CUIABÁ
Search
Close this search box.

MATO GROSSO

Sema-MT credencia nove áreas de soltura e reintegração de animais resgatados

Publicado em

MATO GROSSO

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) credenciou, em 2022, novas 9 áreas particulares para soltura e reintegração de animais silvestres resgatados. O credenciamento é feito após manifestação de interesse, por meio de formulário padrão, entregue à Coordenadoria de Fauna Silvestre e Recursos Pesqueiros.

Entre os critérios para o credenciamento está a exigência de que o local disponha de um recinto adequado para fazer a “soltura branda”, que é a aclimatação do animal ao local por algum tempo, e, depois, soltura gradual na natureza. Esta modalidade possibilita o retorno assistido do animal ao habitat natural, e também faz parte da reabilitação para a sobrevivência.
 
Para aumentar as adesões, a Sema disponibilizou o credenciamento aos proprietários de áreas particulares que tenham interesse em colaborar com as ações de preservação da fauna silvestre, especificamente com a soltura de animais reabilitados.
“Geralmente, o interesse vem de proprietários já ligados às questões de proteção ambiental, que possuem um apreço pela natureza e desejam contribuir para a proteção das espécies locais. Por isso fazemos este chamado, para que todos conheçam esse trabalho e possam colaborar”, destaca o coordenador de Fauna, Eder Toledo.
 
Em 2022, cerca de 60% dos 825 animais silvestres resgatados pela Sema foram devolvidos à natureza. 
 
“A devolução à natureza é a parte mais importante após o resgate. O objetivo central da Sema é que os animais, sejam eles retirados da natureza para tratamento, ou de tráfico de animais, voltem a cumprir a sua função de integração e reprodução”, observa o coordenador.

Leia Também:  Governador e secretário vistoriam obras do prolongamento da Avenida Parque do Barbado
 
Um dos casos mais marcantes no ano passado foi a soltura de 150 pássaros da espécie amazônica canário-da-terra (Sicalis flaveola), apreendidos em transporte ilegal, e encaminhados para soltura branda em uma área particular. Os locais de soltura não são identificados pela Sema para manter a segurança dos animais.
 
Serviço
Interessados em acolher animais silvestres resgatados devem preencher o requerimento padrão da Sema disponível AQUI, e enviar o documento para o e-mail: [email protected]. Em caso de dúvidas, entrar em contato pelo telefone 3613-7291. A partir desta etapa, será agendada uma vistoria para analisar a viabilidade do local e fornecer orientação ao interessado.
 
(Sob orientação de Lorena Bruschi)

Fonte: GOV MT

Propaganda

MP MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

Publicados

em

Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Leia Também:  Dorner visita áreas que receberão novas academias para crianças e adultos

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA