VÁRZEA GRANDE
Escola Municipal promove acolhida especial em comemoração ao ‘Dia Mundial de Conscientização do Autismo’
VÁRZEA GRANDE
A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Antônio Joaquim de Arruda, do bairro Cristo Rei, promoveu no dia 03 de abril uma acolhida especial para os alunos nos períodos matutino e vespertino em comemoração ao ‘Dia Mundial de Conscientização do Autismo’, celebrado no dia 02 de abril. O evento reuniu alunos, pais e responsáveis, profissionais da Educação do município e comunidade escolar.
A coordenadora do Centro Municipal de Atendimento e Apoio à Inclusão João Ribeiro Filho, Zélia Vidal explica que o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) reúne desordens do desenvolvimento neurológico presentes desde o nascimento ou começo da infância. São elas: Autismo Infantil Precoce, Autismo Infantil, Autismo de Kanner, Autismo de Alto Funcionamento, Autismo Atípico, Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra especificação, Transtorno Desintegrativo da Infância e a Síndrome de Asperger.
De acordo com a diretora, professora Ana Alice da Silva, a EMEB Antônio Joaquim de Arruda possui mais de 20 alunos portadores de patologias devidamente avaliadas que necessitam de atendimento diferenciado e a inclusão acontece normalmente em salas de aula onde todos participam igualmente do processo de aprendizagem. “Nossos alunos aprendem na medida da possibilidade de cada um. A inclusão traz ganhos para todos e nós sabemos que isso faz toda a diferença na vida dessas crianças”, declarou.
A mãe do aluno Lucas Pavan Prado, Raquel Pavan Prado disse que seu filho de 6 anos estuda na escola há 3 anos e está perfeitamente adaptado ao ambiente escolar. “No início foi complicado, por causa da pandemia, as aulas eram mais online do que presencial, mas sempre tivemos o apoio da direção e coordenação da escola. Eles são muito abertos para ouvir as necessidades e buscam sempre adequar as demandas e interagir com as famílias para que as crianças realmente tenham um desempenho” reforçou.
A coordenadora pedagógica da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Marli de Jesus, participou do evento representando o secretário Silvio Fidelis e disse que os esforços de inclusão na rede municipal de Várzea Grande estão evidenciados pelos resultados que estão sendo apresentados ao longo da gestão municipal. “Estamos vendo os avanços do atendimento ofertado aos nossos alunos pelo Centro Municipal de Atendimento e Apoio à Inclusão João Ribeiro Filho que já se tornou referência em Mato Grosso”, pontuou.
Marli também destacou a participação como representante do município de Várzea Grande no II Simpósio Internacional de Inclusão no Ensino Superior, realizado na semana passada em São Paulo, que tratou principalmente sobre o Autismo entre outras patologias. “Foram três dias intensos com debates e palestras sobre o Direito e a Diferença, temas referentes com palestrantes como Anabel Morinã, que falou sobre as experiências do Autismo na União Europeia”, informou.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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