VÁRZEA GRANDE
GM continua com patrulhas e orientações contra o uso de linha de pipa cortante
VÁRZEA GRANDE
“Várzea Grande não permite e não admite o uso de linha cortante. Não estamos proibindo as pessoas de soltarem pipas, estamos querendo que todos se divirtam e com segurança”
A Guarda Municipal de Várzea Grande, realizou neste fim de semana, rondas em diversos bairros do Município e intensificou a operação Céu Azul, que visa orientar e combater o uso de linhas de pipas que contenham material cortante cerol ou linha chilena.
Os principais bairros visitados com rondas preventivas foram: Chapéu do Sol, Cristo Rei, Marajoara, Cidade de Deus, Mapim, Jardim Glória, São Simão, entre outros. “Estamos fazendo o possível para coibir o uso deste material que causou uma grande tragédia recente em nosso Município. Várzea Grande não permite e não admite o uso de linha cortante. Não estamos proibindo as pessoas de soltarem pipas, estamos querendo que todos se divirtam e com segurança”, disse o comandante da Guarda Municipal, inspetor Juliano Lemos.
Neste fim de semana não houve prisões e não foram encontrados os materiais proibidos. “Já existem leis proibindo o uso. Parece brincadeira usar este material, porém, é algo sério e perigoso, por isso vamos coibir o uso”, pontua Lemos.
TRÊS HOMENS JÁ FORAM PRESOS EM VG – Três homens, com idades de 20, 26 e 29 anos, foram presos após serem flagrados soltando pipas com linha chilena, no bairro Parque Paiaguás no último dia 2 de novembro. Ainda conforme a Guarda Municipal, no momento da ocorrência a rua estava bastante movimentada, com a presença de crianças, ciclistas e pedestres, o que aumentava o risco de acidentes causados pelo uso do material cortante.
O MENINO DAVI – Davi Almeida Franco, de 9 anos, foi vítima de um acidente ao andar de bicicleta e ser atingido por uma linha de cerol, na região do pescoço. A fatalidade ocorreu no grande Cristo Rei. O menino infelizmente não resistiu e faleceu. Ele é filho da servidora do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), Ângela Maria.
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Afroteca inspira expansão do acervo negro nas bibliotecas de Várzea Grande
O sucesso da Afroteca, inaugurada recentemente na Biblioteca Pública Municipal Professora Laurinda Coelho Pereira, em Várzea Grande, já inspira uma nova etapa do projeto: a ampliação do acervo para outros equipamentos públicos de leitura do município.
Criada por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), e o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (CMPIR/VG), a Afroteca foi inaugurada no dia 10 de setembro e reúne um acervo dedicado à história, à cultura, à memória e à produção intelectual negra.
A proposta agora é descentralizar esse conhecimento e ampliar o acesso de crianças, adolescentes e moradores a obras que apresentam diferentes perspectivas sobre a população negra, suas trajetórias, conquistas, personagens e contribuições para a sociedade.
Segundo a superintendente de Cultura, Lu Arruda, a ampliação será realizada de acordo com o perfil de cada equipamento. Na Biblioteca Inhazinha, por exemplo, o foco será o público infantojuvenil, que possui grande circulação no espaço.
“Como temos um público infantojuvenil muito grande e uma rotatividade bastante significativa de crianças e adolescentes, vamos levar para lá acervos voltados especificamente para esse público. A linguagem precisa conversar com essas idades e despertar o interesse pela leitura”, explicou Lu Arruda.
O projeto também deverá chegar ao Centro Cultural, que receberá um ponto de leitura com obras diversificadas. A intenção é que a Afroteca esteja presente ainda no futuro Céu da Cultura, previsto para a região do Chapéu do Sol, que contará com uma nova biblioteca, além de espaços para teatro, audiovisual e outras atividades culturais.
“A Afroteca também estará presente no Céu da Cultura. Será uma biblioteca muito ampla, com acervo atualizado e diversos espaços para atender a população”, destacou a superintendente.
A expansão não ficará restrita ao acervo sobre cultura negra. A proposta da Superintendência de Cultura é aproveitar os equipamentos de leitura para valorizar também a história e a identidade dos diferentes bairros e regiões de Várzea Grande.
A iniciativa pretende aproximar o leitor da própria realidade. Ao encontrar na biblioteca histórias sobre seu bairro, sua comunidade, sua cultura e pessoas que fazem parte daquela trajetória, o morador passa a reconhecer o espaço público de leitura também como um lugar de pertencimento.
Para a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ampliar o acesso aos livros e incentivar a leitura desde os primeiros anos é uma responsabilidade que precisa ser assumida pelo poder público.
“Valorizar a leitura desde a infância é investir na formação de cidadãos mais conscientes, curiosos e preparados para compreender o mundo ao seu redor. E essa formação também passa pela possibilidade de nossas crianças e adolescentes encontrarem nos livros diferentes histórias, culturas e personagens nos quais possam se reconhecer. É uma obrigação do poder público estar atento a essa questão e criar cada vez mais oportunidades de acesso à leitura e ao conhecimento”, destacou Maria Fernanda.
A secretária ressalta ainda que a política de leitura precisa estar presente não apenas nas escolas, mas também nos espaços culturais e bibliotecas, ampliando as possibilidades de acesso aos livros para toda a comunidade.
Afroteca ganha novos caminhos após reconhecimento do público
A decisão de ampliar o projeto surgiu após a receptividade positiva durante a inauguração da Afroteca na Biblioteca Laurinda Coelho Pereira. Para Lu Arruda, o resultado mostrou que havia uma demanda por representatividade dentro dos equipamentos públicos.
“Foi um sucesso. As pessoas se sentiram representadas dentro da biblioteca. Esse é o diferencial: quando conseguem se conectar com um equipamento público, percebem que aquele espaço também pertence a elas”, afirmou.
Com a ampliação, a Prefeitura pretende transformar a Afroteca em uma rede de acesso à história, à cultura e à literatura negra, conectando diferentes regiões de Várzea Grande e fortalecendo as bibliotecas e os pontos de leitura como espaços de conhecimento, identidade e pertencimento.
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