MATO GROSSO
Eleição para composição do CSMP começa às 18h desta sexta
MATO GROSSO
Começa nesta sexta-feira (10), às 18h, a eleição para composição do Conselho Superior do Ministério Público do Estado de Mato Grosso biênio 2023/2025. Estão aptos a votar todos os membros da instituição. A votação será por meio do sistema eletrônico de captação de votos disponível no Portal de Aplicativos do MPMT (aplicativo Eleições), até as 18h do dia 15 de fevereiro (quarta-feira).
O eleitor deverá escolher nove candidatos entre os elegíveis e finalizar o processo no sistema até o horário limite para o encerramento da captação de votos. A Comissão Eleitoral que conduzirá os trabalhos é composta pelos promotores de Justiça Almir Tadeu de Arruda Guimarães e Valnice Silva dos Santos, e presidida pelo procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Junior.
O CSMP é composto por 11 membros, sendo que o procurador-geral de Justiça e o corregedor-geral são natos. As atribuições do Conselho Superior estão elencadas no art. 31 da Lei Complementar nº 416/2010. Entre elas, estão as definições nos concursos de promoção e remoção dos integrantes da carreira; homologação de arquivamento de inquérito civil e definição dos membros das comissões de concurso.
Por razões de segurança, o acesso ao portal não estará automaticamente liberado aos eleitores que estiverem fora do território nacional, em férias ou licença. As orientações a serem seguidas foram enviadas por email institucional.
Concorrem aos assentos no CSMP os seguintes procuradores de Justiça: Alexandre de Matos Guedes, Amarildo Cesar Fachone, Ana Cristina Bardusco Silva, Dalva Maria de Jesus Almeida, Domingos Sávio de Barros Arruda, Edmilson da Costa Pereira, Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres, Élio Américo, Esther Louise Asvolinsque Peixoto, Ezequiel Borges de Campos, Flávio Cezar Fachone, Gerson Natalício Barbosa, Gill Rosa Fechtner, Hélio Fredolino Faust, Jorge da Costa Lana, José Antônio Borges Pereira, José Basílio Gonçalves, José Norberto de Medeiros Junior, José Zuqueti, José de Medeiros, Luiz Alberto Esteves Scaloppe, Luiz Eduardo Martins Jacob, Marcelo Ferra de Carvalho, Paulo Ferreira Rocha, Paulo Roberto Jorge do Prado, Roberto Aparecido Turin, Roosevelt Pereira Cursine, Rosana Marra e Silvana Correa Viana.
Fonte: MP MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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