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Polícia Civil requere exumação do corpo de bebê para esclarecer causa de morte em Vila Rica

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MATO GROSSO

A Polícia Civil em Vila Rica, região Noroeste do Estado, requereu a exumação do corpo de um recém-nascido para a realização de exames periciais, que possam apontar a real causa de sua morte. A criança faleceu nesta semana, em um hospital da cidade, aos 25 dias de vida.

O delegado de Vila Rica, Diogo Jobane, instaurou um auto de investigação preliminar depois que a mãe da criança relatou à Polícia Civil a morte do filho.

Ela disse que no dia 03 de julho estava alimentando o bebê que, mesmo assim, não parava de chorar e procurou a unidade de prontoatendimento, no período da noite. O médico plantonista a informou que estava tudo bem com a criança e que seria normal apresentar tal situação até os seis meses de nascido. O profissional passou um remédio para cortar o vômito que a criança apresentava e uma injeção e liberou o paciente. A mãe alega que quando chegou à sala do profissional, ele estava jogando e não deu atenção à criança.

Horas mais tarde, a mãe relata que o filho estava com a respiração falhando e colocando a língua para fora. Ela procurou novamente o hospital, onde chegou às 01h30, e foi atendida pelo mesmo médico, que solicitou a ministração de aerossol na criança e a internação. A mãe relata que o quadro clínico do filho somente se agravou e, na terça-feira, ele foi a óbito.

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O delegado explica que a exumação requerida à Justiça é necessária para esclarecer a causa da morte, uma vez que o corpo do bebê foi liberado pelo hospital sem que fosse realizado o exame de necropsia.

A exumação será realizada nesta sexta-feira (08.07) e após o resultado do exame realizado pela Perícia Técnica e Identificação Oficial (Politec), o delegado Diogo Jobane realizará outras diligências e ouvirá também a equipe de profissionais do hospital.

Fonte: GOV MT

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MP MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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