VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande amplia fiscalização contra poluição, lixo irregular e maus-tratos a animais
VÁRZEA GRANDE
Uma atuação integrada entre a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável e a Guarda Municipal de Várzea Grande passa a reforçar a fiscalização de crimes que impactam diretamente a qualidade de vida da população, como poluição sonora, descarte irregular de resíduos e maus-tratos a animais.
O termo de cooperação, que fortalece a presença do poder público nas ruas e amplia a capacidade de resposta às denúncias da sociedade, foi assinado na tarde desta quinta-feira, 09, pela prefeita Flávia Moretti (PL), pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Ricardo Amorim, pelo secretário de Defesa Social, Louriney Silva, e pelo comandante da Guarda Municipal, Juliano Lemos.
“Estamos dando uma resposta direta à população. Esse trabalho integrado amplia a fiscalização, garante mais agilidade no atendimento das denúncias e reforça o compromisso da gestão com a qualidade de vida e a proteção ambiental em Várzea Grande. Nenhuma gestão anterior investiu tanto na limpeza pública, no meio ambiente e na causa animal como estamos fazendo agora”, destacou a prefeita.
De acordo com Ricardo Amorim, a cooperação garante maior agilidade no atendimento das ocorrências e reforça o enfrentamento de problemas recorrentes nas cidades brasileiras, “como o descarte clandestino de lixo em vias públicas e áreas de preservação, o excesso de ruído em áreas urbanas e a violência contra animais”.
Outro ponto central do acordo é a organização do fluxo de fiscalização: a Guarda Municipal atua na linha de frente, enquanto a Secretaria de Meio Ambiente conduz os processos administrativos, julga infrações e aplica penalidades. A iniciativa também prevê capacitação técnica dos agentes, padronização de procedimentos e uso de protocolos operacionais definidos.
“Pelo termo, a Guarda Municipal passa a atuar de forma operacional no combate às irregularidades ambientais, realizando abordagens, inspeções, medições, registros e coleta de provas. Também poderá executar ações preventivas, rondas e atendimentos emergenciais, além de adotar medidas cautelares em situações de risco”, explicou Juliano Lemos.
O termo deixa claro que não há transferência do poder de punir: a aplicação de multas e sanções continua sendo exclusiva da Secretaria de Meio Ambiente, responsável por analisar os casos, julgar processos e aplicar penalidades. “À Guarda cabe registrar as ocorrências e encaminhá-las em até 48 horas, garantindo agilidade e organização no fluxo de fiscalização”, acrescentou o comandante.
A parceria não prevê repasse direto de recursos entre as secretarias, e os valores arrecadados com multas seguem destinados ao Fundo Municipal de Meio Ambiente.
Com vigência de quatro anos, o acordo consolida uma ação estruturada e permanente, alinhada às cobranças da sociedade por mais fiscalização, controle e proteção ambiental.
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Guarda Municipal reforça orientação contra o uso de cerol e linhas cortantes para pipas
A Guarda Municipal de Várzea Grande mantém a Operação Céu Azul, com o objetivo de orientar a população e combater o uso de linhas de pipa que contenham materiais cortantes, como cerol e linha chilena. Além da fiscalização, a equipe também conscientiza os moradores sobre a legislação que proíbe a utilização desses materiais.
A orientação da Guarda Municipal é para que crianças, adolescentes e adultos soltem pipas apenas em locais abertos, afastados da rede elétrica, e utilizem exclusivamente linhas convencionais, sem qualquer tipo de material cortante.
De acordo com o comandante da Guarda Municipal, inspetor Juliano Lemos, a tradição de soltar pipa pode continuar, desde que seja praticada com responsabilidade e segurança.
“A Operação Céu Azul e as demais ações da Guarda Municipal não têm o objetivo de proibir que crianças e adultos soltem pipa, mas sim de garantir que essa diversão aconteça com segurança. Estamos orientando a população para que não utilize materiais cortantes, prevenindo acidentes e preservando vidas”, afirmou.
O comandante ressalta ainda que o uso de cerol e da linha chilena representa um grave risco à integridade física das pessoas e é proibido por legislações federal, estadual e municipal.
“Soltar pipa com linhas cortantes não é brincadeira. Muitas pessoas acreditam que é algo inofensivo, mas esses materiais podem causar acidentes graves e até fatais. Por isso, a Guarda Municipal continuará atuando para coibir essa prática e conscientizar a população”, destacou Juliano Lemos.
CASO REAL – O perigo do uso de linhas cortantes ficou evidente no acidente envolvendo Davi Almeida Franco, de 9 anos. Filho da servidora do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG), Ângela Maria, o menino sofreu um grave acidente ao andar de bicicleta e ser atingido por uma linha com cerol na região do pescoço.
O caso reforça a importância das ações preventivas desenvolvidas pela Guarda Municipal e da colaboração da população para evitar novos acidentes.
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