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Kalil Baracat anuncia criação do passe livre para estudantes de Várzea Grande

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O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, anunciou a criação do passe livre para os estudantes do Município. A medida, mais um compromisso firmado junto à população durante a campanha eleitoral e cumprido pelo gestor, deverá contemplar já o ano letivo de 2023. O anúncio foi feito na noite de ontem, durante o lançamento do projeto “Connect Geração” no Fiotão.

Conforme Kalil, existe uma lei de autoria do então vereador Charles Caetano Rosa – atualmente secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo – datada de 2005 e que precisa ser atualizada. “Acredito que o acesso ao transporte público, com a garantia de ir e vir, é também um grande incentivo ao ensino-aprendizagem, tal como são os investimentos que estamos realizando em infraestrutura, capacitação e valorização dos profissionais e das unidades educacionais de Várzea Grande”.

Ainda durante o lançamento do evento, Kalil reforçou seu compromisso a população por meio de obras, ações e projetos estruturantes. “Passe livre, revitalização e adequação de avenidas visando acessibilidade e a construção de novos espaços ao esporte, à cultura, ao lazer e adequados à assistência social. Essas e outras políticas públicas representam o foco dos próximos dois anos dessa  gestão, que priorizam a qualidade de vida da população, a inclusão de jovens, idosos e pessoas com deficiência”.

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O prefeito fez questão de dizer que para os primeiros anos de mandato sua gestão elegeu quatro prioridades: saúde, educação, saneamento e infraestrutura. “Com este novo passo, nos próximos anos, queremos conectar as gerações, experiências e aprendizados, para assim fazermos desta cidade um modelo que inclua todas as pessoas, de todas as idades”.

Na longa lista de novidades compartilhadas no discurso, também ganham destaque a reforma e adequação de centros comunitários, o investimento em capacitação e geração de oportunidades de emprego e renda e a construção de um Centro de Reabilitação, notícia que foi amplamente apoiada por todo o público.

O FUTURO É HOJE – O Connect Geração, por sua vez, será uma ferramenta para integrar políticas públicas voltadas para grupos de diferentes gerações e para Pessoas com Deficiência, como as já executadas pelas Secretarias de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel), Assistência Social (Smas) e Saúde (SMS), explica o Secretário do Governo, Benedito Gonçalo de Figueiredo, O Dito Loro. “Nosso objetivo é conectar todas essas ações dentro deste tripé de “juventude, melhor idade e pessoas com deficiência”, focando na pessoa humana, que é o desejo do nosso prefeito”, disse.

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Para o secretário de Educação, Silvio Fidelis, essa nova etapa da gestão avançará ainda ao aproximar a prefeitura e seus compromissos junto com a comunidade, fortalecendo a articulação de políticas intersetoriais. “Nossa secretaria é um exemplo de como a união de ações de diferentes áreas pode potencializar os benefícios para a sociedade, juntando cultura e educação, esporte e educação, cultura e lazer e, agora, indo muito, além disso: fazendo um grande trabalho em prol da comunidade várzea-grandense”, completou.

No mesmo sentido, a secretária Ana Cristina Vieira, de Assistência Social, reforça o trabalho já realizado com os públicos-alvos do projeto. “Hoje podemos mostrar um pouco do nosso trabalho com a participação do grupo de idosos do Vovô Zeid e jovens do Caderno 2, e temos muita expectativa pelos projetos que serão desenvolvidos a partir de agora, uma vez que a assistência social se insere em todo este processo com a comunidade”, concluiu.

O primeiro Connect Geração teve como tema “Um Novo Olhar para as Gerações” e reuniu pessoas de diferentes idades em uma programação rica em apresentações culturais, atividades e informações. Participaram também representantes de todas as secretarias, divulgando serviços e produtos relevantes para essa população.

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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