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Procuradora de Justiça vítima de Covid-19 dá nome à nova sede do MP

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A nova sede das Promotorias de Justiça de Lucas do Rio Verde leva o nome da procuradora de Justiça Julieta do Nascimento Souza, falecida em 03 de dezembro de 2020, vítima da Covid-19. A homenagem foi concedida pelo Colégio de Procuradores de Justiça, em reconhecimento aos serviços prestados ao Ministério Público e à sociedade mato-grossense.

Durante a solenidade de inauguração do edifício, familiares e amigos destacaram a trajetória de Julieta do Nascimento Souza. “Uma civil com falhas, porém, um ser humano pra lá de evoluído, uma mulher totalmente destemida e muito além do seu tempo. Evoluída ao ponto de nossas mentes não conseguirem acompanhar que conceito de evolução está ligado a simplicidade. Essa simplicidade que acompanhou toda sua trajetória”, destacou o filho da homenageada, Marcelo Nascimento Gaspar da Silva.

O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, também enalteceu a simplicidade e dedicação da procuradora de Justiça homenageada. “Julieta possuía uma sensibilidade extrema. Ela exercia um trabalho muito interessante em Cuiabá com os moradores de rua. Lutou incansavelmente para viabilizar uma casa de passagem para que essas pessoas pudessem ter alimentação, vestuário e onde ficar”, lembrou.

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Integrante do MPMT desde 1990, Julieta Souza tornou-se procuradora de Justiça em junho de 2017 e exercia o cargo de Ouvidora-Geral Substituta quando foi acometida pela doença. Como promotora de Justiça, atuou nas comarcas de Guiratinga, Mirassol D´Oeste, Cáceres, Santo Antônio do Leverger e Cuiabá. Também realizou vários plantões em Pontes e Lacerda. Na Capital, foi titular da 21ª Promotoria Criminal com designação para a 9ª Promotoria Criminal de Feitos Gerais.

Fonte: MP MT

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Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas

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A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.

O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.

Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.

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Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.

“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.

As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.

Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.

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Fonte: Governo MT – MT

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