Pablo Ceppelini (Ronald); Jonathan Cafú (Wellington Silva), Emerson Ramon e Deyverson. O técnico do Dourado é o português Ivo Vieira.

Fonte: Esportes

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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