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Várzea Grande vai realizar neste fim de semana o “Xô Corona” para atrair pais e crianças

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Várzea Grande quer avançar ainda mais na imunização de crianças de 5 a 11 anos contra a COVID-19 e vai implantar o “XÔ CORONA – Com COVID não se brinca, vacine-se para brincar!” neste fim de semana, sábado, 19 e domingo, 20 de fevereiro, na Praça e no Ginásio Poliesportivo Júlio Domingos de Campos (Fiotão), com diversas atrações, brincadeiras, super-heróis para promover o entretenimento das pessoas e criar a concepção da real necessidade de se vacinar, pois as pessoas desde que nascem até a fase adulta recebem diversas vacinas que as protegem durante toda sua vida.

No sábado, 19, também acontece, para as demais pessoas de outras faixas etárias, a vacinação, no Parque Berneck em sistema Drive Thru das 8h às 16 horas sem intervalos.

“Queremos atrair a atenção de pais e de crianças pela necessidade de vacinar e nada melhor do que fazer isto com satisfação”, disse o prefeito Kalil Baracat que exortou a dedicação e o empenhos dos profissionais da Saúde que tem feito a diferença nestes tempos de pandemia e trabalhado de forma dobrada, sem descanso e com plena dedicação pela vida alheia.

Segundo o prefeito, nada representa melhor a vida de um ser humano, do que uma criança e sua vontade de viver, de crescer e de se tornar adulta.

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O secretário de Saúde de Várzea Grande, Gonçalo de Barros, frisou que a ideia de inovar parte do princípio da necessidade de convencimento dos pais de que a vacina é o meio mais seguro para se vencer a COVID-19.

“Vacina salva vidas. Impede que o quadro grave da COVID-19 se manifeste de forma mais letal. A vacina garante às pessoas imunidade, isto está comprovado neste momento em que temos novas cepas, novas variantes que aumentaram o número de casos, mas com menor letalidade das vivenciadas nos últimos dois anos”, explicou o titular da Saúde Pública de Várzea Grande.

Gonçalo de Barros sinalizou que a Saúde sob o comando do prefeito Kalil Baracat tem um único sentido, salvar vidas, devolver às pessoas a tão sonhada normalidade em suas vidas ou uma vida dentro de um novo normal e para isto não se tem medido esforços.

“Se tivéssemos maior autonomia e poder de decisão, com certeza estaríamos em uma situação ainda melhor do que a vivenciada hoje, que ainda exige cuidados, medidas restritivas e principalmente se manter alerta para qualquer e eventual manifestação em relação a sua saúde ou a saúde de alguém da sua família”, explicitou Gonçalo de Barros.

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Tanto ele quanto o prefeito Kalil Baracat, remeteram os fatos para janeiro de 2021 quando se iniciou a vacinação e a decisão de Várzea Grande em adquirir vacinas diante a indecisão do Governo Federal e de setores negacionistas contra a imunização.

“Talvez, hoje a situação fosse ainda melhor se mais pessoas estivessem sido imunizadas anteriormente”, disse o prefeito Kalil Baracat, sinalizando que mesmo se a pandemia perdurar, hoje já existe, know-how, melhores condições para a saúde pública ou privada fazer o enfrentamento.

Já para o secretário Gonçalo Barros, além das medidas preventivas adotadas e da vacinação, se faz extremamente necessário que as pessoas se conscientizem de que seus atos e atitudes podem ser decisivos para ajudar no combate à pandemia da COVID-19 ou qualquer outra epidemia que o mundo venha a sofrer.

“Na atualidade, no mundo globalizado, com as pessoas transitando, viajando para todos os lados, se torna muito fácil a transmissibilidade de doenças infecto contagiosas, por isso que apesar de todas as medidas adotadas, do reforço no atendimento da saúde, se tornou essencial que as pessoas se preservassem, adotassem o isolamento como forma de evitar a propagação da COVID-19”, ponderou o titular da Saúde de Várzea Grande.

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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