AGRONEGÓCIO
LIVRO/CEPEA: Prof. Geraldo Barros é um dos organizadores do livro “O Brasil rural contemporâneo: interpretações”
AGRONEGÓCIO
LIVRO/CEPEA: Prof. Geraldo Barros é um dos organizadores do livro “O Brasil rural contemporâneo: interpretações”
Cepea, 10/11/2022 – O professor da Esalq/USP e coordenador científico do Cepea, Geraldo Barros, e o pesquisador da Embrapa Zander Navarro, dois dos mais experientes estudiosos do mundo rural brasileiro, foram organizadores do livro “O Brasil rural contemporâneo: interpretações”, lançado mês passado pela Editora Baraúna. A coletânea reúne sete capítulos escritos por sete diferentes e experientes cientistas (todos com mais de 50 anos de trabalhos e pesquisas na área rural). Estes autores foram inspirados pela seguinte reflexão: “na sua visão de estudioso, como interpretar os últimos 50 a 60 anos do mundo rural brasileiro?”. Os pesquisadores, então, examinaram diferentes temas e subtemas, em diversas regiões rurais do País, ao longo de frutíferas trajetórias no campo multidisciplinar das Ciências Sociais dedicadas ao “rural brasileiro”. O resultado foi um rico material, com interpretações plurais e que podem abrir novos caminhos sobre o mundo rural. O formato digital do livro está disponível aqui. A versão impressa pode ser adquirida no site da editora.
Confira abaixo mais detalhes:
“O Brasil rural contemporâneo: interpretações”
Editora Baraúna
Introdução
Geraldo Sant’Ana de Camargo Barros e Zander Navarro
Capítulo 1 – Amazônia: da bioeconomia das “drogas do sertão” à bioeconomia do século 21
Alfredo Kingo Oyama Homma
Capítulo 2 – O Brasil agrícola e rural contemporâneos: a cultura fazendo a diferença
Amilcar Baiardi
Capítulo 3 – O agronegócio brasileiro no pós Segunda Guerra Mundial: o processo de transformação e seus resultados
Geraldo Sant`Ana de Camargo Barros
Capítulo 4 – Mudanças cíclicas do espaço rural brasileiro e perspectivas de futuro
Guilherme Costa Delgado
Capítulo 5 – O agroalimentar brasileiro ainda é aquele
John Wilkinson
Capítulo 6 – O Brasil rural: a política econômica agrícola dos anos 1970 a 2020
Yony Sampaio
Capítulo 7 – A travessia do oceano largo: uma interpretação sobre o desenvolvimento agrário brasileiro
Zander Navarro
Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br
Fonte: CEPEA
AGRONEGÓCIO
Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027
A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.
O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.
O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.
Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.
Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.
Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.
Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.
Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.
Fonte: Pensar Agro
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