MATO GROSSO
Laboratório de Inovação: ferramenta de transformação
MATO GROSSO
Em uma época de frequentes e rápidas mudanças, a inovação é uma necessidade de toda organização. Quem não inova se torna ultrapassado, inclusive as instituições públicas, já que os problemas sociais também são dinâmicos. É cada vez mais evidente o papel fundamental da inovação para o alcance do almejado serviço público eficiente, eficaz e integral.
Desde 2011 o Brasil é membro da Parceria de Governo Aberto (OGP), uma iniciativa internacional que conta hoje com mais de 78 países participantes e tem como objetivo a promoção de boa governança e fortalecimento da democracia com a utilização de tecnologia digital para melhorar a sociedade. O Plano de Ação elaborado pelo Brasil traz que alguns dos princípios para um governo aberto são a tecnologia e inovação, pontuando que um governo inovador entende o papel das novas tecnologias e inovação e busca assegurar aos cidadãos a possibilidade de uso de novas ferramentas de desenvolvimento disponíveis e o acesso a elas.
Neste cenário, o Ministério Público também precisa criar uma cultura objetivando melhorar o serviço prestado à sociedade com vistas a alcançar a instituição idealizada pela Carta de Brasília: um Ministério Público mais resolutivo e preventivo. Para o alcance de tal objetivo é preciso que os agentes envolvidos se alinhem e compartilhem do ideal pretendido, daí o laboratório de inovação se mostra uma importante ferramenta para o fomento da cultura inovadora.
Podemos elencar inúmeras alternativas capazes de fomentar uma cultura de transformação no setor público. Nesse escopo, o laboratório de inovação se apresenta como uma opção completa quando se pretende engajar, agregar e estimular práticas inovadoras nas organizações.
Nesse espaço é possível a imersão nos problemas existentes, prototipação e testagem das ideias propostas. Neste ambiente flexível fomenta-se a criatividade através de grupos interdisciplinares de maneira colaborativa visando a resolução dos problemas que, por consequência, gerarão respostas ao cidadão, que é o beneficiário final de todo o trabalho desenvolvido. Com condições favoráveis poderemos incentivar a propositura de novas ideias e fortalecer a comunicação intersetorial dentro da instituição, disseminando uma cultura de inovação.
Para Koslosky; Speroni e Gauthier (2015, p.13), a “utilização de ecossistemas de inovação, onde a inovação é baseada no usuário, permite que estes assumam os mais variados papéis durante o processo, atuando desde a concepção até a utilização dos bens e serviços gerados”. Neste caminho, Namba (2006) define que “um ecossistema de inovação é definido como uma infraestrutura para fomentar inovação, onde ofertantes e demandantes de inovação interagem como público estratégico. O usuário é chamado a participar como cocriador da inovação”. Os laboratórios de inovação se enquadram, portanto, como um ecossistema sendo uma estrutura apta a fomentar a transformação dos processos dentro das organizações públicas à medida que integram os colaboradores com a finalidade de resolutividade das demandas existentes de maneira eficiente, eficaz e transparente.
“Laboratórios de inovação no setor público são ambientes colaborativos que buscam fomentar a criatividade, a experimentação e a inovação, por meio da adoção de metodologias ativas e da cocriação, na resolução de problemas” (SANO, 2020). Corroborando com as ideias trazidas acima, temos aqui uma definição mais objetiva do laboratório de inovação para a administração pública.
Quanto a implementação, de fato, destes ecossistemas, Farias et al. (2016, p. IX) pontuam que “laboratórios de inovação em vários países começam a disseminar práticas inovadoras sob os mais diversos guarda-chuvas, tais como design thinking, nudge e implementação de política baseada em evidências (evidence-based policy making)”. Vejamos, portanto, que tanto do ponto de vista teórico quanto prático esses ambientes têm potencial para garantir a disseminação de um conjunto de habilidades e ferramentas capazes de transformar a maneira como as organizações, e aqui enfatizo os organismos públicos, gerenciam e solucionam seus problemas e processos.
