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ALMT abre credenciamento de veículos de imprensa para a posse dos deputados

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Os deputados eleitos assumirão suas vagas para atuar na 20ª Legislatura, com vigência entre 2023 e 2026

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) iniciou o cadastramento dos veículos de imprensa que vão fazer a cobertura jornalística da cerimônia de posse dos deputados estaduais no dia 1º de fevereiro de 2023, a partir das 9h. Após a posse, os deputados seguirão para o Plenário das Deliberações onde ocorre a eleição da Mesa Diretora. A apuração e divulgação do resultado ocorrem logo após a votação. O prazo para credenciamento é até o dia 27 de janeiro de 2023.

Cada veículo de imprensa poderá cadastrar até três profissionais, sendo uma credencial para repórter, uma para repórter fotográfico e uma para repórter cinematográfico. A ficha de credenciamento deverá ser preenchida clicando neste link.

Caso ainda não tenha definido o nome do profissional que participará do evento, o veículo poderá deixar o espaço em branco e a credencial será feita em nome da empresa. 

Os deputados eleitos assumirão suas vagas para atuar na 20ª Legislatura, com vigência entre 2023 e 2026. Ao todo, 24 candidatos foram eleitos no dia 02 de outubro e diplomados pela Justiça Eleitoral no dia 15 de dezembro.

Conheça os deputados diplomados:

Beto Dois a Um (PSB)

Empresário e músico, casado, 46. Iniciou a carreira como músico e depois empresário. Foi secretário estadual de Esporte, Cultura e Lazer e secretário de Cultura do município, nas gestões de Mauro Mendes  na prefeitura de Cuiabá e no Governo do Estado. Assume pela primeira vez um cargo eletivo.

Carlos Avallone (PSDB)

Empresário e deputado estadual, 62. Foi secretário de Estado de Indústria, Comércio e Turismo no governo Dante de Oliveira; atuou como deputado em três ocasiões, na condição de suplente e assumiu uma vaga de deputado em 2019.  Assumirá o segundo mandato.

Claudio Ferreira (PTB)

Empresário, casado, 43. É natural de Rondonópolis, onde foi candidato a prefeito em 2020 e agora disputou pela primeira vez uma vaga no legislativo estadual. É conhecido como Claudio Paisagista.

Diego Guimarães (REPUBLICANOS)

Bacharel em Direito, vereador, casado, 37. Eleito vereador por Cuiabá em 2020, Diego Guimarães iniciou a carreira política no Centro Acadêmico VIII de Abril, do curso de Direito da UFMT. Participou da Associação Política Jovem, entidade que tem o principal objetivo de oferecer formação política e desenvolver atividades de integração social na capital.

Dilmar Dal Bosco (UNIÃO BRASIL)

Empresário, deputado estadual, casado, 55. Deputado eleito por três vezes consecutivas, Dilmar Dal Bosco é líder do governo na atual legislatura e presidente da CCJR. Veio para Mato Grosso com a família, em 1976, diretamente para Sinop. Em 1981 mudou com a família para Cuiabá e em 1992 retornou para Sinop, para atuar como empresário. Sua carreira política começa nos bastidores, ao lado do irmão e ex-deputado Dilceu Dal Bosco, até que lançou a própria candidatura em 2010, quando foi eleito pela primeira vez. Assumirá o quarto mandato na ALMT.

Dr. Eugênio (PSB)

Médico, deputado estadual, casado, 53. Deputado estadual eleito em 2018, Dr. Eugênio atua desde 1997 na região do Araguaia, aonde chegou para ajudar na construção do Hospital Regional de Água Boa. Foi vereador por Água Boa em 2012 e candidato a prefeito em 2016. Assumirá o segundo mandato na ALMT.

Dr. João (MDB)

Médico, deputado estadual, casado, 63. José João de Matos, Dr. João, é nefrologista há 40 anos, sendo o primeiro a realizar uma cirurgia de transplante de rins no Estado. Sua base eleitoral é na região de Tangará da Serra. Na Assembleia foi eleito em 2018 com 19.836 mil votos. Assumirá o segundo mandato.

