AGRONEGÓCIO
ETANOL/CEPEA: A poucos dias do fim da safra 21/22, preços seguem firmes
AGRONEGÓCIO
Cepea, 29/3/2022 – No fim desta semana, o ano-safra 2021/22 se encerra oficialmente na região Centro-Sul, com expectativa de início da moagem da nova temporada daqui a 15 – 20 dias em grande parte das usinas. Entre 21 e 25 de março (penúltima semana da atual temporada), mesmo com pequena queda, o preço do etanol hidratado permaneceu em um patamar atrativo frente a outros períodos do ano-safra 2021/22. Em São Paulo, o Indicador CEPEA/ESALQ semanal do hidratado fechou a R$ 3,2739/litro na semana passada, recuo de 0,27% frente à anterior. Já para o anidro, os valores subiram 3,84%, com o Indicador CEPEA/ESALQ fechando em R$ 3,7647/litro. A média dos valores diários do Indicador ESALQ/BM&FBovespa foi de R$ 3.365,00/m³, baixa de 0,58% frente aos valores diários da semana anterior. Segundo colaboradores do Cepea, os negócios se concentraram na segunda metade da semana, quando os preços começaram a ensaiar uma reação – os primeiros dias do período foram de menor dinamismo, havendo, inclusive, ligeiras desvalorizações. O fundamento veio da maior entrada de etanol vindo de Goiás e Mato Grosso, em função da atratividade do preço praticado em São Paulo. Na segunda parte da semana, o Cepea registrou um maior número de compradores no mercado spot, o que deu suporte às cotações. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)
AGRONEGÓCIO
Projeto que dá poder de veto ao Mapa contra ‘canetadas’ ambientais avança na Câmara
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5900/2025, uma proposta que cria um “freio de arrumação” na edição de normas federais e estabelece uma etapa obrigatória de avaliação técnica para qualquer medida que impacte o agronegócio.
Fruto de uma articulação direta da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o texto determina que regras sobre produção, cultivo, manejo, transporte ou comercialização no campo passem pelo crivo prévio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida ataca a insegurança jurídica que vinha travando licenças ambientais e linhas de crédito rural no País.
O projeto, de autoria do presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, traz como principal trunfo o caráter vinculante da manifestação do Mapa. Na prática, a análise econômica e de abastecimento feita pela pasta da Agricultura terá peso decisivo. Atos federais editados por outros órgãos (como o Ministério do Meio Ambiente ou Ibama) sem essa consulta prévia perderão a validade jurídica em relação às atividades produtivas afetadas.
A movimentação da FPA ocorreu em resposta a um gargalo que vinha tirando o sono dos produtores: o enquadramento de espécies de altíssima relevância econômica em regimes regulatórios restritivos por órgãos ambientais, tratando culturas tradicionais quase como ameaças ou invasoras.
A coordenação de Meio Ambiente da bancada, que relatou o projeto por meio do deputado Pezenti (MDB-SC), sustentou que a falta de uma análise técnica integrada vinha gerando prejuízos severos na base produtiva, dificultando a renovação de licenças e fazendo com que bancos questionassem a liberação de custeio. Com o texto costurado pela frente parlamentar, ficam protegidas contra restrições surpresas cadeias como:
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Aquicultura e Pesca: Cultivos de tilápia, tambaqui e camarão cinza;
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Silvicultura: Florestas plantadas de eucalipto e pinus;
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Fruticultura Tropical: Pomares de manga, goiaba e outras variedades;
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Pecuária: Pastagens de brachiaria, base da carne bovina nacional.
A tese defendida pela FPA é de que a conservação ambiental e a produção agropecuária não são agendas excludentes, mas complementares. O foco do trabalho institucional foi blindar quem produz de normas redigidas por corpos burocráticos sem diálogo com a realidade prática do campo.
Para garantir que a proposta não fosse derrubada por vício de iniciativa (quando o Legislativo tenta interferir diretamente na estrutura interna do Poder Executivo), a FPA desenhou uma estratégia jurídica rigorosa no substitutivo aprovado em Plenário.
Em vez de propor alterações na lei de organização dos ministérios, a bancada deslocou a nova regra diretamente para a Lei nº 8.171/1991, que institui a Política Agrícola Nacional. Essa engenharia jurídica protege o projeto contra futuros questionamentos nos tribunais e consolida a coordenação institucional como um princípio definitivo da política de Estado para o campo. A aprovação foi defendida pelos membros da frente como uma qualificação da tutela ambiental, obrigando o governo federal a sentar à mesa de forma coordenada antes de emitir qualquer portaria ou decreto normativo.
A aprovação do projeto pela Câmara representa uma vitória institucional robusta para a FPA e sinaliza estabilidade para o planejamento de longo prazo do setor, fator essencial para o fechamento de contratos internacionais e atração de capital privado para o agro.
Ao exigir uma análise de impacto socioeconômico antes de qualquer nova exigência regulatória, a medida estruturada pela bancada visa evitar o desabastecimento, proteger postos de trabalho no interior e impedir o encarecimento de alimentos fundamentais na mesa dos brasileiros. O texto segue agora para as próximas etapas de tramitação no rito legislativo.
Fonte: Pensar Agro
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