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Peça teatral é apresentada para cerca de 2 mil alunos

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Vila Bela da Santíssima Trindade e Pontes e Lacerda, a 522 e 444 quilômetros de Cuiabá, respectivamente, foram os primeiros municípios a receber o projeto “Prevenção Começa na Escola” nesta semana. Cerca de duas mil crianças e adolescentes assistiram à peça Inocentes Pétalas Roubadas, da Cia. Vostraz, nas duas cidades. A iniciativa é da Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente.

O procurador de Justiça titular da Especializada, Paulo Roberto Jorge do Prado, explica que em cada cidade são realizadas duas apresentações, sendo uma para escolas da zona rural e outra para as urbanas. “A defesa dos direitos fundamentais da criança e do adolescente é uma prioridade, principalmente no cenário pós-pandemia, em que acompanhamos um aumento nos índices de abuso e violência sexual contra crianças e adolescentes”, ressaltou.

Em Pontes e Lacerda, segundo a promotora de Justiça Mariana Batizoco Silva Alcântara, além dos estudantes, que lotaram o Espaço Celebrai, onde o espetáculo foi realizado, toda a rede de proteção esteve presente. “É uma iniciativa muito importante, capaz de transformar vidas, e contar com a presença de toda a rede de proteção foi um sucesso”.

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Ainda esta semana, a peça teatral será apresentada nos municípios de Jauru (06/10) e Cáceres (07/10). No primeiro, o evento acontecerá na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Já em Cáceres, ocorrerá na Escola Estadual Desembargador Gabriel Pinto de Arruda e na Escola Municipal 16 de Março (Núcleo Sadia).

Ainda em outubro, o projeto será levado para as cidades de Sinop (24/10), Colíder (25/10) e Cláudia (26/10). Em novembro, serão visitadas escolas em São Félix do Araguaia (07/11), Água Boa (08/11) e Paranatinga (09/11). Na última etapa as apresentações ocorrerão em Sapezal (21/11) e Diamantino (22/11).

Fonte: MP MT

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Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas

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A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.

O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.

Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.

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Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.

“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.

As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.

Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.

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Fonte: Governo MT – MT

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