Eduardo Botelho (UNIÃO BRASIL)

Engenheiro, empresário, deputado estadual, casado, 63. Deputado estadual por dois mandatos, se candidatou pela primeira vez em 2014, sendo eleito deputado estadual com 40.517 votos, chegando à Mesa Diretora, tornando-se presidente da ALMT, biênio 2017-2019. Em 23 de março de 2018 se filiou no partido Democratas (DEM) e foi reeleito em outubro do mesmo ano com 33.788 votos. Em 1º de fevereiro foi reeleito presidente da ALMT, para o período de fevereiro de 2019 a fevereiro de 2022.

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Elizeu Nascimento (PL)

Policial militar, deputado estadual, casado, 46. Elizeu Nascimento ingressou na Polícia Militar em 1998, foi soldado, cabo e 3ª sargento. Foi vereador por Cuiabá em 2016 e em 2018 recebeu 21 mil votos, sendo eleito deputado estadual. Assumirá o segundo mandato na ALMT.

Fabinho Tardin (PSB)

Empresário, vereador, casado, 47. Fábio Tardin, o Fabinho, é vereador e presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande. Foi eleito pela primeira vez em 2016, tendo antes trabalhado como assessor parlamentar e diretamente com atendimento à população várzea-grandense.

Faissal (CIDADANIA)

Advogado, deputado estadual, solteiro, 42. Faissal Calil foi eleito deputado estadual com 20.509 votos, em 2018. Antes, foi vereador por Cuiabá entre 2013 à 2016. Em 2010, aos 30 anos, foi candidato pela primeira vez a um cargo para deputado estadual, conquistou a suplência. Assumirá o segundo mandato na ALMT.

Gilberto Cattani (PL)

Produtor rural, deputado estadual, casado, 49. Gilberto Cattani foi eleito suplente de deputado em 2018 e assumiu uma vaga no Parlamento após a morte do deputado Sílvio Favero. Desde 1998, Cattani é assentado pelo Incra e tem como pautas as questões agrárias e a agricultura familiar. Se denomina conservador de direita. Assumirá seu segundo mandato.

Janaina Riva (MDB)

Bacharel em Direito, deputada estadual, casada, 33. Janaína Riva é a única mulher eleita para a 18ª (2014 -2018) e reeleita para 19ª legislatura (2019-2022), Janaina Riva (MDB) foi a deputada estadual mais votada nas duas últimas eleições, com 51.546 votos e 82.124 votos, respectivamente. A parlamentar foi a primeira mulher a ocupar o cargo de vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (Biênio 2019/2020). Assumirá o terceiro mandato na ALMT.

Juca do Guaraná Filho (MDB)

Empresário, vereador, casado, 44. Lídio Barbosa, conhecido como Juca do Guaraná Filho, foi eleito vereador por Cuiabá (2021- 2024), ocupando a cadeira de presidente da Mesa Diretora da Câmara Municipal. Sua carreira política começou como presidente do grêmio estudantil da Escola Estadual Tancredo de Almeida Neves, em 1995, e do DCE da Universidade de Cuiabá. Além disso, é filho de Juca do Guaraná, que foi vereador por Cuiabá por dois mandatos.

Júlio Campos (DEM)

Empresário, viúvo, 76. Júlio José de Campos tem uma longa carreira pública em Mato Grosso. Foi prefeito de Várzea Grande entre os anos de 1973 a 1977; foi governador do estado entre 1983 a 1987 e senador entre 1991 a 1999. Além disso, foi alçado conselheiro vitalício do Tribunal de Contas do Estado (2002-2007). Na Câmara dos Deputados, em Brasília, assumiu uma cadeira por três mandatos, entre 1979-1983, 1987-1991 e depois, em 2011-2015.

