MATO GROSSO
Fórum de Rosário Oeste promove palestra sobre atendimento à vítima de violência doméstica
MATO GROSSO
Com o intuito de capacitar e sensibilizar agentes de saúde, médicos, assistentes sociais, enfermeiros, entidades da sociedade civil e servidores do Judiciário, o Fórum da Comarca de Rosário Oeste (a 128 km ao norte de Cuiabá), promoveu a palestra “Orientação Prática sobre o Atendimento à Vítima de Violência Doméstica”, ministrada pela delegada de Defesa da Mulher da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC/MT), Wanessa Aguiar. A delegada abordou assuntos como tipos de violência, identificação de casos, procedimentos quando há identificação de violência doméstica e como solicitar medidas protetivas. A palestra foi proferida para cerca de 120 pessoas. “A programação foi elaborada pela equipe multidisciplinar do Fórum, encabeçada pela psicóloga, Ligia Cristina, e a ideia principal foi sensibilizar os profissionais que lidam de alguma forma com as mulheres vítimas de violência doméstica”, informou o juiz diretor do Fórum de Rosário Oeste, Diego Hartmann. “Pelo fato da comarca não ter uma rede de enfrentamento montada, esse encontro serviu para conhecer na prática como proceder quando uma mulher vítima de violência doméstica é identificada e mostrar que ela pode receber ajuda”, destacou.
“A delegada fez um palestra muito efetiva, mostrando a realidade de Cuiabá, que possui uma delegacia especializada, por exemplo, algo que não temos. Falei dos procedimentos e ações que tomamos aqui, como a medida protetiva, que é muito efetiva. Concedemos em média uma por dia e muitos dos profissionais que lidam com essas mulheres não a conheciam”, afirmou.
O delegado de Polícia do município, Antenor Pimentel Marcondes Junior, e a vice-prefeita, Meyre Borges, também participaram do evento. Durante a palestra, foi distribuída uma cartilha orientativa desenvolvida pelas Delegacias da Mulher (DEDM) de Cuiabá e Várzea Grande.
#ParaTodosVerem. A imagem que acompanha a matéria mostra a delegada Wanessa Aguiar em pé, vestindo terno e calça preta, falando para os participantes sentados em um auditório.
Larissa Klein
Assessoria de imprensa CGJ-TJMT
OAB MT
Gisela Cardoso cobra investigação
A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Cardoso, defendeu uma investigação independente, rigorosa e transparente sobre os fatos que vieram a público envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o banqueiro Daniel Vorcaro. Gisela aponta que a gravidade das informações exige mais do que uma apuração protocolar, sendo necessário que todos os fatos sejam efetivamente esclarecidos. “É preciso investigar, e investigar a fundo. Os fatos que vieram a público envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro exigem uma investigação independente, rigorosa e transparente. Não basta uma investigação formal”, afirmou.
A presidente da OAB-MT destacou que uma investigação legítima precisa ter autonomia, não podendo existir qualquer relação de subordinação, influência ou conflito de interesses capaz de comprometer a apuração.
“Quem investiga precisa ter autonomia real, liberdade para seguir todas as linhas de investigação e nenhuma relação de subordinação, influência ou conflito de interesses com os envolvidos. Não pode haver investigação conduzida para proteger pessoas, preservar reputações ou atender a interesses políticos. A investigação deve buscar exclusivamente os fatos e a verdade”, defendeu.
Gisela também estabelece uma distinção entre investigar e condenar, e avalia que cobrar esclarecimentos não significa fazer um julgamento antecipado, mas assegurar que os mesmos critérios de responsabilização e transparência sejam aplicados a todos, independentemente do cargo ou da posição que ocupem. “Não se trata de condenar previamente ninguém. Trata-se de assegurar que ninguém seja blindado e que ninguém seja perseguido. Se houver fatos relevantes a esclarecer, que sejam examinados até o fim”, afirmou.
Na avaliação da presidente da OAB-MT, a sociedade brasileira tem direito a uma apuração independente, sem interferência e sem privilégios. “Impedir ou limitar uma investigação independente também não pode ser aceitável em uma democracia. Que se investigue tudo com independência, com transparência e com coragem. Se houver responsabilidades, que sejam identificadas e tratadas rigorosamente dentro da lei. OAB-MT espera e requer aquilo que toda a sociedade clama, que é a apuração rigorosa dos fatos, pois a verdade não pode ter dono, lado ou proteção”.
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Assessoria de Imprensa OAB-MT
Foto: Tatiane Nunes
Celular/WhatsApp: 65-99610.7865
Instagram @oabmatogrosso
Fonte: OAB – MT
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