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Japão: roteiro de 2 dias por Naoshima, Teshima e Inujima, as ‘ilhas de arte’
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No mar de Seto, no Japão , há três ilhas que dividem a paisagem rural com museus, instalações artísticas e arquitetura contemporânea. Chamadas de “ilhas de arte”, Naoshima , Teshima e Inujima compõem um arquipélago onde vilarejos tradicionais e colinas verdes coexistem com obras de artistas renomados e edifícios com design sustentável integrados ao meio ambiente. Confira:

NAOSHIMA
O coração do arquipélago artístico tem o território salpicado por esculturas de artistas consagrados como Hiroshi Sugimoto, Yukinori Yanagi, Yayoi Kusama, Andy Warhol e Jean Claude Monet. Naoshima ganhou reconhecimento internacional como uma ilha de arte graças a uma parceria entre a Benesse Art Site Naoshima e a prefeitura da ilha há 30 anos para dedicar o local à arte e educação.
O que ver em Naoshima:
Chichu Art Museum : Projetado pelo renomado arquiteto Tadao Ando, o museu subterrâneo abriga obras de artistas como Claude Monet, James Turrell e Walter De Maria. A arquitetura minimalista do espaço realça a experiência com luz natural para iluminar as obras. Ingressos (a partir de ¥ 2500) disponíveis no site.
Benesse House Museum : Construída no alto, com vista para o mar de Seto, a combinação de museu e hotel tem acervo com peças de artistas contemporâneos de reconhecimento internacional. Ingressos (a partir de ¥ 1300) disponíveis aqui.
Art House Project : Em sete endereços na vila de Honmura, o projeto transformou casas abandonadas em obras de arte. É uma forma de interação dos visitantes com o cotidiano dos moradores. Ingressos (a partir de ¥ 600) disponíveis aqui .
Esculturas ao ar livre : A ilha é pontilhada por obras icônicas, como a famosa Pumpkin da artista Yayoi Kusama, que se tornou um símbolo de Naoshima.

TESHIMA
A 30 minutos de ferry de Naoshima , Teshima é mais rural. A ilha tem enormes campos de arroz e três vilarejos de pescadores.
O que ver em Teshima:
Teshima Art Museum : Mais do que um museu, é uma obra de arte em si. Projetado por Ryue Nishizawa, o edifício em forma de gota d’água possui um espaço interno aberto, onde a fronteira entre o interior e o exterior é quase inexistente. Os visitantes conferem as delicadas obras de Rei Nato. Ingressos (a partir de ¥ 1800) disponíveis aqui.
Teshima Yokoo House : Uma colaboração entre o artista Tadanori Yokoo e o arquiteto Yuko Nagayama , a casa combina elementos tradicionais japoneses com arte contemporânea. Ingressos (a partir de ¥ 600) disponíveis aqui .
Paisagens pitorescas : Terraços de arroz, olivais e vistas panorâmicas do mar são o cenário para explorar a ilha de bicicleta ou a pé.

INUJIMA
A menor das ilhas fica a 50 minutos de ferry de Naoshima . É uma pequena comunidade de 30 casas com paisagem industrial e arte integrada ao meio ambiente.
O que fazer em Inujima:
Inujima Seirensho Art Museum : Instalado em uma antiga refinaria de cobre, o museu tem arquitetura sustentável com energia solar e um sistema de purificação de água a partir da vegetação. As obras do artista Yukinori Yanagi exploram a relação entre modernização e impacto ambiental. Ingressos (a partir de ¥ 2100) disponíveis aqui.
Inujima Art House Project : O projeto de revitalização cultural da ilha tem cinco galerias de arte e um gazebo espalhados pelo território. Não há necessidade de ingresso ou reserva.
Inujima Life Garden : Um jardim ecológico de 4,5 mil m² com uma estufa de vidro no centro, um café ao ar livre e um jardim de flores. O espaço tem workshops para que a população aprenda sobre as plantas. Não há necessidade de ingresso ou reserva.

COMO CHEGAR NAS ILHAS DE ARTE
A melhor forma de explorar as ilhas é começando por Naoshima . Para isso, você deve partir de Okayama ou Takamatsu . A primeira cidade é a escolha da maior parte dos viajantes por estar a a 1h de trem-bala de Kyoto e Osaka e 3h30 de Tóquio . De lá, você pega um trem de 50 minutos até o porto de Uno e depois um ferry de 20 minutos até Naoshima .
Ao menos dois dias são necessários para explorar plenamente as ilhas, embora muitos visitantes optem por estender a estadia em uma das acomodações da Benesse Art Site Naoshima ou até mesmo na casa dos moradores.
As dicas são da Quickly Travel , agência especializada em turismo no Japão .
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Fonte: Turismo
Turismo
No frio? Conheça a praia brasileira com mar quente o ano todo

Enquanto o inverno se aproxima e as temperaturas caem em grande parte do país, um destino no litoral do Rio de Janeiro oferece um contraste surpreendente: águas quentes durante todo o ano. Localizada próxima à Usina Nuclear de Angra dos Reis, a Praia do Laboratório atrai visitantes em busca de um mergulho relaxante, mesmo nos dias mais frios.
Por que a água é quente?
O fenômeno ocorre devido ao processo de resfriamento das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2. A água do mar é utilizada para resfriar o vapor gerado na produção de energia elétrica e, após passar por um sistema isolado, é devolvida ao oceano com temperatura entre 3°C e 5°C mais elevada.
Segundo a Eletronuclear, responsável pelas usinas, não há contato entre a água do mar e materiais radioativos, garantindo segurança aos banhistas. Monitoramentos realizados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) confirmam que a praia é própria para banho desde 2016.
Um cenário paradisíaco e tranquilo
Com uma pequena faixa de areia cercada por vegetação exuberante, a Praia do Laboratório é um refúgio pouco explorado por turistas. Suas águas calmas são ideais para mergulho e observação da vida marinha, incluindo tartarugas que frequentam a região.
O acesso não é sinalizado, o que ajuda a preservar a tranquilidade do local. Partindo de São Paulo, o trajeto mais comum é pela Rodovia Rio-Santos (BR-101), seguindo por uma estrada asfaltada próxima às usinas. Apesar da ausência de infraestrutura comercial, vendedores ambulantes costumam circular no local durante a alta temporada.
Destaque nas redes sociais
Recentemente, a praia ganhou fama após um vídeo de um mergulho nas águas quentes viralizar nas redes sociais, alcançando milhões de visualizações. Apesar de algumas dúvidas sobre a segurança devido à proximidade com a usina, não há riscos à saúde.
Vale a pena visitar?
Para quem busca um destino diferente, longe das agitações turísticas, a Praia do Laboratório é uma ótima opção. Além do banho relaxante, o cenário natural proporciona um dia de paz e conexão com a natureza. Recomenda-se levar água e alimentos, já que o local não conta com quiosques ou restaurantes.
Se a ideia é fugir do frio e mergulhar em águas quentes em pleno inverno, esse recanto escondido no litoral fluminense pode ser a escolha perfeita.
Como chegar:
Partindo de São Paulo: siga pela BR-101 (Rio-Santos) até Angra dos Reis.
Acesso à praia: procure uma estrada asfaltada próxima às usinas nucleares (não há placas indicativas).
Estacionamento: há um local para estacionar perto da orla.
Fonte: Turismo
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