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Minas Gerais: aventura no Circuito Turístico das Grutas
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Além da história guardada em construções coloniais, Minas Gerais preserva milhares de anos de um legado arquitetônico feito pela própria natureza em suas grutas e cavernas.
O Circuito Turístico das Grutas é integrado por 15 municípios do estado mineiro e inclui no roteiro três grutas com áreas que podem ser percorridas por viajantes comuns e por quem busca escalada, rapel e outros esportes.
Juntas, as grutas formam a chamada Rota Peter Lund – em homenagem ao naturalista dinamarquês que percorreu cavernas no entorno de Lagoa Santa, município que fica a 35 km ao norte de Belo Horizonte. Décadas depois, foi na região explorada por Lund que arqueólogos encontraram o crânio de Luzia – tido como o mais antigo já encontrado na América do Sul e que foi salvo do fogo no incêndio do Museu Nacional, em 2018.
Nas grutas e espaços de preservação, é possível conhecer parte da história natural do país e, de quebra, ainda se deparar com exemplares da flora e fauna de Minas Gerais.
Gruta de Maquiné
Considerada uma das cavernas mais bonitas do estado, a Gruta de Maquiné fica no município de Cordisburgo. São 120 km da capital Belo Horizonte até a cidade.

Ao todo, são sete salões de cavernas, e os visitantes podem conhecer uma gruta de 400 metros de extensão com esculturas naturais – estalactites – formadas no teto ao longo de milhares de anos. O passeio é acompanhado por guias e a visita dura cerca de uma hora.
No local, há estacionamento para ônibus e automóveis, lanchonete e lojas de souvenires. A gruta abre diariamente das 8h30 às 17h. A última saída do grupo guiado ocorre às 16h.
O valor de entrada é R$ 25 e o ingresso pode ser comprado com antecedência no site da atração . O passeio não é recomendado para pessoas com dificuldade de locomoção.
Gruta da Lapinha
Na cidade de Lagoa Santa, a Gruta da Lapinha oferece aos visitantes um passeio por galerias subterrâneas marcadas pela passagem de um rio. As formações rochosas foram moldadas pela erosão de correntes de água da bacia do Rio das Velhas e pelos trânsitos de ar.
É possível percorrer 12 salões interligados por escadas. São 40 metros de profundidade e 511 metros de extensão – mas apenas 300 metros de grutas estão abertos à visitação.

A Gruta da Lapinha fica no Parque do Sumidouro, uma Unidade de Conservação a 50 km de Belo Horizonte. No local, também é possível praticar trekking, escalada, rapel e cicloturismo.
O ingresso para entrada no Parque custa R$ 25 e inclui entrada para a gruta e para o Museu Peter Lund, que conta a história do dinamarquês que explorou as cavernas da região já no século 19. Há exposições com fósseis descobertos por ele.

A Casa Fernão Dias também fica no Parque, mas está temporariamente fechada para visitas. Opções de trilhas disponíveis no espaço incluem visitas a mirantes e caminhadas acompanhadas por guia – é possível visitar outra caverna, a Gruta da Macumba, em um desses roteiros.
Um restaurante no Parque oferece alimentação para completar o passeio. Há valores adicionais para prática de esportes e trilhas.
O Parque fica aberto das 8h30 às 17h diariamente. Os ingressos podem ser comprados online .
Gruta Rei do Mato
A Gruta Rei do Mato, na cidade de Sete Lagoas, é considerada uma das mais bonitas do país e é uma das 50 maiores cavernas de Minas Gerais. Lá, é possível ver estalagmites (formações rochosas no chão da caverna), estalactites (no teto da gruta), cascatas e cortinas de pedra.

Chamada de Grutinha, uma caverna ao lado da Gruta Rei do Mato guarda pinturas rupestres com cerca de seis mil anos, feitas com sangue e gorduras vegetais.
Os 220 metros abertos à visitação da Gruta Rei do Mato podem ser percorridos por meio de passarelas, e no local também há uma galeria com exposição de pinturas rupestres.
Visitantes podem entrar no parque diariamente, das 8h30 às 17h, por ingressos a R$ 25 .
Fonte: Turismo
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No frio? Conheça a praia brasileira com mar quente o ano todo

Enquanto o inverno se aproxima e as temperaturas caem em grande parte do país, um destino no litoral do Rio de Janeiro oferece um contraste surpreendente: águas quentes durante todo o ano. Localizada próxima à Usina Nuclear de Angra dos Reis, a Praia do Laboratório atrai visitantes em busca de um mergulho relaxante, mesmo nos dias mais frios.
Por que a água é quente?
O fenômeno ocorre devido ao processo de resfriamento das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2. A água do mar é utilizada para resfriar o vapor gerado na produção de energia elétrica e, após passar por um sistema isolado, é devolvida ao oceano com temperatura entre 3°C e 5°C mais elevada.
Segundo a Eletronuclear, responsável pelas usinas, não há contato entre a água do mar e materiais radioativos, garantindo segurança aos banhistas. Monitoramentos realizados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) confirmam que a praia é própria para banho desde 2016.
Um cenário paradisíaco e tranquilo
Com uma pequena faixa de areia cercada por vegetação exuberante, a Praia do Laboratório é um refúgio pouco explorado por turistas. Suas águas calmas são ideais para mergulho e observação da vida marinha, incluindo tartarugas que frequentam a região.
O acesso não é sinalizado, o que ajuda a preservar a tranquilidade do local. Partindo de São Paulo, o trajeto mais comum é pela Rodovia Rio-Santos (BR-101), seguindo por uma estrada asfaltada próxima às usinas. Apesar da ausência de infraestrutura comercial, vendedores ambulantes costumam circular no local durante a alta temporada.
Destaque nas redes sociais
Recentemente, a praia ganhou fama após um vídeo de um mergulho nas águas quentes viralizar nas redes sociais, alcançando milhões de visualizações. Apesar de algumas dúvidas sobre a segurança devido à proximidade com a usina, não há riscos à saúde.
Vale a pena visitar?
Para quem busca um destino diferente, longe das agitações turísticas, a Praia do Laboratório é uma ótima opção. Além do banho relaxante, o cenário natural proporciona um dia de paz e conexão com a natureza. Recomenda-se levar água e alimentos, já que o local não conta com quiosques ou restaurantes.
Se a ideia é fugir do frio e mergulhar em águas quentes em pleno inverno, esse recanto escondido no litoral fluminense pode ser a escolha perfeita.
Como chegar:
Partindo de São Paulo: siga pela BR-101 (Rio-Santos) até Angra dos Reis.
Acesso à praia: procure uma estrada asfaltada próxima às usinas nucleares (não há placas indicativas).
Estacionamento: há um local para estacionar perto da orla.
Fonte: Turismo
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