Lúdio Cabral (PT)

Médico, deputado estadual, casado, 51. Lúdio Frank Mendes Cabral (PT) atua há 22 anos na saúde pública, prestando atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Servidor público do município de Cuiabá, Lúdio atende na rede de atenção básica, nas comunidades e postos de saúde. Na política, iniciou sua trajetória no movimento estudantil, foi diretor do Sindicato dos Médicos (Sindimed) e teve dois mandatos de vereador em Cuiabá, entre 2005 e 2012. Na Câmara Municipal de Cuiabá, se destacou na defesa dos direitos básicos da população e na fiscalização do poder público. Lúdio disputou segundo turno pela Prefeitura de Cuiabá em 2012, quando recebeu 140.798 votos. Em 2014, concorreu ao governo de Mato Grosso e recebeu os votos de 472.507 eleitores. Assumirá o segundo mandato na ALMT.

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Max Russi (PSB)

Empresário, deputado estadual, casado, 46. Max Russi está no segundo mandato como deputado estadual, ocupando a primeira-secretaria da Assembleia Legislativa na atual legislatura. Sua carreira política começou em Jaciara, onde foi vereador e prefeito. Quando eleito deputado, foi convidado a assumir a Casa Civil e mais depois secretário de Estado de Trabalho e Assistência Social, quando implantou o programa Pró-família. Assumirá o terceiro mandato na ALMT.

Nininho (PSD)

Empresário, produtor rural, deputado estadual, casado, 64. Ondanir Bortolini, Nininho, está no terceiro mandato como deputado estadual, sendo o terceiro mais votado na última eleição. Sua trajetória política começou em Itiquira, município no sul do estado, onde foi prefeito por duas vezes. Assumirá o quarto mandato na ALMT.

Paulo Araújo (PP)

Servidor público, deputado estadual, casado, 41. Paulo Araújo é servidor de carreira da Secretaria Estadual de Saúde há mais 14 anos. Em 2012, iniciou sua carreira política como vereador por Cuiabá, cargo que ocupou por dois mandatos. Em 2018 foi eleito deputado estadual pela primeira vez com 11.645 votos. Assumirá o segundo mandato na ALMT.

Sebastião Rezende (UNIÃO)

Engenheiro, deputado estadual, casado, 58. Sebastião Rezende está em seu quinto mandato como deputado estadual. Representante da região de Rondonópolis, foi eleito pela primeira vez em 2002. De lá para cá, presidiu a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e foi relator da Reforma da Constituição Estadual de Mato Grosso. Assumirá o sexto mandato na ALMT.

Thiago Silva (MDB)

Economista, deputado estadual, casado, 40. Thiago Silva é de Rondonópolis e foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2018, com 19.336 votos. Sua trajetória política começou como presidente da Associação dos Moradores dos bairros Jardim Eldorado, Mirassol, Santa Fé e Copacabana. Já em 2010, junto com estudantes, professores e líderes comunitários ajudou a criar e liderou o Movimento UNEMAT JÁ, com o objetivo de promover a instalação do campus da Universidade em Rondonópolis, fato concretizado em 2017. Em 2012 foi eleito vereador por Rondonópolis e reeleito em 2016. Assumirá o segundo mandato na ALMT.

Valdir Barranco (PT)

Biólogo, deputado estadual, casado, 47. Valdir Barranco começou sua vida política em 2001 como secretário de educação de Nova Bandeirantes, onde foi prefeito entre 2004 e 2008.  Barranco foi chefe da Divisão de Administração do Incra-MT, e de 2011 a 2014, exerceu a função de superintendente titular do Incra. Em 2014, Valdir Barranco concorreu ao cargo de deputado estadual sendo eleito com 19.270 votos, mas só assumiu em 2016, depois de uma árdua e demorada batalha jurídica. Em 2018, Valdir Barranco foi reeleito deputado estadual com 21.970 votos. Assumirá o terceiro mandato na ALMT.

Valmir Moretto (REPUBLICANOS)

Empresário, deputado estadual, 52. Valmir Moretto chegou a Mato Grosso em 1986 para administrar propriedade rural na região de Pontes e Lacerda. Iniciou a vida política como prefeito de Nova Lacerda em 2009, sendo reeleito em 2012. Moretto presidiu o Consórcio Vale do Guaporé, abrangendo oito municípios. Em 2018 foi eleito deputado estadual com 21.261 votos. Assumirá o segundo mandato pela ALMT.

