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Vale a pena mudar para Portugal? Brasileira revela vida no país
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A influenciadora Milla Britock se mudou para Portugal em busca de segurança e recomeço. Desde então, compartilha nas redes sociais sua vivência como brasileira no país europeu . Entretanto, ela conta que já ouviu frases como ” volta para tua terra “, mas não se deixou abater. Milla também alertou sobre os desafios da imigração e reforçou a importância da adaptação cultural para evitar discriminações no dia a dia.
Em conversa ao iG Turismo, a influencer aprofundou os bastidores da realidade enfrentada por imigrantes brasileiros em Portugal. Milla vive no país há anos e mantém um canal no YouTube voltado a quem deseja mudar de país, sempre com um discurso realista e direto sobre o cotidiano no exterior.
Ela afirmou que chegou ao país com ” zero expectativas “.
” Só queria chegar aqui, conseguir alugar um quarto, um trabalho, fazer meus documentos e viver, fazer uma vida aqui, literalmente recomeçar e fazer daqui minha nova casa, só que com segurança “.
No entanto, a influenciadora contou que já passou por situações constrangedoras, mas que reage com bom humor e inteligência.

” Uma vez na cozinha uma portuguesa, enquanto reclamava de ta trabalhando na minha folga, ela falou brincando, volta para tua terra rapariga, na mesma hora eu respondi: ‘Olha vai ficar bonito essa cozinha, sem uma cozinheira para atender essas pessoas todas, porque a senhora só faz sopas, e então como é que fica tudo?’. Na hora ela riu, rimos juntas e ela falou que por isso que gostava de mim ” .
Ela ressaltou que sempre buscou se integrar à cultura local. Preferiu não adotar uma postura de confronto, mas sim de respeito mútuo. Afirmou que, se alguém tentou ofendê-la, não conseguiu. “ Não aceitei a ofensa e não aceito até hoje ”, declarou.
Imagem do Brasil em Portugal
Segundo a influenciadora, a percepção sobre os brasileiros mudou nos últimos anos. Antes, era vista como uma curiosidade, especialmente por viver em uma cidade pequena. Hoje, com o aumento da comunidade brasileira, a recepção perdeu o encantamento inicial.
” No começo, eu era conhecida como a brasileira, e sempre era bem recebida e com muitas perguntas curiosa, pois só havia eu na cidade — pelo menos eu era a única brasileira receptiva e que se misturava com os portugueses. Hoje já não tem mais isso, ser brasileiro é comum, tem muitos em todas as cidades, e isso de certa forma foi bom e ruim.”
Milla explicou que a imagem coletiva dos brasileiros pode ser prejudicada por atitudes isoladas.
” Se um brasileiro faz mal a um português, a confiança é perdida com toda uma comunidade, e no começo eles confiavam muito na gente, hoje já não é mais assim! “, lamentou.

Adaptação para evitar preconceito
A comunicadora contou que precisou adaptar a forma de falar para se comunicar melhor no ambiente profissional. ” Não o sotaque, mas as palavras e conjugações “, explicou. Trabalhando como cozinheira líder, comandando até 30 pessoas, precisava garantir clareza e agilidade na comunicação.
Milla afirmou que nunca enfrentou discriminação direta por ser brasileira, mas acredita que sua postura facilitou a aceitação.
” Acho que sou um pouco diferente dos outros imigrantes, porque quando sair do Brasil, deixei minhas manias lá, e mergulhei na forma de viver aqui. Então, se não fosse meu sotaque ‘brasileiro’, eles nem sentiriam que sou de fora. Eu como as comidas daqui, não falo mal do sotaque nem costumes deles, vou em festas locais, danço e canto as músicas daqui, trabalho da mesma forma que eles trabalham, creio que essa minha abertura para adaptação me facilitou muito na integração “.

Machismo ainda é comum no país
Na visão da influenciadora, o machismo ainda é um obstáculo forte em Portugal. Ela acredita que o problema vai além da nacionalidade.
” A autoridade da mulher é tirada sempre por homens. Precisa se impor o tempo todo para não ser colocada como um pedaço de coisa sem opinião” , afirmou.
A situação exige um esforço constante de afirmação para que as mulheres sejam ouvidas e respeitadas no ambiente de trabalho.
Ela também comentou sobre o papel das redes sociais no enfrentamento da xenofobia. Para Milla, esses espaços ajudam a denunciar casos de preconceito e ampliar a conscientização.
” Eu não ter sofrido xenofobia pessoalmente, não significa que ela não exista, eu tenho consciência disso, e a internet está trazendo isso para conhecimento geral, coisa que antes não tínhamos acesso, hoje pode ser denunciado e mostrado para todos “, avaliou.

