VÁRZEA GRANDE
Primeiro leilão híbrido da ExpoVG movimenta mais de R$ 3 milhões e impulsiona agro em Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
O encerramento da AGRIFAM, realizada dentro da programação da ExpoVG 2026, foi marcado por um momento histórico para o agronegócio de Várzea Grande: a realização do primeiro leilão híbrido de gado de corte do município. Com transmissão simultânea pelo Instagram, YouTube e plataforma digital, o evento comercializou cerca de 1.300 animais e movimentou aproximadamente R$ 3 milhões em negócios.
Promovido pela Agropec Leilões, empresa especializada em leilões pecuários em Cuiabá, o evento durou cerca de quatro horas e alcançou 100% de liquidação dos lotes, consolidando-se como um dos grandes destaques da primeira edição da ExpoVG.
A empresária Manuela Bezerra, conhecida como Manu, destacou que o modelo híbrido nasceu da necessidade de adaptação durante a pandemia e hoje se tornou um diferencial da empresa.
“Foi o primeiro leilão transmitido simultaneamente no Instagram, YouTube e site. Esse modelo surgiu no período pós-pandemia, quando as visitas presenciais ficaram impossibilitadas. Apostamos no digital e deu muito certo. Hoje temos compradores do Brasil inteiro e até de fora do país, mas com propriedades em Mato Grosso”, relatou.
Segundo ela, a inovação ampliou significativamente o alcance dos leilões e modernizou a dinâmica do setor pecuário.
“Hoje a logística é muito mais dinâmica. No nosso primeiro evento digital conseguimos vender mais de mil cabeças de gado. O acesso aumentou muito e conseguimos atingir milhares de pessoas ao mesmo tempo”, destacou.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, ressaltou que o leilão representa um divisor de águas para Várzea Grande, fortalecendo o município como polo de negócios do agronegócio.
“O leilão em si já é uma novidade para Várzea Grande e, sendo híbrido, qualquer pessoa pode participar de qualquer lugar do mundo. Estamos falando de aproximadamente 1.300 animais e uma movimentação econômica entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões acontecendo dentro do município. A ExpoVG veio para ficar e será um divisor de águas na história da cidade”, afirmou.
O leiloeiro Waldão Bezerra explicou que o sistema digital também trouxe avanços importantes para o bem-estar animal e para a qualidade das negociações.
“Nós fazemos a filmagem dos animais diretamente nas fazendas. O gado permanece no pasto e, após a negociação, segue direto de uma propriedade para outra. Isso evita desgaste e melhora muito a sanidade animal. Antigamente, nos leilões presenciais, os animais passavam dias nos currais das exposições e isso prejudicava tanto os animais quanto os compradores”, explicou.
Ele ainda destacou o esforço da equipe para organizar o evento em curto prazo.
“Em apenas seis dias conseguimos captar e filmar mais de 1.300 animais nas fazendas. Foi um trabalho intenso, mas conseguimos superar as expectativas e realizar um grande evento dentro de Várzea Grande.”
A prefeita Flávia Moretti enfatizou a importância da participação feminina no agro e destacou o caráter inovador da ExpoVG.
“Vocês representam o protagonismo feminino no agro. Há alguns anos esse era um espaço predominantemente masculino e hoje as mulheres estão conquistando cada vez mais espaço. A ExpoVG resgata a história de Várzea Grande, mas com um novo olhar. Não é apenas festa e rodeio, é também negócio, capacitação e fortalecimento da pecuária”, afirmou.
A prefeita também celebrou o impacto econômico do evento.
“Estamos trazendo negócios para Várzea Grande. Um leilão híbrido como esse leva o nome da cidade para o mundo. Ver a expectativa de mais de R$ 3 milhões em negociações sendo concretizada demonstra que a ExpoVG já começou fazendo história”, concluiu.
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VÁRZEA GRANDE
Regularização fundiária garante cidadania e segurança jurídica para 1.400 famílias do Alameda, diz Flávia Moretti
“A regularização fundiária transcende a entrega de um documento, ela concede cidadania, segurança jurídica e o pleno direito à propriedade”. Com essa afirmação, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, abriu a primeira reunião de mobilização do programa Acelera VG Regularização Fundiária, realizada no bairro Alameda. O encontro marcou o início das ações da atual gestão para a Regularização Fundiária Urbana (Reurb), beneficiando cerca de 1.400 famílias que aguardam há décadas pela escritura definitiva de seus imóveis.
A reunião reuniu moradores, lideranças comunitárias, representantes da Prefeitura, do Governo de Mato Grosso, do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) e da Assembleia Legislativa. O objetivo foi apresentar as etapas do processo, esclarecer dúvidas e orientar a população sobre o cadastramento, que terá início na próxima semana.
