VÁRZEA GRANDE
A 8ª Conferência Municipal de Saúde de Várzea Grande será realizada nos dias 16 e 17 de março
VÁRZEA GRANDE
A 8ª Conferência Municipal de Saúde de Várzea Grande, será realizada entre os dias 16 e 17 de março, no Anexo do Hotel Hits Pantanal, nos horários das 8h às 17h. Durante dois dias de Conferência, haverá palestras com o tema Central: “Garantir Direitos e Defender o SUS, a Vida e a Democracia – Amanhã Vai ser Outro Dia’ O tema será dividido em três eixos para os debates: o 1º eixo ‘O papel do controle social e dos movimentos sociais para salvar vidas”, 2º eixo temático “Garantir direitos e defender o SUS, a vida e a democracia”. 3º eixo temático “Amanhã vai ser outro dia para todas as pessoas”.
A finalidade de dois dias de discussões ,troca de experiências e amplo diálogo, é a de avaliar a situação de saúde da população, a estrutura das Redes de Serviços e de Atenção à Saúde, os processos de trabalho da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande e formular diretrizes para subsidiar a elaboração do Plano Municipal de Saúde.
“Conferência de Saúde é uma grande reunião e conta com a representação dos vários segmentos sociais, para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis municipais, estaduais e federal. A conferência é convocada pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, pelo Conselho de Saúde. As Conferências de Saúde são espaços democráticos de construção da política de Saúde, portanto é o local onde o povo manifesta, orienta e decide os rumos da saúde. Esta grande reunião envolve o governo, os profissionais de saúde, os prestadores e os cidadãos usuários do Sistema Único de Saúde – SUS”, explicou o secretário Gonçalo de Barros.
Já o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Marcos Quaresma, convoca os segmentos sociais ligados as áreas da Saúde para ampla participação, além dos usuários do SUS.
“Vamos propor ideias, problemas e inovações sobre o tema central. Vamos juntos discutir a situação de saúde da população, levantando problemas e propondo soluções. Vamos analisar o resultado das ações e serviços prestados pela secretaria municipal de Saúde. Vamos juntos aprovar diretrizes para as políticas de saúde. E por fim vamos eleger os delegados para a conferência estadual de Saúde e nacional”, argumentou ele.
Ainda segundo Gonçalo, a Conferência é o principal espaço democrático para a construção de políticas públicas de saúde .”Com a participação de toda a sociedade civil e representantes do governo, o amplo fórum de debates é organizado com a finalidade de avaliar, planejar e fixar ações e diretrizes que melhorem a qualidade dos serviços de saúde pública, proporcionando melhor qualidade de vida para toda a população”, disse ele.
Programação da 8ª Conferência Municipal de Saúde de Várzea Grande:
DATA: 16 e 17/03/2023 No Anexo ao Hits Pantanal Hotel
16 de Março:
Matutino
08:00 às 09:00 – Início das inscrições e Credenciamento
09:00h às 10:00h – Solenidade de Abertura da Conferência de Saúde
09:15 Apresentação da Banda da Polícia Militar
09:40: Apresentação de Dança Grupo Siriri
10:00h às 10:20h – Intervalo/ Coffee break
10:20h às 11:30h – Aprovação do Regimento Interno da Conferência Municipal de Saúde.
11:30h às 13:30h – Intervalo/ Almoço
Vespertino
13:30h às 13:40h – Dinâmica – profª At. Básica
13:40h às 14:20h – Palestra sobre o tema Central da VIII Conferência de Saúde: “Garantir Direitos e Defender o SUS, a Vida e a Democracia – Amanhã Vai ser Outro Dia”
Palestrante:Elizeth Lúcua Araújo – Assistente Social- Comissão Saúde da AL.
14:20h às 14:40h – Debate – Mediadora Ericka Walleska Santana da Cruz (Representante da Atenção Básica – SMSVG)
14:40h às 15:00h – Intervalo/ Coffee break
15:00h às 15:10h – Dinâmica Ginastica Laboral
15:10h às 15:50h –Palestra: 1º Eixo Temático: ” O papel do Controle Social e dos movimentos sociais para salvar vidas”.
Palestrante: Leila Auxiliadora José de Sant`Ana – ESP/MT
15:50h às 16:10h – Debate – Mediadora Alessandra Carreira Gajardoni (Gerente da Vigilância Epidemiológica – SMSVG)
16:10h às 16:50h – Palestra sobre o 2º eixo temático “Garantir direitos e defender o SUS, a vida e a democracia”.
Palestrante: Larissa Raquel de Pina Maulin Kchimel; Assistente Social Sanitarista, Especialista em Gestão e Sistemas de Saúde – Servidora Pública Estadual.
16:50h às 17:10 – Debate – Mediadora – Wérica Werianne Rosa de Souza (Enfermeira – RT Programa Saúde da Mulher – SMSVG)
17:10h – Encerramento 1º dia
17 de Março:
Matutino
08:00h às 08:10 – Abertura 2º dia
08:10 às 8:25 – Coral infantil Canto e Encanto
08:25h às 09:00h – Palestra sobre o 3º eixo temático “Amanhã vai ser outro dia para todas as pessoas”
Palestrante: Dr. Lucinéia Soares da Silva; Técnica da Coordenadoria de Ensino, Pesquisa e Extensão da Escola de Saúde Pública de MT – ESP/MT
09:00h às 09:15h – Debate – Mediadora Dulce Regina Amorim (Assistente Social Clinica de Atenção Primária do Parque do Lago – SMSVG).
09:15h às 09:35 – Intervalo / Coffee break
09:35h às 11:35h – Início dos trabalhos em grupo
11:35 às 13:30h – Intervalo/ Almoço
Vespertino
13:30h às 14:30h – Consolidação dos Grupos de Trabalhos
14:30h às 14:45h – Apreciação das Monções
14:45h às 16:10h – Plenária Final
16:10h às 16:30h – Intervalo / Coffee break
16:30h às 16:40h – Dinâmica
16:40h às 17:20 – Eleição dos Delegados para a 10ª Conferência Estadual de Saúde
17:20h às 17:30h – Encerramento
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
.
Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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