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Mais de 58 mil imóveis não têm matrícula no DAE e comprometem sistema de abastecimento

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VÁRZEA GRANDE

Um levantamento cruzando dados da Secretaria de Fazenda e do setor de IPTU com os registros do DAE/VG aponta que 159 mil imóveis estão cadastrados para tributação, mas apenas 100 mil possuem matrícula ativa

A inadimplência e a falta de regularização de imóveis impactam diretamente a capacidade do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG) em manter e ampliar os serviços de abastecimento. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Gestão Fazendária foram registrados 159.073 imóveis no setor de IPTU durante o lançamento de 2025. No entanto, o DAE conta atualmente com 100.311 ligações de água cadastradas, sendo 65.617 ativas e 34.695 cortadas. Essa diferença de 58.762 imóveis sugere que muitos ainda não estão regularizados no sistema de abastecimento, o que dificulta o planejamento e gera prejuízos para a população.

O levantamento atualizado mostra que 72.756 imóveis estão em atraso, com um saldo devedor de R$ 219 milhões. Desse total, 46.523 possuem mais de três faturas vencidas, somando R$ 213,9 milhões, enquanto outros 26.233 imóveis têm duas faturas em aberto, equivalendo a R$ 5 milhões. Essa situação compromete a receita necessária para manutenções, obras de ampliação da rede e melhorias no atendimento à população.

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IN LOCO – Para enfrentar esse cenário, o DAE tem intensificado ações de padronização e combate às ligações clandestinas. Um exemplo é o mutirão realizado no bairro Paiaguás, onde 652 imóveis foram regularizados. A ação resultou ainda em 981 cortes por inadimplência, 181 reativações de cavaletes e 30 hidrômetros substituídos ou instalados. Em apenas um mês, o impacto já foi sentido: o bairro, que registrava R$ 194 mil de faturamento em maio, saltou para R$ 779 mil em junho, impulsionado pela emissão de cobranças retroativas em ligações irregulares.

No bairro Novo Mundo, mais 260 residências passaram a integrar corretamente o sistema após nova etapa do mutirão. Foram 44 hidrômetros instalados e 222 ligações regularizadas, além de estudos técnicos para novas conexões. O faturamento da região mais que dobrou, passando de R$ 64,8 mil em abril para R$ 141,8 mil em maio, evidenciando o impacto positivo da regularização.

Além de combater as irregularidades, a autarquia tem realizado a troca de hidrômetros vencidos, substituição de cavaletes danificados, eliminação de vazamentos e feito a troca de diversos encanamentos antigos, garantindo que a rede seja padronizada e eficiente por onde passa.

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Atualmente, as frentes de trabalho estão nos bairros Paiaguás, Costa Verde, São Benedito e São Mateus, sempre com o objetivo de oferecer um abastecimento mais seguro, justo e sustentável.

A autarquia reforça que os moradores podem aproveitar a campanha “Regularize Já”, que oferece descontos em juros e multas e parcelamento em até 36 vezes, conforme lei aprovada neste ano. As negociações podem ser feitas diretamente no setor Comercial do DAE/VG.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase

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Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.

A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.

Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.

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Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.

De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.

A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.

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TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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