Para a prefeita, o momento simboliza a realização de um sonho histórico da comunidade. “A magnitude deste momento é indescritível. É uma imensa satisfação poder concretizar um sonho que muitas famílias cultivam há cerca de 70 anos. Encontrei moradores que nasceram aqui e construíram toda a sua história no bairro. Compartilhar essa esperança e ver a alegria nos olhos dessas pessoas é extremamente gratificante”.
Flávia Moretti lembrou que a regularização fundiária é um processo técnico e administrativo que exige diversas etapas, mas garantiu que o trabalho já começou. “Tenho pedido a compreensão da população porque é um processo complexo e demanda tempo. Mas os moradores sabem que estamos presentes e que os trabalhos já foram iniciados”.
Segundo ela, a entrega das escrituras representa mais do que um documento de propriedade. “A regularização garante cidadania, segurança jurídica e dignidade. Além disso, permite reorganizar o espaço urbano, administrar áreas públicas, áreas verdes e buscar recursos para investimentos em infraestrutura, especialmente em regiões que enfrentam problemas históricos, como alagamentos e áreas de risco, caso do bairro Alameda”.
A secretária municipal de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon, explicou que a reunião representa a etapa inicial de mobilização junto à comunidade. “O processo de regularização fundiária do bairro Alameda já foi instaurado. Agora iniciamos a mobilização e, na próxima semana, começaremos o cadastramento dos moradores. Nesta fase, estamos orientando a população sobre toda a documentação necessária”.
A secretária fez um alerta para que a população fique atenta a possíveis golpes. “Todo o processo é totalmente gratuito. Infelizmente existem pessoas tentando cobrar por documentos ou serviços. A regularização é realizada pela Prefeitura, em parceria com o Intermat, Governo do Estado, Consórcio Vale do Rio Cuiabá e Assembleia Legislativa, sem nenhum custo para os moradores”.
Manoela Rondon destacou ainda que o Alameda é o primeiro bairro contemplado pelo programa desde o início da atual gestão municipal.
Representando o governador em exercício, Otaviano Pivetta, o presidente do Intermat, Francisco Serafim de Barros, afirmou que o Estado acompanhará todas as etapas da regularização. “Estamos dando início a mais uma etapa da regularização fundiária em Várzea Grande. É importante que os moradores participem dessas reuniões para conhecerem a equipe, esclarecerem dúvidas e acompanharem o andamento do trabalho”.
Segundo Serafim, a escolha do bairro Alameda ocorreu por se tratar de uma das comunidades mais antigas da cidade que ainda aguardava a regularização. “O governador Otaviano Pivetta determinou que déssemos total apoio à prefeita e aos moradores para garantir esse direito. O bairro Alameda é prioridade justamente por sua história e pela necessidade dessa regularização”.
A POPULAÇÃO – A expectativa dos moradores é que, desta vez, a regularização finalmente saia do papel. Presidente do bairro Alameda, Manoel Gonçalo Leite, conhecido como Canhão, contou que parte da comunidade recebeu o anúncio com desconfiança, devido às promessas feitas ao longo dos anos.
“Muitos moradores estavam céticos porque já ouviram promessas semelhantes anteriormente. Mas, depois dessa reunião aqui a comunidade voltou a acreditar que agora o projeto será concretizado”. Para ele, receber a escritura definitiva representa uma mudança de vida. “É a maior conquista possível. A escritura garante segurança jurídica, valoriza o imóvel e permite acesso a crédito bancário. Temos moradores vivendo aqui há mais de 50 anos sem qualquer documento da casa”.
Morador do Alameda há três décadas, Valmeiro Padovani afirma que nunca conseguiu regularizar o imóvel por falta de condições financeiras. “Os custos sempre foram muito altos para mim. Agora tenho esperança de conseguir a escritura. Cuido da minha casa com muito carinho, mas sem a documentação nunca tive a segurança de que ela realmente é minha”.
A aposentada Maria Trindade de Araújo Costa, moradora da comunidade há cerca de 40 anos, possui apenas recibos de compra e venda. “Não tenho nenhum documento oficial. Conseguir essa escritura será a realização de um sonho. Construí minha casa com muito esforço e sempre desejei ter essa segurança”.
Ela lembra como era a região quando chegou. “Aqui havia poucas casas, era praticamente uma mata. Hoje vemos o bairro desenvolvido e queremos apenas garantir oficialmente aquilo que construímos durante toda uma vida”.
Maria do Carmo Zanin, que mora no Alameda há cerca de 27 anos, participou da reunião em busca de orientação sobre a situação do imóvel adquirido do irmão, que já faleceu. “Minha principal dúvida é saber se será necessário fazer inventário. Vim justamente para entender como funciona o processo e aproveitar essa oportunidade para regularizar o imóvel”.
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