VÁRZEA GRANDE
Patrulha Maria da Penha monitora 54 medidas protetivas ativas em Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
Olhar e a ação humanizada da corporação se estendem também ao agressor, por meio de uma abordagem orientativa para evitar novos casos
A Guarda Municipal de Várzea Grande, por meio da Patrulha Maria da Penha, monitora 54 medidas protetivas ativas dentro do município. Conforme a subcomandante da Guarda Municipal, Sirlei Salete Piasecki, a guarnição faz o seu melhor para garantir a segurança dessas mulheres.
“Nosso trabalho tem sido destaque no estado de Mato Grosso, como também em nível nacional. Além de estarmos presentes diariamente na vida da mulher com medida protetiva, também visitamos o agressor em uma abordagem orientativa para evitar novos casos”, relata Sirlei.
A patrulha conta com duas equipes que fazem visitas diárias às vítimas. “Durante a visita, não só vamos olhar e levar um papel à mulher. Nós conversamos com as vítimas, ouvimos, pois ela precisa ser ouvida, e fazemos os encaminhamentos, caso precise de algum serviço, seja psicológico ou de assistência social. A Guarda Municipal faz um serviço completo e buscamos sempre atender da forma mais adequada possível para acolher e proteger essas vítimas”, disse a subcomandante.
Sirlei também lembra que há mulheres que não aceitam as visitas. “Há mulheres que ficam retraídas, mas a grande maioria aceita nossos trabalhos, nosso acolhimento. Com toda certeza, nossas equipes estão preparadas para protegê-las e acolhê-las”, falou Sirlei.
VÁRZEA GRANDE
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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