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Flamengo e Athletico-PR empatam sem gols pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil

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O Flamengo entrou em campo na noite desta quarta-feira (27) e empatou com o Athletico-PR por 0 a 0, no Maracanã, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. A partida da volta acontece no dia 17 de agosto, na Arena da Baixada.

O jogo
A partida começou com muita disputa pela posse de bola no meio-campo. Aos poucos, o Flamengo foi colocando a bola no chão e passou a trocar passes no campo ofensivo. Aos 10’, o time rubro-negro trabalhou bem a bola no ataque e levou perigo ao gol de Bento. Filipe Luís cruzou na área, Pedro se antecipou aos zagueiros e desviou de calcanhar, mas o goleiro conseguiu fazer a defesa.

Aos 19’, Gabi bateu cruzado e Bento espalmou para o lado. Pedro, por pouco, não chegou a tempo para aproveitar o rebote. Aos 30’, Pedro fez bela jogada individual e abriu para João Gomes na esquerda, que cruzou na área. Gabi chegou batendo de primeira por cima da meta.

O Mais Querido seguiu dominando o jogo completamente. Aos 36’, Arrascaeta limpou a marcação na entrada da área e chutou colocado, mas o goleiro fez a defesa. Apesar das oportunidades criadas, principalmente pelo lado do Fla, a primeira etapa terminou sem gols.

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Na volta do intervalo, o Flamengo continuou pressionando o Athletico em seu campo de defesa. Aos quatro minutos, Arrascaeta cobrou escanteio e Pedro cabeceou na trave. No lance seguinte, Léo Pereira cruzou na área e Arrascaeta desviou de cabeça para fora. Mais uma grande chance criada pelo Fla.

Aos 21’, após boa jogada de Rodinei, a bola sobrou com Pedro na área. O atacante ajeitou para Gabi, que bateu colocado. Khellven salvou em cima da linha. Na sequência, Thiago Maia foi na linha de fundo e rolou para trás. Gabigol pegou de primeira e acertou o travessão.

Aos 35’, Vidal limpou a jogada e arriscou o chute de fora da área. A bola passou raspando a trave. Nos acréscimos, David Luiz levou cartão vermelho e foi expulso. A partida acabou terminando empatada em 0 a 0, apesar da superioridade do Fla.

Próximo compromisso
O Rubro-Negro enfrenta o Atlético-GO no próximo sábado (30), às 20h30, no Maracanã, pela 20ª rodada do Brasileirão.

Escalação do Flamengo
Santos; Rodinei, David Luiz, Léo Pereira e Filipe Luís (Ayrton Lucas); João Gomes (Vidal), Thiago Maia, Everton Ribeiro (Cebolinha) e Arrascaeta; Gabi e Pedro.
Técnico: Dorival Júnior.

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Escalação do Athletico-PR
Bento; Khellven, Pedro Henrique e Thiago Heleno (Matheus Felipe); Nico, Erick, Hugo Moura, Fernandinho (Léo Cittadini) e Abner; Cuello (Cirino) e Terans (Vitinho).
Técnico: Felipão.

Ficha técnica
Flamengo 0x0 Athletico-PR – Jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil
Local: Maracanã-RJ
Data e hora: 27/07/2022 às 21h30
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Alex Ang Ribeiro (SP)
Cartões amarelos: Bento (CAP), Erick (CAP), Gabi (FLA), Fernandinho (CAP), Léo Cittadini (CAP), Thiago Maia (FLA), Arrascaeta (FLA), Léo Pereira (FLA) e Matheus Felipe (CAP)
Cartão vermelho: David Luiz (FLA)
Gol:

fonte: https://www.flamengo.com.br/noticias/futebol/flamengo-e-athletico-pr-empatam-sem-gols-pelo-jogo-de-ida-das-quartas-de-final-da-copa-do-brasil

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Fonte: Agência Esporte

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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