Wilson Santos (PSD)

Professor, formado em Ciências Sociais e Direito, divorciado, 61. Wilson Santos foi professor de história em Cuiabá entre os anos 80 e 90. Em 1988 foi eleito vereador ela primeira vez em Cuiabá. Em 1990, elegeu-se deputado estadual e foi reeleito em 1994 com a maior votação naquele pleito. Em 1998, elegeu-se deputado federal e reeleito em 2002. Foi prefeito de Cuiabá por duas vezes, em 2004 e 2008. Em 2014 Wilson Santos retorna à Assembleia, sendo novamente eleito em 2018. Assumirá seu quinto mandato não consecutivo na ALMT.

Fonte: ALMT

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Comissão Especial da ALMT reúne lideranças religiosas e autoridades para ampliar proteção às mulheres

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A proteção às mulheres vítimas de violência depende da atuação integrada de diferentes setores da sociedade. Com esse propósito, a Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (8), sua 4ª reunião de trabalho, reunindo representantes das igrejas, do governo, das forças de segurança e do Poder Legislativo para debater o papel das lideranças religiosas no acolhimento, na orientação e no encaminhamento de mulheres em situação de violência.

A reunião foi presidida pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e contou com a relatoria do deputado estadual Carlos Avallone (PSDB). Participaram do debate o padre Pedro Faustino, o pastor Gutto Martins Neves, a delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, a tenente-coronel Ludmila Eickhoff, coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar de Mato Grosso, e a vereadora Maria Avallone (PSDB), procuradora especial da mulher da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de Cuiabá (PEM).

Na abertura dos trabalhos, Carlos Avallone apresentou as ações desenvolvidas pela Procuradoria Especial da Mulher da ALMT, destacando a ampliação da rede de proteção às mulheres em Mato Grosso. Segundo ele, já foram implantadas 46 Procuradorias da Mulher nos municípios e outras oito estão em processo de implantação. O parlamentar também apresentou os resultados da Rota do Respeito 2026, projeto voltado à educação, conscientização e prevenção das violências contra mulheres e meninas, que já alcançou mais de duas mil mulheres em oito municípios do estado.

“Estamos chegando à fase final da comissão. O relatório será construído com a contribuição de todas as pessoas que ouvimos ao longo dessas reuniões para que possamos consolidar propostas que auxiliem no enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou Avallone.

A coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar, tenente-coronel Ludmila Eickhoff destacou que o enfrentamento à violência doméstica exige informação, prevenção e mudança cultural.

Ela explicou que a corporação está ampliando as capacitações dos policiais e desenvolvendo uma nova estratégia de acompanhamento dos agressores. A iniciativa inclui visitas realizadas por equipes especializadas da PM para orientar homens que receberam medidas protetivas.

“Muitas vezes o agressor recebe a medida protetiva por aplicativo e sequer compreende o que ela significa. Estamos realizando visitas para explicar as consequências do descumprimento da medida e também mostrar quais são os caminhos legais que ele pode seguir, sem procurar a vítima”, explicou.

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Ludmila ressaltou ainda que o combate à violência não pode ser direcionado apenas às mulheres. “Precisamos parar de falar somente com as mulheres. Temos que falar com os homens também. Muitos não se identificam como agressores porque entendem que são trabalhadores, pais de família e provedores. Precisamos mostrar que ser trabalhador não autoriza ninguém a ser violento”, afirmou.

A comandante destacou que a PM realizou centenas de palestras educativas nos últimos anos, alcançando milhares de pessoas, inclusive em igrejas e comunidades religiosas.

Durante o debate, Cattani reforçou a importância de envolver os homens nas estratégias de prevenção. “O homem não é um agressor em potencial. O homem é um protetor em potencial. Precisamos chamar os homens para essa discussão. Se transformarmos homens e mulheres em adversários, não vamos resolver o problema”, afirmou.

