Turismo
Campos do Jordão: lindos cenários no novo e imperdível Parque Bambuí
Turismo

Campos do Jordão já possui um cardápio bastante variado de parques entre as suas atrações. Mas o Parque Bambuí definitivamente não é só mais um. Inaugurado em agosto de 2023, ele ocupa uma área de 336 mil m² que pertence ao tradicional Hotel Toriba , mas é aberto ao público em geral.
Não bastassem as árvores centenárias e os três lindos lagos, o terreno ganhou paisagismo assinado pela arquiteta Rosa Kliass e um maravilhoso conjunto de esculturas contemporâneas.
A que recebe os visitantes logo na entrada é a “Voo dos Pássaros”, construída em formato de árvore pelo artista Eduardo Srur com mais de mil gaiolas apreendidas pela Polícia Federal em operações contra o tráfico de animais silvestres . Anteriormente instalada no Parque do Povo, na capital paulista, a obra de arte está agora permanentemente exposta no Parque Bambuí .

Bem em frente está uma casa que faz as vezes de recepção. Ali paga-se a entrada de R$ 50 por pessoa, que inclui estacionamento, passeio de barco, passeio de bicicleta e acesso às trilhas, e também o adicional de R$ 25 para embarcar em uma charmosa maria-fumaça de 1920.
A locomotiva a vapor faz um trajeto relativamente curto que nós acabamos preferindo percorrer a pé. E por nós eu digo eu, meu marido e nossa cachorrinha Lika, que estávamos passando o fim de semana em Campos do Jordão ( contei sobre o lugar onde me hospedei nessa outra matéria ).

O fato do Parque Bambuí ser pet friendly foi justamente o que me levou até ele. Mas eu não esperava que o lugar fosse tão pet friendly. Os cachorros podem embarcar na maria-fumaça e até nos barcos que ficam à disposição no primeiro lago da propriedade, mais próximo à entrada.
Vi um labrador comportadíssimo sentado dentro do barquinho de madeira enquanto seus tutores remavam, mas imaginei que o cenário seria bem diferente com a minha filhotona serelepe a bordo. Para evitar uma possível videocassetada e cheiro de cachorro molhado, deixamos a experiência para a próxima.

Caminhando em torno d’água, porém, vimos uma porção de patos e mais um bonito conjunto de esculturas, as “Orquídeas do Lago”, feitas de aço pelos artistas plásticos Luciano e Rodrigo Bittencourt.
Por ali, os visitantes também podem pegar emprestadas bicicletas, que também já estão incluídas no valor do ingresso.

Seguindo os trilhos da maria-fumaça, em poucos minutos chegamos ao ponto de desembarque da locomotiva, que é o restaurante Casa Bambuí . Assinado pela chef Anouk Migotto, o menu muda a cada estação, mas sempre busca utilizar ingredientes locais, como queijos, cogumelos e pinhão.
O espaço é lindo, com as mesas divididas entre o salão, a varanda com piano ao vivo e o gramado sob a sombra de árvores. Os preços estão dentro do que se tornou o padrão em Campos do Jordão : entradas e sobremesas não saem por menos de R$ 40, enquanto os pratos principais ficam na casa dos R$ 100.


A poucos metros de distância está a microcervejaria Gård , que cria e produz pequenas quantidades de cervejas especiais desde 2015. Além das geladas, há porções, hot dogs e sanduíches a partir de R$ 30, mas o serviço pode ser um pouco lento.

Passando o restaurante e a cervejaria, chegamos ao principal lago da propriedade, que tem uma porção de plantas aquáticas boiando em sua superfície. É um cenário digno de quadro.

Em torno do lago há várias trilhas, muito bem sinalizadas por placas. Em geral, os percursos são curtos e achei que mesmo as trilhas sinalizadas como sendo de dificuldade “moderada” são tranquilas de fazer.
Passamos um bom tempo percorrendo os caminhos, que davam em um enquadramento mais bonito que o outro, com pequenos cursos d’água e a onipresença de árvores frondosas, muitas delas centenárias.


