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AGRONEGÓCIO

TOMATE/CEPEA: Oferta cresce e pressiona valores em agosto

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Cepea, 31/8/2022 – As cotações do tomate registraram ligeira queda em agosto, pressionados pelo aumento da oferta. Na parcial do mês (até o dia 29), o preço médio do salada, na roça, foi de R$ 34,79/cx (ponderada por classificação), recuo de 4,8% em relação à média de julho. Segundo colaboradores do Hortifruti/Cepea, a maior disponibilidade é reflexo da concentração da colheita em agosto, devido ao clima mais frio no início do ciclo, em maio. Além disso, com as melhores condições climáticas, muitas regiões vêm registrando aumento de produtividade. Assim, houve relatos da entrada de tomates (rasteiro e envarado) produzidos em Goiás nos atacados de São Paulo e de Minas Gerais. Vale ressaltar que a leve desvalorização não seria um problema se os preços já não estivessem próximos dos custos de produção – os valores agosto ficaram 3,2% abaixo do gasto médio por unidade produzida. Fonte: Cepea/Hortifruti – www.hfbrasil.org.br

Fonte: CEPEA

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Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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