AGRONEGÓCIO
Farm Show começa em Primavera do Leste com participação da Aprosoja-MT
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Farm Show começa em Primavera do Leste com participação da Aprosoja-MT
Entre os destaques, um painel sobre armazenamento de milho com o diretor executivo da Aprosoja, Wellington Andrade
15/03/2022
Os portões foram abertos e a edição 2022 da Farm Show, em Primavera do Leste começou nesta terça-feira (15.03). Este ano com a participação da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), que montou um estande especial para receber os visitantes e produtores que vem para conhecer a feira agropecuária.
Durante os cinco dias, várias oficinas e palestras gratuitas acontecerão no parque de exposição. Amanhã (16.03), na abertura oficial, estão previstas as participações do presidente da Aprosoja-MT, Fernando Cadore, o presidente da Aprosoja Brasil, Antonio Galvan, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e autoridades. Além disso, uma palestra sobre a previsão climática para os próximos dez anos, com o Dr. Luiz Carlos Molion.
Já na sexta-feira (17.03) destaque para o painel com o tema: Cultivo e armazenamento do milho, com o diretor executivo da Aprosoja-MT, Wellington Andrade.
Estande

Na feira, produtores e população em geral podem visitar o estande da Aprosoja-MT, que conta com apresentação dos projetos sociais, como o Agrosolidário, com degustação de bebida feita a base de soja, atividades da entidade e supervisores de campo para auxiliar e tirar dúvidas dos visitantes.
A estrutura ficará até o último dia da feita e depois estará na Show Safra, em Lucas do Rio Verde.

AGRONEGÓCIO
Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado
A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.
O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.
Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.
A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.
A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.
Fonte: Pensar Agro
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