O parlamentar também defendeu que a violência seja tratada como um problema social amplo. “Temos que combater a violência em todas as suas formas. O foco precisa estar na violência e não em criar divisões entre homens e mulheres”, disse.

Representando a Igreja Católica, o padre Pedro Faustino abordou o tema sob uma perspectiva teológica e histórica, defendendo que o respeito à mulher está diretamente ligado ao reconhecimento da dignidade humana.

Segundo ele, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada em nenhuma circunstância.

“O fundamento do respeito ao outro não é apenas a lei humana. É reconhecer que cada pessoa carrega a imagem de Deus. Quem agride uma mulher agride essa dignidade”, afirmou.

Questionado sobre como a Igreja orienta mulheres vítimas de violência, o sacerdote foi enfático. “Procure a polícia. Denuncie. Não normalize a violência. Não normalize o pecado e nem a ofensa contra você mesma. A Igreja orienta que a mulher saia dessa situação e busque proteção”, declarou.

Padre Pedro explicou ainda que a Igreja possui pastorais, grupos de acolhimento e redes de apoio que auxiliam mulheres em situação de vulnerabilidade, trabalhando pela recuperação da dignidade e da autoestima das vítimas.

O pastor Gutto Martins Neves afirmou que as igrejas evangélicas evoluíram na forma de lidar com casos de violência doméstica e que atualmente o posicionamento é de respeito às leis e proteção às vítimas.

“Hoje a orientação é totalmente diferente do passado. A violência deve ser tratada dentro da legislação. A lei existe para ser aplicada e precisa ser respeitada”, afirmou.

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O pastor destacou que a violência contra a mulher está relacionada a uma crise de valores e princípios dentro da sociedade. “Vivemos uma sociedade que deixou de funcionar em muitos aspectos. Precisamos recuperar valores como respeito, honra e responsabilidade. Esses princípios são fundamentais para a construção de relações saudáveis”, disse.

Segundo ele, as igrejas têm orientado mulheres vítimas de violência a buscarem proteção legal e apoio institucional sempre que necessário.

A delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, criado pelo governo estadual, destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da integração entre diferentes órgãos e instituições.

“Essa união entre governo do estado, Assembleia Legislativa, forças de segurança, sociedade civil e demais poderes é o que vai fazer a diferença. Nenhuma instituição consegue resolver esse problema sozinha”, afirmou.

Gilberto Cattani avaliou que a participação das lideranças religiosas trouxe uma contribuição importante para os trabalhos da comissão. “Recebemos muitas mensagens da sociedade pedindo que ouvíssemos as igrejas. Ficamos muito satisfeitos porque tanto a comunidade evangélica quanto a Igreja Católica demonstraram que estão atentas ao problema e atuando na defesa das mulheres”, afirmou.

Segundo o presidente da comissão, os debates realizados ao longo das quatro reuniões serão incorporados ao relatório final.

“Essa contribuição será fundamental. Entendemos que o relatório deve registrar que as religiões estão fazendo seu trabalho em defesa das mulheres, para que possamos criar políticas públicas que fortaleçam ainda mais essas iniciativas”, destacou.

Em entrevista após a reunião, Avallone elogiou as contribuições apresentadas pelas lideranças religiosas.

“Fiquei muito tocado pelas falas do padre Pedro e do pastor Gutto. Eles mostraram que a violência não é apenas uma questão legal, mas também humana e espiritual. Quando você agride uma mulher, uma criança, um idoso ou qualquer ser humano, está agredindo a própria dignidade da pessoa. Isso nos faz refletir de forma muito profunda sobre o tema”, concluiu Avallone.

A próxima reunião marcará o encerramento dos trabalhos da Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher. O relatório final, elaborado pelo relator Carlos Avallone, será submetido à votação do colegiado e, posteriormente, encaminhado à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e ao Plenário da Casa para conhecimento dos parlamentares e formulação de futuras políticas públicas voltadas à proteção das mulheres mato-grossenses.

Fonte: ALMT – MT

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