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Mato Grosso encerra participação nos Jogos da Juventude com 11 medalhas

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A delegação mato-grossense fez bonito e voltou para casa com o total de 11 medalhas conquistadas nos Jogos da Juventude, realizados em Aracaju (SE), entre os dias 2 e 17 de setembro. As premiações foram alcançadas pelas equipes femininas de Futsal, Voleibol e Vôlei de Praia, Basquete masculino, e nas modalidades individuais de Wrestling, Judô e Atletismo.

As últimas quatro medalhas vieram na última semana de competição, sendo duas de prata, do Judô e do Basquete, e duas de bronze de Wrestling.

Vice-campeã na categoria Superleve, de até 40 kg, a judoca Gabrielle Vasconcelos da Silva, de 16 anos, foi quem trouxe uma das medalhas (prata) para Mato Grosso. Apesar de se manter confiante antes da luta, ela afirma que se surpreendeu com o resultado.

“Eu sabia que tinha chance de chegar ao pódio, pois vinha me preparando para a competição há um bom tempo, mas ainda fiquei surpresa. Chegar até me deixou muito feliz e grata a Deus”, comenta, agradecendo àqueles que a motivaram a lutar por seu sonho de ser judoca. A cerimônia de premiação contou com a participação da medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres Sarah Menezes. 

A equipe masculina de Basquete também se tornou vice-campeã em jogo contra os atletas de Minas Gerais. Para o técnico Ivan Marcos Pereira, a seleção foi bem sucedida nos Jogos da Juventude, uma vez que o maior objetivo do time era a classificação de Mato Grosso para a primeira divisão.

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“Viemos com este propósito de classificação. Tivemos uma campanha muito bacana e com jogos convincentes da equipe, embora, infelizmente, a final não tenha sido do jeito que gostaríamos”, observa. 

Já na modalidade Wrestling, em que os atletas só podem utilizar o tronco e os braços para se defender e atacar, os representantes mato-grossenses no pódio foram os atletas Eduardo Nogueira e Lucas Maia, ambos de 17 anos, que ficaram em terceiro lugar nas categorias de 55 kg e 110 kg, respectivamente. 

Eduardo conta que já participou da competição anteriormente, mas não obteve o resultado desejado. Por isso, treinou e se esforçou ainda mais para que pudesse voltar com uma medalha nesta edição. 

“Graças a Deus e aos meus treinadores, Luzia e Chicão, tive um resultado no terceiro lugar”, comemora. Ele acrescenta que, em sua visão, os Jogos da Juventude são uma grande oportunidade de revelar novos talentos na modalidade.

Lucas Maia, por exemplo, que sempre se dedicou ao Jiu-jitsu, participou da competição de Wrestling pela primeira vez neste ano, e considerou a experiência interessante. Ele ainda ressalta que o campeonato é uma boa oportunidade para os atletas de estados diferentes competirem e serem vistos.

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Com o fim da competição, Mato Grosso volta para casa com 11 medalhas, sendo quatro de ouro, quatro de prata, e três de bronze.

Confira o resultado abaixo:

Medalhas de ouro
Futsal Feminino (esporte coletivo)
Atletismo – João Pedro Alves (16 anos) – 3.000m
Atletismo – Arthur Curvo (17 anos) – Lançamento de dardo
Atletismo – Gilvan Ribeiro (17 anos) – Salto triplo

Medalhas de prata
Voleibol Feminino (esporte coletivo)
Basquete Masculino (esporte coletivo)
Atletismo – Thaiane de Morais (17 anos) – Salto triplo
Judô – Gabrielle Vasconcelos da Silva (16 anos) – Categoria Superleve até 40 kg 

Medalhas de bronze
Vôlei de Praia Feminino – dupla Ana Carolina Cardozo de Oliveira (16 anos) e Nataly da Costa Barroso (17 anos)
Wrestling – Eduardo Nogueira (17 anos) – Estilo greco-romano – Categoria 55 kg
Wrestling – Lucas Maia (17 anos) – Estilo greco-romano – Categoria 110 kg

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso aposta no turismo ufológico para diversificar oferta e atrair novos visitantes

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Relatos de fenômenos aéreos não identificados, lendas regionais, paisagens naturais e narrativas cercadas de mistério têm contribuído para a consolidação de um novo nicho turístico em Mato Grosso: o ufoturismo. Embora ainda esteja em processo de estruturação, o segmento vem atraindo a atenção de pesquisadores, gestores públicos e empreendedores do setor como uma oportunidade de diversificação da oferta turística do Estado.