Conteúdo realista para novos imigrantes
Milla mantém perfis no Instagram e no YouTube onde compartilha dicas para quem deseja morar em Portugal. Alerta os seguidores a terem cuidado com quem acompanham nas redes. ” Se a vida da pessoa é uma derrota, ela vai te destruir” , afirmou.
Ela comparou a escolha de referências com a busca por uma boa receita de bolo: ” Você vai procurar a receita de quem fez várias vezes e deu certo “.
Ela afirmou que não pretende morar em outro país. Está satisfeita com a vida que construiu em Portugal. ” Sou feliz e satisfeita, tenho qualidade de vida, segurança e saúde de qualidade “, contou. Disse também que, se não estivesse bem, já teria deixado o país, como fez anteriormente com o Brasil e a Espanha. ” Aqui eu me encontrei e sinto que sou tratada como uma pessoa “, afirmou.
Entre os pontos positivos de viver em Portugal, destacou a segurança, a qualidade de vida, a boa comida, o clima ameno e as belas paisagens. ” Portugal tem uma vibe mais tranquila “, afirma.
Mesmo com os desafios, Milla acredita que o país ainda oferece oportunidades para quem está preparado e tem resiliência. Reforçou, no entanto, que a vida no exterior exige esforço e adaptação constante.
Ela defende mudanças nas políticas públicas que valorizem mais os imigrantes. Entre os principais pontos, citou a alta carga tributária e a necessidade de campanhas que mostrem a importância dos estrangeiros para a economia local.
Por fim, ressaltou que, apesar de tudo, Portugal ainda é um bom destino para quem busca recomeçar com dignidade.
Fonte: Turismo
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No frio? Conheça a praia brasileira com mar quente o ano todo

Enquanto o inverno se aproxima e as temperaturas caem em grande parte do país, um destino no litoral do Rio de Janeiro oferece um contraste surpreendente: águas quentes durante todo o ano. Localizada próxima à Usina Nuclear de Angra dos Reis, a Praia do Laboratório atrai visitantes em busca de um mergulho relaxante, mesmo nos dias mais frios.
Por que a água é quente?
O fenômeno ocorre devido ao processo de resfriamento das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2. A água do mar é utilizada para resfriar o vapor gerado na produção de energia elétrica e, após passar por um sistema isolado, é devolvida ao oceano com temperatura entre 3°C e 5°C mais elevada.
Segundo a Eletronuclear, responsável pelas usinas, não há contato entre a água do mar e materiais radioativos, garantindo segurança aos banhistas. Monitoramentos realizados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) confirmam que a praia é própria para banho desde 2016.
Um cenário paradisíaco e tranquilo
Com uma pequena faixa de areia cercada por vegetação exuberante, a Praia do Laboratório é um refúgio pouco explorado por turistas. Suas águas calmas são ideais para mergulho e observação da vida marinha, incluindo tartarugas que frequentam a região.
O acesso não é sinalizado, o que ajuda a preservar a tranquilidade do local. Partindo de São Paulo, o trajeto mais comum é pela Rodovia Rio-Santos (BR-101), seguindo por uma estrada asfaltada próxima às usinas. Apesar da ausência de infraestrutura comercial, vendedores ambulantes costumam circular no local durante a alta temporada.
Destaque nas redes sociais
Recentemente, a praia ganhou fama após um vídeo de um mergulho nas águas quentes viralizar nas redes sociais, alcançando milhões de visualizações. Apesar de algumas dúvidas sobre a segurança devido à proximidade com a usina, não há riscos à saúde.
Vale a pena visitar?
Para quem busca um destino diferente, longe das agitações turísticas, a Praia do Laboratório é uma ótima opção. Além do banho relaxante, o cenário natural proporciona um dia de paz e conexão com a natureza. Recomenda-se levar água e alimentos, já que o local não conta com quiosques ou restaurantes.
Se a ideia é fugir do frio e mergulhar em águas quentes em pleno inverno, esse recanto escondido no litoral fluminense pode ser a escolha perfeita.
Como chegar:
Partindo de São Paulo: siga pela BR-101 (Rio-Santos) até Angra dos Reis.
Acesso à praia: procure uma estrada asfaltada próxima às usinas nucleares (não há placas indicativas).
Estacionamento: há um local para estacionar perto da orla.
Fonte: Turismo
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