Um exemplo valioso de prática exitosa em laboratório de inovação é o Inova do Ministério Público do Rio de Janeiro. O primeiro formalmente estruturado e instalado nos Ministérios Públicos brasileiros. Iniciou suas atividades em 2019 e já possui 15 experimentos em diferentes áreas com integração interdisciplinar, incentivando e mobilizando seus integrantes no caminho para construção de uma instituição apta à solução dos desafios que surgem.
O investimento em inovação já é uma necessidade básica para qualquer organização. Aquela que não alinhar seus esforços neste sentido perderá engajamento, eficiência e eficácia em curto prazo.
Quando a organização percebe a necessidade de um ecossistema como este, o implementa e coloca em prática é um avanço, principalmente em se tratando de uma organização como o Ministério Público de Mato Grosso, que lida em toda sua rotina com leis e normas que, como sabemos, dificilmente acompanharão a evolução tecnológica e social com seus problemas dinâmicos carentes de resolução rápida.
O laboratório de inovação do MPMT está em fase inicial e, portanto, na construção de suas diretrizes e trilhas, mas é importante lembrar que sua criação sinaliza um progresso para a instituição e um passo importante para uma mudança na cultura organizacional com vistas à inovação de seus processos de trabalho e, por consequência, do serviço entregue à sociedade.
O investimento em inovação já é uma necessidade básica para qualquer organização. Aquela que não alinhar seus esforços neste sentido perderá engajamento, eficiência e eficácia em curto prazo.
Mariane Mesquita Souza Hartung
Técnica administrativa – integrante do laboratório de inovação do MPMT
Fonte: MP MT
MATO GROSSO
Operação Território Livre prende 35 pessoas e apreende 8 armas na região de Tangará da Serra
Trinta e cinco pessoas já foram presas durante a Operação Território Livre, da Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT), nesta semana. Também foram apreendidas oito armas de fogo, incluindo rifles e espingardas, durante ações realizadas essa semana na região de Tangará da Serra (239 km de Cuiabá). A operação foi desencadeada como parte do Programa Tolerância Zero às Facções Criminosas.
Os resultados também incluem 33 visitas domiciliares a agressores enquadrados no âmbito da violência doméstica que estão sob medidas restritivas. As visitas são voltadas à fiscalização do cumprimento das condições impostas judicialmente para que acusados possam responder os crimes em liberdade.
De sábado (25.4) até esta terça-feira (28.4), 1.025 pessoas foram abordadas e 418 veículos fiscalizados nas ruas, além de 105 comércios vistoriados. A operação também gerou a elaboração de 10 Termos Circunstanciados de Ocorrências(TCOs). Além da parte ostensiva, com reforço nas ruas, essa operação integra investigações da Polícia Civil e fiscalizações do Corpo de Bombeiros.
A secretária de Segurança Pública, coronel PM Susane Tamanho, esteve, nesta terça-feira (28), em Tangará da Serra e avaliou como positivos os primeiros resultados, especialmente pela prisão de suspeitos de integrar facções e a apreensão de armamentos ilegais que podem estar relacionados a crimes.
“Estamos intensificando a presença das forças policiais nas ruas em todos os municípios. Nesse trabalho, implementado dentro do Tolerância Zero, o policiamento é feito com base em dados e informações de inteligência policial”, assinalou ela.
A secretária destacou que, por orientação de Governo, do governador Otaviano Pivetta, as forças de segurança atuam focadas em três eixos: a asfixia financeira das facções, a ostensividade guiada por inteligência policial e o combate à violência doméstica.
Susane foi à Tangará da Serra acompanhada do secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel PM Paulo Cesar Silva; da coronel PM Grasielle Paes, subchefe de Estado-Maior Geral da PMMT, e do comandante Regional da PM, tenente-coronel Murilo Franco de Miranda.
Fonte: Governo MT – MT
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