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Reforma agrária e conflitos locais de Cáceres são temas de audiência pública

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

O deputado estadual Valdir Barranco presidirá uma audiência pública, nesta quinta-feira (23), às 9h, na Câmara Municipal de Cáceres (217 km de Cuiabá), para debater a reforma agrária, os conflitos regionais, a regularização fundiária e a política de permanência local do município.

A justificativa para a discussão é de que um tema como esse precisa ser debatido com todos e todas. “Precisamos conversar e discutir sobre a concentração de terras, a reforma agrária e os conflitos que isso gera para a população envolvida diretamente. É por isso e outros fatores que requeri essa audiência. Uma temática como essa deve ser dialogada cada vez mais a fundo”, defendeu o parlamentar.

Foram convidados para a discussão, a vereadora do município, Professora Mazéh Silva (PT); a prefeita Antônia Eliene Liberato (PSB); a superintendente do Incra, Mariana Reis Souza; o presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Francisco Serafim; o defensor público geral, Clodoaldo Aparecido Gonçalves; entre outras autoridades de Mato Grosso. Além da presença de quilombolas, camponeses, defensores dos direitos humanos e população em geral.

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Correia também relembrou de desdobramentos como a oferta de alimentos e o combate à fome. “A carestia voltou a ocupar os noticiários. Mais da metade da população do país vive em situação de insegurança alimentar e o Brasil voltou desonrosamente ao Mapa da Fome mundial. A suspensão do Pronaf, o desmantelamento do PAA, do Pnae e do conjunto de políticas públicas voltadas para agricultura familiar têm grande parcela de responsabilidade nessa realidade nefasta”, informou o deputado.

O encontro será realizado na Câmara Municipal de Cáceres, de forma presencial, às 9h, nesta quinta-feira (23).

Fonte: ALMT

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Mato Grosso proíbe visitas íntimas a condenados por feminicídio, estupro e pedofilia

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O Governo de Mato Grosso sancionou a Lei nº 13.283, de 14 de abril de 2026, que proíbe a realização de visitas íntimas para condenados por crimes de feminicídio, estupro e pedofilia, desde que haja sentença transitada em julgado. A norma, de autoria do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), foi publicada em edição extra do Diário Oficial e já está em vigor.

A nova legislação estabelece que a vedação se aplica exclusivamente aos detentos com condenação definitiva, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso judicial. A medida não interfere nas visitas sociais, que continuam sendo permitidas nos termos da Lei de Execução Penal. De acordo com o texto, considera-se visita íntima aquela realizada fora do alcance de monitoramento e vigilância dos servidores do sistema prisional, em ambiente reservado e sem a presença de terceiros.

A proposta busca reforçar o caráter punitivo e pedagógico da pena, além de contribuir para a segurança dentro das unidades prisionais. Entre os pontos elencados na justificativa do projeto estão os riscos associados à prática, como a entrada de objetos ilícitos, a disseminação de doenças e a facilitação de atividades criminosas no interior dos presídios.

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) destacou que a sanção da lei, logo nos primeiros dias à frente do Executivo estadual, sinaliza o direcionamento da atual gestão no enfrentamento à criminalidade e no fortalecimento das políticas de segurança pública.

“A sanção desta lei reafirma o compromisso do Estado com o enfrentamento firme à violência e com a proteção da sociedade, especialmente das mulheres e das crianças. Estamos tratando de crimes graves, que exigem respostas claras do poder público. Essa medida também contribui para o fortalecimento da disciplina e da segurança no sistema penitenciário de Mato Grosso”, pontuou.

Autor da proposta, o deputado Eduardo Botelho avaliou que a iniciativa representa um avanço no enfrentamento à violência e na responsabilização de condenados por crimes graves.

“A visita íntima não é um direito absoluto do apenado. Estamos tratando de crimes extremamente graves, que violam direitos fundamentais, especialmente de mulheres e crianças. Essa medida fortalece o caráter punitivo da pena e corrige uma distorção, ao impedir que condenados por esse tipo de crime tenham acesso a um benefício que não condiz com a gravidade dos atos praticados”, argumentou o parlamentar.

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Botelho acrescentou que a sanção da lei consolida o compromisso do Estado de Mato Grosso com o enfrentamento à violência e a adoção de medidas que ampliem a segurança e a efetividade do sistema prisional. O deputado ainda ressaltou que a legislação está alinhada a práticas adotadas em outros países e respeita a competência dos estados para regulamentar o sistema penitenciário, sem interferir na estrutura do Poder Executivo.

Fonte: ALMT – MT

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