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É proibido pegar conchas na praia?
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Muitas pessoas têm o hábito de levar conchas da praia para casa. Seja para coleção, decoração, presente para alguém, confecção de bijuteria ou simplesmente de lembrança. O hábito, porém, é desaconselhado porque pode causar impactos ambientais relevantes, e, em alguns casos, até configurar crime ambiental.
Vamos por partes. Coletar uma concha da praia para levar para casa não gerará, de imediato, grandes problemas. A questão é que, por ser um hábito de várias pessoas, as conchas passam a ser retiradas em larga escala do ecossistema e, nesse caso, desencadeiam problemas mais sérios.
De acordo com especialistas, um dos problemas é a substância que compõe as conchas: o carbonato de cálcio. Ao retira-las das praias, estamos também retirando essa substância essencial para o equilíbrio do ecossistema marinho.
Outras questões são as funções que essas conchas exercem: elas funcionam como abrigo para muitas espécies de animais e, em alguns casos, são o que compõe a superfície da praia no lugar da areia.
Mas e aí: coletar essas conchas é crime ou não?
Depende. Acontece que a legislação brasileira não é perfeitamente clara sobre a escala de coleta que configura crime ambiental.
Pelos motivos listados acima, órgãos de proteção ambiental como o I nstituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério do Meio Ambiente recomendam que se evite retirar as conchas de seu habitat natural.
Alguns casos, porém, são tipificados como crime ambiental. A lei 9.605 de 1998, que dispõe sobre crimes desse gênero, determina a proibição de ações humanas que prejudiquem o ambiente aquático. O comércio de peças de artesanato com corais, por exemplo, é expressamente proibido.
Nesses casos, a pena pode ser de multa a até três anos de detenção – fora apreensão da mercadoria.
Especialistas, porém, alegam que a lei não abrange atos de turistas, que não sejam praticados com fins comerciais ou em maior escala. Porém, é sempre importante ter em vista não só a consequência legal, como também ambiental dos nossos atos.
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Fonte: Turismo
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No frio? Conheça a praia brasileira com mar quente o ano todo

Enquanto o inverno se aproxima e as temperaturas caem em grande parte do país, um destino no litoral do Rio de Janeiro oferece um contraste surpreendente: águas quentes durante todo o ano. Localizada próxima à Usina Nuclear de Angra dos Reis, a Praia do Laboratório atrai visitantes em busca de um mergulho relaxante, mesmo nos dias mais frios.
Por que a água é quente?
O fenômeno ocorre devido ao processo de resfriamento das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2. A água do mar é utilizada para resfriar o vapor gerado na produção de energia elétrica e, após passar por um sistema isolado, é devolvida ao oceano com temperatura entre 3°C e 5°C mais elevada.
Segundo a Eletronuclear, responsável pelas usinas, não há contato entre a água do mar e materiais radioativos, garantindo segurança aos banhistas. Monitoramentos realizados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) confirmam que a praia é própria para banho desde 2016.
Um cenário paradisíaco e tranquilo
Com uma pequena faixa de areia cercada por vegetação exuberante, a Praia do Laboratório é um refúgio pouco explorado por turistas. Suas águas calmas são ideais para mergulho e observação da vida marinha, incluindo tartarugas que frequentam a região.
O acesso não é sinalizado, o que ajuda a preservar a tranquilidade do local. Partindo de São Paulo, o trajeto mais comum é pela Rodovia Rio-Santos (BR-101), seguindo por uma estrada asfaltada próxima às usinas. Apesar da ausência de infraestrutura comercial, vendedores ambulantes costumam circular no local durante a alta temporada.
Destaque nas redes sociais
Recentemente, a praia ganhou fama após um vídeo de um mergulho nas águas quentes viralizar nas redes sociais, alcançando milhões de visualizações. Apesar de algumas dúvidas sobre a segurança devido à proximidade com a usina, não há riscos à saúde.
Vale a pena visitar?
Para quem busca um destino diferente, longe das agitações turísticas, a Praia do Laboratório é uma ótima opção. Além do banho relaxante, o cenário natural proporciona um dia de paz e conexão com a natureza. Recomenda-se levar água e alimentos, já que o local não conta com quiosques ou restaurantes.
Se a ideia é fugir do frio e mergulhar em águas quentes em pleno inverno, esse recanto escondido no litoral fluminense pode ser a escolha perfeita.
Como chegar:
Partindo de São Paulo: siga pela BR-101 (Rio-Santos) até Angra dos Reis.
Acesso à praia: procure uma estrada asfaltada próxima às usinas nucleares (não há placas indicativas).
Estacionamento: há um local para estacionar perto da orla.
Fonte: Turismo
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