O tema esteve presente na programação da FIT Pantanal 2026, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, em Cuiabá. A feira sediou a II Jornada Brasileira de Ufoturismo, com palestras voltadas à discussão do potencial turístico dos fenômenos ufológicos e das novas oportunidades relacionadas ao segmento. Além dos debates, municípios como Barra do Garças e Tesouro utilizaram o evento para promover atrativos ligados ao turismo místico e ufológico. A Chapada dos Guimarães também foi destacada entre os destinos associados a esse universo.

Presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP), Ataíde Ferreira da Silva Neto afirma que Mato Grosso reúne características que o colocam em posição de destaque dentro do cenário nacional. “O Estado é rico em acontecimentos ufológicos. Temos um grande acervo de filmagens e registros desses fenômenos, o que desperta a curiosidade do público e atrai interessados por essa temática”, afirma.

Segundo ele, a relação de Mato Grosso com o tema remonta ao século XIX. Um dos registros mais antigos ocorreu em 1846, quando o militar e engenheiro Augusto Leverger relatou ter observado um objeto luminoso no céu enquanto navegava pelo Rio Cuiabá. O episódio foi publicado na Gazeta Oficial do Império do Brasil e é apontado por pesquisadores como a primeira notícia sobre avistamento de um objeto voador não identificado divulgada pela imprensa brasileira.

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Para Ataíde, a combinação entre natureza e mistério é um dos fatores que despertam o interesse dos visitantes. “Nós temos a Chapada dos Guimarães, a Serra do Roncador, em Barra do Garças, além de lendas e histórias que atravessam gerações. São lugares que unem belezas naturais e uma história cheia de enigmas e mistérios”, destaca.

Entre os destinos mais conhecidos está Barra do Garças, município que concentra parte significativa das narrativas relacionadas ao tema. A cidade abriga a Serra do Roncador, frequentemente associada a relatos de fenômenos inexplicáveis, e também o Discoporto, estrutura criada a partir de uma lei municipal aprovada em 1995 que reservou uma área no Parque Estadual da Serra Azul para a implantação de um espaço destinado simbolicamente ao pouso de objetos voadores não identificados.

Jornalista, artista plástico e assessor da Secretaria Municipal de Turismo de Barra do Garças, Genito Santos explica que a cidade transformou sua relação histórica com o tema em um atrativo turístico.

“Barra do Garças é considerada um dos pontos de maior incidência de casuísticas ufológicas do Centro-Oeste brasileiro. Temos dois ícones importantes desse segmento: a Serra do Roncador e o Discoporto, que é o único lugar do mundo credenciado por lei para receber naves de outros planetas”, afirma.

De acordo com Genito, o turismo ufológico e o turismo místico caminham lado a lado na região. “Barra do Garças recebe visitantes de várias partes do Brasil e do exterior que buscam conhecer a Serra do Roncador, suas histórias, seus mistérios e as narrativas relacionadas aos avistamentos de discos voadores”, diz.

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Além de Barra do Garças, outras localidades mato-grossenses também integram esse circuito de interesse. Entre elas estão o Morro do Pião, em Tesouro, e a Caverna Aroe Jari, em Chapada dos Guimarães, locais frequentemente citados em relatos e narrativas associadas ao imaginário ufológico e místico.

Para os pesquisadores do setor, o interesse crescente por experiências temáticas e pelo chamado turismo de nicho abre espaço para a consolidação do ufoturismo como produto turístico organizado. Segundo Ataíde Ferreira, o segmento ainda se desenvolve de forma gradual no Estado, mas começa a ganhar estrutura e visibilidade.

“O Estado tem percebido a importância desse nicho de interessados e começado a formar oficialmente iniciativas que atraem esse público. A inclusão do tema na FIT Pantanal demonstra esse movimento”, avalia.

Na mesma linha, Genito Santos destaca que o segmento avança em direção ao reconhecimento formal dentro do mercado turístico brasileiro. “É uma modalidade que vem se organizando e ganhando visibilidade. Mato Grosso tem potencial para se tornar uma referência nacional nesse tipo de turismo”, afirma.

Combinando patrimônio natural, histórias locais e experiências voltadas ao imaginário e ao desconhecido, o ufoturismo passa a integrar o conjunto de segmentos que podem contribuir para ampliar o fluxo de visitantes e diversificar a atividade turística em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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