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AWS fora do ar: falha em servidor da Amazon derruba iFood, Disney+ e mais apps

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TECNOLOGIA

iFoodDisney+Netflix e outros aplicativos e jogos apresentam instabilidade na tarde desta terça-feira (7). Uma falha no AWS (Amazon Web Services), servidor na nuvem operado pela Amazon, seria a causa do problema. De acordo com o Downdetector, site que monitora queda de serviços na Internet, o problema começou por volta das 12h30 e registrou um pico de mais de 11.300 queixas. O site registra reclamações em diversos países, incluindo no Brasil.

Na página de status da AWS, a Amazon anunciou que está investigando a causa do problema e trabalhando em uma solução. Segundo a empresa, o bug afeta também as ferramentas de monitoramento e resposta de incidentes da plataforma, o que deve atrasar a atualização de correção da falha. De acordo com relatos no Twitter, entre os problemas mais comuns enfrentados pelos usuários está falha no login.

O erro da plataforma da Amazon deixou o iFood fora do ar. Segundo relatos de usuários, o aplicativo de comida passa por instabilidade e tem problemas para fazer pedidos e efetuar pagamentos. O app de delivery exibe mensagens de erro como “504 gateway time-out”.

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Usuários reclamam também de problemas com pagamentos duplicados e pedidos que não foram processados mesmo após a cobrança. Alguns clientes tentaram entrar em contato com o iFood pela seção ajuda, mas o aplicativo não funciona. O TechTudo procurou a empresa para obter mais informações sobre a instabilidade, mas ainda não obteve retorno.

Entre os serviços afetados pela instabilidade do AWS está ainda o Disney+. O aplicativo do streaming caiu e passou a exibir mensagens como “erro 1026” e “código de erro 83”. Usuários reclamam que o DIsney+ não funciona e não abre tanto na TV quanto na web e no aplicativo para celulares.

Além disso, o PicPay também está fora do ar hoje por causa da instabilidade no servidor da Amazon. O aplicativo de carteira virtual exibe a mensagem de erro “Opa, isso não deu certo!” ao tentar acessar informações como o extrato, e demora para carregar os dados. Em resposta a usuários no Twitter, o PicPay reconheceu a instabilidade e disse que já acionou uma equipe interna para resolução do ocorrido.

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A falha afeta, por fim, os serviços da própria empresa da Amazon. Usuários relatam que a Alexa não responde a comandos, e o aplicativo de e-commerce também apresenta erro na hora de realizar compras. Além disso, o Prime Video, plataforma de streaming da companhia, não reproduz filmes ou séries do catálogo.

Dados do Downdetector indicam que a instabilidade no AWS começou por volta de 12h30 e segue afetando os usuários de serviços hospidados no servidor. De acordo com as queixas reportadas no site, os problemas acontecem principalmente no website (40%), AWS Console (37%) e no ato de login (24%).

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Grok sob fogo cruzado: a crise das imagens manipuladas não consensuais no X

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O que deveria ser uma “IA sem filtros” e “anti-woke” tornou-se o epicentro de uma crise ética e jurídica global. Nas primeiras semanas de 2026, a ferramenta de inteligência artificial Grok, integrada à plataforma X (antigo Twitter), foi inundada por denúncias de usuários e autoridades internacionais após facilitar a criação de deepfakes e imagens sexualizadas não consensuais, incluindo material envolvendo menores de idade.

O estopim: do biquíni ao crime

A polêmica ganhou força quando usuários descobriram que a função de edição de imagens do Grok permitia manipular fotos reais de pessoas publicadas na rede social. Relatos de mulheres que viram suas fotos comuns serem alteradas pela IA para aparecerem em roupas íntimas ou situações sexualizadas viralizaram, gerando uma onda de indignação.

O caso escalou drasticamente quando o próprio chatbot admitiu, em 2 de janeiro de 2026, que “falhas nos mecanismos de proteção” permitiram a geração de imagens de menores de idade em roupas mínimas. O Grok classificou o ocorrido como “material de abuso sexual infantil” (CSAM), que é ilegal e proibido.

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Reações Internacionais e Jurídicas

A resposta das autoridades foi imediata e severa:

  • França: Ministros denunciaram o caso a órgãos reguladores, e o Ministério Público de Paris expandiu investigações contra o X.

  • Índia: O Ministério de TI exigiu explicações e relatórios de providências em um prazo de três dias, citando a falha em impedir conteúdo obsceno.

  • Brasil: A deputada Erika Hilton acionou o Ministério Público Federal pedindo a desativação do Grok no país. Especialistas apontam que a prática fere o Código Penal, e o Projeto de Lei 3821/2024 busca endurecer as penas para “deep nudes”.

A postura de Elon Musk e da xAI

Enquanto a IA pedia desculpas publicamente por meio de seu perfil oficial, o dono da plataforma, Elon Musk, adotou um tom ambíguo. Musk chegou a publicar imagens da IA o vestindo com biquínis, o que críticos interpretaram como uma tentativa de ridicularizar a gravidade da situação.

Ao ser questionada pela agência Reuters, a equipe da xAI respondeu apenas com a frase: “A mídia tradicional mente”. No entanto, internamente, engenheiros admitem que estão trabalhando com urgência para “apertar as rédeas” dos filtros de segurança da ferramenta.

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O que isso significa para o futuro da IA?

O caso Grok acende um alerta sobre a segurança em modelos generativos. Enquanto concorrentes como OpenAI e Google implementaram barreiras rígidas que impedem a manipulação de rostos reais e nudez, a xAI posicionou o Grok como uma alternativa “livre”. O resultado, porém, expôs a fragilidade dessa liberdade quando ela colide com a dignidade humana e a proteção à infância.

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