VÁRZEA GRANDE
Dia D do Outubro Rosa mobiliza 25 unidades de saúde e reforça o cuidado com as mulheres em Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
As 25 Unidades de Saúde da Família de Várzea Grande ficaram movimentadas no último sábado (11), durante o Dia D do Outubro Rosa com uma grande ação voltada à saúde e ao bem-estar da mulher. Foi um dia todo dedicado a prevenção com a oferta de atendimento médico, odontológico, vacinação, testes rápidos, exames preventivos e orientações sobre o câncer de mama e do colo do útero.
De acordo com balanço preliminar feito pela equipe da Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde, o mutirão registrou mais de 2.560 atendimentos entre eles: 634 consultas médicas, 121 atendimentos odontológicos, 426 coletas de exames preventivos (CCO ), 683 doses de vacinas aplicadas, tanto em mulheres quanto em crianças, 616 consultas com enfermagem e 80 testes rápidos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) realizados.
“A ação, que faz parte das atividades do Outubro Rosa, teve como objetivo estimular o autocuidado e o diagnóstico precoce, ampliando o acesso aos serviços de saúde e promovendo informação de qualidade”, frisou a prefeita Flávia Moretti, que esteve visitando
Para a prefeita Flávia Moretti, essa ação é de suma importância para as mulheres do nosso município, uma vez que o câncer tem cura se descoberto precocemente.
Entre as participantes, histórias de superação e conscientização emocionaram como a da promotora de vendas Rosimeire Auxiliadora Rodrigues, de 49 anos, que compartilhou sua trajetória de luta e vitória contra o câncer de mama. “Em 2023, durante um exame de rotina na unidade de saúde, foi detectado um câncer de mama já com metástase. Fui prontamente atendida, encaminhada para o Hospital do Câncer e, com a graça de Deus, após um ano e meio de tratamento, fui curada. Hoje participo dessa ação para continuar me cuidando e para alertar outras mulheres: façam seus exames de rotina, porque o câncer tem cura quando descoberto a tempo”, contou emocionada.
A dona de casa Márcia Rodrigues, de 44 anos, também aproveitou o sábado para colocar a saúde em dia. “Na correria do dia a dia, a gente acaba deixando de lado. Hoje consegui fazer o preventivo, o teste rápido e passar com o médico. Essas ações aos sábados são ótimas, porque nos dão a chance de cuidar de nós mesmas”, destacou.
Já Gislaine Pâmela de Jesus, de 34 anos, procurou a unidade para realizar o exame preventivo e solicitar a mamografia. “Trabalho a semana toda e não consigo ir ao posto. Achei excelente essa oportunidade. E como faz tempo que não faço exame, foi a oportunidade”, disse.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que o Outubro Rosa em Várzea Grande vai além da campanha simbólica. “Temos trabalhado para garantir que o cuidado com a mulher aconteça durante todo o ano, mas o Outubro Rosa é um momento especial de reforçar essa mensagem de prevenção e amor próprio. Cada atendimento realizado neste sábado representa uma vida sendo cuidada”, afirmou.
Para a superintendente da Atenção Primária à Saúde, Janaína Pinheiro, o sucesso da ação demonstra o comprometimento das equipes. “As unidades se mobilizaram com muito carinho para acolher as mulheres. Foi um dia de muita troca, escuta e cuidado. O resultado mostra que estamos no caminho certo, fortalecendo a atenção básica e aproximando o serviço da população”, ressaltou.
O Dia D do Outubro Rosa reforça o compromisso da Prefeitura de Várzea Grande em promover políticas públicas voltadas à saúde integral da mulher, com ações que salvam vidas e fortalecem a prevenção como principal ferramenta contra o câncer.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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