VÁRZEA GRANDE
Secretária Valéria Nogueira reforça diálogo institucional com o CRM-MT
VÁRZEA GRANDE
A secretária municipal de Saúde de Várzea Grande, Valéria Nogueira, recebeu em seu gabinete o presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), Adriano Pinho, além de representantes do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT), para uma reunião voltada ao fortalecimento da assistência médica no município, à valorização dos profissionais da saúde e à melhoria das condições de trabalho nas unidades municipais.
Durante o encontro, foram debatidas demandas relacionadas ao corpo clínico do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (HPSMVG), com foco na continuidade dos atendimentos à população, na regularização dos pagamentos dos profissionais dentro dos trâmites administrativos e no fortalecimento da rede municipal de saúde.
Outro ponto importante tratado na reunião foi a segurança dos profissionais nas unidades de saúde, especialmente nas UPAs do Ipase e do Cristo Rei, diante das diretrizes estabelecidas pela Resolução CFM nº 2.444/2025, que prevê medidas obrigatórias de segurança para médicos em unidades públicas e privadas, o qual nos já disponibilizamos.
A pauta também abordou a adequação das unidades às normas relacionadas à direção técnica e direção clínica dos estabelecimentos de saúde. Durante a reunião, a secretária municipal de Saúde reafirmou o compromisso da gestão com o cumprimento das normativas vigentes e anunciou a elaboração de uma portaria para adequação do sistema municipal às resoluções e pareceres técnicos.
Para a secretária Valéria Nogueira, o diálogo institucional é fundamental para fortalecer a saúde pública municipal e garantir melhores condições de trabalho aos profissionais. “Nosso compromisso é manter uma atuação transparente, técnica e responsável, sempre buscando soluções que assegurem qualidade no atendimento prestado à população e valorização dos profissionais da saúde”, destacou.
O presidente do CRM-MT também reforçou a importância da parceria entre as instituições para o avanço das ações no município e destacou que a autarquia seguirá acompanhando as demandas relacionadas à assistência e às condições adequadas para o exercício da medicina em Várzea Grande.
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VÁRZEA GRANDE
Biblioteca Pública de Várzea Grande inaugura Afroteca para valorizar memória e produção intelectual negra
A Biblioteca Pública Municipal Professora Laurinda, em Várzea Grande, passa a contar, a partir desta quinta-feira (10), com a Afroteca, uma coleção especializada dedicada à preservação, organização e valorização da história, da cultura, da memória e da produção intelectual negra. O espaço foi apresentado durante evento realizado na tarde desta quinta-feira (10) e representa um novo passo na democratização do acesso à informação e no fortalecimento das políticas de promoção da igualdade racial no município.
Mais do que uma coleção de livros sobre racismo, a Afroteca nasce como um espaço de memória, conhecimento e reparação histórica. O acervo é separado da coleção geral da biblioteca e reúne materiais que permitem ao público conhecer diferentes aspectos da trajetória da população negra no Brasil e no mundo.
A coleção está organizada em três frentes. A primeira é dedicada à produção afro-brasileira e africana, com livros sobre a história da África, a diáspora africana e o período pós-abolição, religiões de matriz africana, literatura negra brasileira e biografias de personalidades negras.
A segunda reúne a produção intelectual negra, com obras escritas por autoras e autores negros, além de teses, dissertações, zines, cordéis e produções da literatura periférica. Já a terceira frente é voltada à memória e às raridades, reunindo documentos, fotografias, jornais antigos da imprensa negra, discos de vinil e outros materiais que ajudam a preservar registros históricos.
Para a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, a criação da Afroteca fortalece o papel da biblioteca como espaço de conhecimento, inclusão e construção da cidadania.
“A Afroteca amplia o acesso ao conhecimento e valoriza uma história que precisa ser conhecida por todos. É um acervo que preserva memória, fortalece a identidade e ajuda a construir uma sociedade mais consciente e respeitosa”, destaca Maria Fernanda.
A superintendente de Cultura, Luh Arruda, ressalta que a construção da Afroteca representa um processo coletivo e reforça o compromisso de Várzea Grande com a valorização da cultura negra.
“Esse acervo é fruto de uma construção coletiva e nasce com a missão de dar visibilidade à produção e à memória negra. A biblioteca passa a ser também um lugar de encontro com essa história, para que ela seja conhecida, valorizada e preservada”, afirma Luh Arruda.
A construção da coleção também contou com a participação do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Várzea Grande (CMPIR/VG). Segundo a presidente do Conselho, Janaína Hellwich, o reconhecimento da importância do acervo começou dentro do próprio Conselho, em diálogo com os conselheiros, com destaque para a atuação da professora Rosana, e avançou por meio da parceria com a Superintendência de Cultura.
“O primeiro passo foi abrir a Afroteca. Agora, precisamos fazer esse conhecimento chegar às escolas e à sociedade, atraindo pessoas negras e não negras para conhecer essa história e contribuir para romper preconceitos”, pontua Janaína.
O bibliotecário Odiley Santiago, que participa da organização e da construção do acervo, destaca que a Afroteca foi pensada para ser um espaço vivo de pesquisa, leitura e descoberta.
“A Afroteca não é apenas uma estante temática. É um acervo especializado que reúne diferentes formas de conhecimento e memória negra, permitindo que o público encontre autores, histórias e registros que muitas vezes não estão presentes nos acervos tradicionais”, explica Odiley.
A partir desta quinta-feira, o acervo está disponível para consulta da população negra e de todos os moradores que tenham interesse em conhecer, pesquisar e se aprofundar na história, na cultura e na produção intelectual da população negra.
A proposta é que a Afroteca também se consolide como ferramenta de apoio às escolas e às ações previstas na Lei nº 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, contribuindo para ampliar o acesso a conteúdos e referências que valorizem a diversidade e a contribuição da população negra para a formação da sociedade brasileira.
Com a abertura do espaço, a Biblioteca Pública Municipal Professora Laurinda amplia seu papel como guardiã da memória e transforma o conhecimento em instrumento de valorização, pertencimento e combate ao preconceito, aproximando a população de uma história que pertence a toda a sociedade.
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