CUIABÁ
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

ETANOL/CEPEA: Em mercado ainda lento, Indicadores recuam em SP

Publicado em

AGRONEGÓCIO

Cepea, 21/06/2022 – O mercado de etanol esteve lento no spot paulista ao longo da semana passada. De acordo com pesquisadores do Cepea, o desaquecimento das vendas nas bombas, mesmo com a relação favorável ao biocombustível, ainda vem deixando distribuidoras cautelosas em negociar. Do lado das usinas, algumas unidades seguiram entregando o produto comercializado anteriormente no spot e por meio de contratos. No entanto, outras aceleraram suas vendas, temendo novos recuos de preços com o avanço da moagem. Assim, entre 13 e 17 de junho, o Indicador CEPEA/ESALQ semanal do hidratado do estado de São Paulo foi de R$ 3,0116/litro, queda de 2,35% frente ao do período anterior. No caso do anidro, houve redução de 1,31%, com o Indicador CEPEA/ESALQ fechando em R$ 3,5270/litro. Para as próximas semanas, pesquisadores do Cepea indicam que agentes do setor devem se atentar ao possível aumento da competividade do etanol frente ao combustível fóssil, tendo em vista as novas elevações, por parte da Petrobras, nos preços da gasolina e do diesel nas refinarias. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

Leia Também:  Governo estuda reformulação no modelo de seguro rural
Fonte: CEPEA

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

Publicados

em

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

Leia Também:  BOI/CEPEA: Exportação segue elevada, mas preço interno cai

Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

Leia Também:  MILHO/CEPEA: Colheita tem início pontual em MT; preços seguem em queda

“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA