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IPPA/CEPEA: Ano se inicia com queda em todos os grupos de alimentos

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Cepea, 16/02/2023 – O IPPA/CEPEA (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) caiu no primeiro mês do ano. Vale lembrar que, desde setembro, o IPPA/CEPEA tem registrado recuos consecutivos. Em relação a dezembro, em termos nominais, a variação negativa foi 2,9%, como resultado das quedas observadas em todos os grupos de alimentos: IPPA-Grãos (-2,2%), IPPA-Pecuária (-2,8%), IPPA-Hortifrutícolas (-18,3%) e IPPA-Cana-Café (-0,1%). No mês, ainda, observou-se que IPA-OG-DI Produtos Industriais, calculado e divulgado pela FGV, permaneceu praticamente estável (ligeira queda de 0,4%), o que indica que, de dezembro para janeiro, os preços agropecuários caíram frente aos industriais da economia brasileira. No cenário internacional, houve baixa de 0,8% dos preços internacionais dos alimentos, cujo índice é divulgado pela FAO, e de 0,8% da taxa de câmbio oficial, divulgada pelo Bacen. Em relação a janeiro de 2022, o IPPA/CEPEA registrou queda de 4,8%, ao passo que o IPA-OG-DI Preços Industriais avançou 2,6%. Na mesma comparação, em relação aos preços internacionais dos alimentos e do câmbio nominal, as quedas foram de 3,2% e de 6%, respectivamente. Nesse sentido, nota-se coerência entre os comportamentos do IPPA/CEPEA e dos preços internacionais dos alimentos, levando em consideração as variações cambiais. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Risco de geada faz mercado internacional de café operar em alta

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O mercado internacional de café abriu a semana com uma correção de preços impulsionada pelo prêmio de risco climático. A possibilidade de formação de geada nas áreas produtoras de arábica — Sul de Minas Gerais, Mogiana Paulista e Paraná — desencadeou um movimento de cobertura de posições por parte de fundos de investimento, elevando os contratos futuros nas bolsas de Nova York e Londres.

O arábica, cotado na Bolsa de Nova York, encerrou o último pregão com valorização, atingindo o equivalente a R$ 41,48 por quilo. O café conilon, negociado na Bolsa de Londres, também acompanhou a trajetória de alta, fechando o contrato de julho cotado a R$ 21,01 por quilo (considerando a cotação de R$ 5,17).

Análise de fundamentos:

  • Gestão de risco: O mercado incorporou o temor de geada como fator de volatilidade de curto prazo. A sensibilidade dos fundos às previsões meteorológicas é o motor atual dos preços.

  • Oferta: Independentemente da variação de temperatura, a sustentação das cotações permanece ancorada no cenário de oferta global restrita. O movimento de alta atual reflete o ajuste do mercado a um patamar de preço que compensa a escassez de produto.

  • Estratégia do produtor: Analistas indicam que a volatilidade deve perdurar até a consolidação dos dados sobre eventuais danos às lavouras. A recomendação técnica é de cautela na comercialização: enquanto a alta for movida estritamente pela especulação climática, o mercado está sujeito a correções rápidas; caso o frio confirme perdas reais de produtividade, a tendência de alta se consolida como um novo patamar estrutural de preços.

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O mercado físico no Brasil mantém a cautela. Produtores e tradings monitoram o comportamento das temperaturas nas próximas 48 horas como balizador para novas negociações. O cenário de preços segue atrelado à capacidade da safra brasileira em atender à demanda global, com o risco climático atuando como o principal limitador de oferta no curtíssimo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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