Serviço
Onde? Rua Fausi Rachid, 871 – Jardim Toriba – Campos do Jordão.
Quando? Diariamente, das 10h às 17h (última entrada às 16h).
Quanto? A entrada custa R$ 50 por pessoa, incluindo estacionamento, passeio de barco, passeio de bicicleta e acesso às trilhas. Aniversariantes e crianças com menos de dois anos não pagam. O passeio de maria-fumaça custa R$25 por pessoa. O passeio a cavalo também é pago à parte: valor sob consulta.
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Fonte: Turismo
Turismo
Amazônia Central: Patrimônio Mundial da Unesco protege mais de 6 milhões de hectares de floresta
No coração da Amazônia, uma área de mais de 6 milhões de hectares reúne florestas, rios, lagos, ilhas, várzeas e igapós em uma das regiões de maior biodiversidade do planeta. É o Complexo de Conservação da Amazônia Central, o maior território protegido da Bacia Amazônica e reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.
A história do complexo na Lista do Patrimônio Mundial começou em 2000, quando o Parque Nacional do Jaú foi reconhecido pela Unesco. Em 2003, a área protegida foi ampliada com a inclusão do Parque Nacional de Anavilhanas e das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, formando o atual Complexo de Conservação da Amazônia Central.
A diversidade de ambientes também se reflete nas experiências que a região oferece. Passeios de barco, trilhas, observação de animais e visitas a comunidades estão entre as possibilidades para quem quer conhecer de perto a natureza amazônica.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu o Complexo de Conservação da Amazônia Central pela importância de sua biodiversidade e pelos processos ecológicos que ocorrem na região. A dinâmica das águas, com cheias e vazantes ao longo do ano, transforma continuamente a paisagem e ajuda a manter diferentes ambientes essenciais para a fauna e a flora amazônicas.
Entre os destaques está Anavilhanas, um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo. A região abriga ainda a maior diversidade conhecida de peixes elétricos do planeta, com 64 espécies identificadas.
O complexo também protege animais característicos da Amazônia, como o pirarucu, a onça-pintada, a ariranha, o peixe-boi-da-amazônia, o jacaré-açu e duas espécies de botos de água doce. A região concentra ainda cerca de 60% das espécies de peixes registradas na bacia do Rio Negro e 60% das aves conhecidas na Amazônia Central.
O que fazer
Como o patrimônio reúne quatro grandes áreas protegidas, as experiências dependem do destino escolhido. Entre os destaques estão:
- Parque Nacional de Anavilhanas: próximo a Manaus e Novo Airão, permite conhecer o arquipélago formado por centenas de ilhas e canais no Rio Negro. Passeios de barco estão entre as principais experiências.
- Parque Nacional do Jaú: um dos maiores parques nacionais do Brasil, reúne rios, florestas e paisagens preservadas e pode ser conhecido em roteiros de turismo de natureza.
- Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá: conhecida pelas florestas de várzea, oferece experiências de turismo de base comunitária e oportunidades de observação da fauna amazônica.
- Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã: localizada entre as bacias dos rios Negro e Solimões, preserva florestas, lagos e ambientes aquáticos característicos da região.
- Observação da fauna: botos, aves, macacos, jacarés e outros animais podem ser avistados em diferentes pontos do complexo, sempre respeitando as regras de visitação de cada área.
- Experiências nos rios: passeios de barco e canoa permitem conhecer canais, lagos e áreas de floresta alagada e observar como a paisagem amazônica muda de acordo com o nível das águas.
Quando visitar
O Complexo de Conservação da Amazônia Central pode ser visitado durante todo o ano, mas a experiência muda conforme o ciclo das águas:
- Período de cheia: rios e lagos avançam sobre áreas de floresta, permitindo percorrer de barco trechos alagados e canais entre as árvores.
- Período de vazante e seca: com a redução do nível dos rios, surgem praias e outros trechos de terra, modificando as paisagens e as possibilidades de passeio.
- Observação da natureza: como cada unidade possui características e regras próprias, o período mais indicado depende do roteiro e das atividades escolhidas.
Antes da viagem, é importante verificar as condições de acesso e as regras de visitação da unidade de conservação que fará parte do roteiro.
Como chegar
Manaus é a principal porta de entrada para quem pretende conhecer o Complexo de Conservação da Amazônia Central. A capital amazonense possui aeroporto com voos de diferentes regiões do Brasil e conexões internacionais.
A partir de Manaus, o acesso varia conforme a área escolhida. Novo Airão é uma das principais bases para conhecer o Parque Nacional de Anavilhanas e pode ser acessada por estrada a partir da capital. Para áreas mais distantes, como Jaú, Mamirauá e Amanã, parte dos deslocamentos é feita por rios e pode exigir embarcações e planejamento específico.
Como as distâncias são grandes e muitas áreas possuem regras próprias de acesso, é recomendável organizar a viagem previamente e consultar as orientações das unidades de conservação.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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