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Campos do Jordão: lindos cenários no novo e imperdível Parque Bambuí

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Campos do Jordão: lindos cenários no novo e imperdível Parque Bambuí
Bárbara Ligero

Campos do Jordão: lindos cenários no novo e imperdível Parque Bambuí

Campos do Jordão já possui um cardápio bastante variado de parques entre as suas atrações. Mas o Parque Bambuí definitivamente não é só mais um. Inaugurado em agosto de 2023, ele ocupa uma área de 336 mil m² que pertence ao tradicional Hotel Toriba , mas é aberto ao público em geral.

Não bastassem as árvores centenárias e os três lindos lagos, o terreno ganhou paisagismo assinado pela arquiteta Rosa Kliass e um maravilhoso conjunto de esculturas contemporâneas.

A que recebe os visitantes logo na entrada é a “Voo dos Pássaros”, construída em formato de árvore pelo artista Eduardo Srur com mais de mil gaiolas apreendidas pela Polícia Federal em operações contra o tráfico de animais silvestres . Anteriormente instalada no Parque do Povo, na capital paulista, a obra de arte está agora permanentemente exposta no Parque Bambuí .

Parque Bambuí, Campos do Jordão, São Paulo
Escultura “Voo dos Pássaros” recebe os visitantes no Parque Bambuí Bárbara Ligero/Viagem e Turismo

Bem em frente está uma casa que faz as vezes de recepção. Ali paga-se a entrada de R$ 50 por pessoa, que inclui estacionamento, passeio de barco, passeio de bicicleta e acesso às trilhas, e também o adicional de R$ 25 para embarcar em uma charmosa maria-fumaça de 1920.

A locomotiva a vapor faz um trajeto relativamente curto que nós acabamos preferindo percorrer a pé. E por nós eu digo eu, meu marido e nossa cachorrinha Lika, que estávamos passando o fim de semana em Campos do Jordão ( contei sobre o lugar onde me hospedei nessa outra matéria ).

Parque Bambuí, Campos do Jordão, São Paulo
Locomotiva a vapor dos anos 1920 faz curto trajeto entre a recepção e o restaurante Casa Bambuí Bárbara Ligero/Viagem e Turismo

O fato do Parque Bambuí ser pet friendly foi justamente o que me levou até ele. Mas eu não esperava que o lugar fosse tão pet friendly. Os cachorros podem embarcar na maria-fumaça e até nos barcos que ficam à disposição no primeiro lago da propriedade, mais próximo à entrada.

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Vi um labrador comportadíssimo sentado dentro do barquinho de madeira enquanto seus tutores remavam, mas imaginei que o cenário seria bem diferente com a minha filhotona serelepe a bordo. Para evitar uma possível videocassetada e cheiro de cachorro molhado, deixamos a experiência para a próxima.

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Parque Bambuí, Campos do Jordão, São Paulo
Os barcos para remar no lago já estão incluídos no valor da entrada Bárbara Ligero/Viagem e Turismo

Caminhando em torno d’água, porém, vimos uma porção de patos e mais um bonito conjunto de esculturas, as “Orquídeas do Lago”, feitas de aço pelos artistas plásticos Luciano e Rodrigo Bittencourt.

Por ali, os visitantes também podem pegar emprestadas bicicletas, que também já estão incluídas no valor do ingresso.

Parque Bambuí, Campos do Jordão, São Paulo
Em torno do lago há banquinhos e esculturas como “As Orquídeas”, que aparecem no fundo da foto Bárbara Ligero/Viagem e Turismo

Seguindo os trilhos da maria-fumaça, em poucos minutos chegamos ao ponto de desembarque da locomotiva, que é o restaurante Casa Bambuí . Assinado pela chef Anouk Migotto, o menu muda a cada estação, mas sempre busca utilizar ingredientes locais, como queijos, cogumelos e pinhão.

O espaço é lindo, com as mesas divididas entre o salão, a varanda com piano ao vivo e o gramado sob a sombra de árvores. Os preços estão dentro do que se tornou o padrão em Campos do Jordão : entradas e sobremesas não saem por menos de R$ 40, enquanto os pratos principais ficam na casa dos R$ 100.

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Casa Bambuí, Campos do Jordão, São Paulo
As mesas mais disputadas são as da varanda, com vista para a natureza em torno Bárbara Ligero/Viagem e Turismo
Casa Bambuí, Campos do Jordão, São Paulo
No gramado com pedrinhas, mesas ficam estrategicamente debaixo de árvores Bárbara Ligero/Viagem e Turismo

A poucos metros de distância está a microcervejaria Gård , que cria e produz pequenas quantidades de cervejas especiais desde 2015. Além das geladas, há porções, hot dogs e sanduíches a partir de R$ 30, mas o serviço pode ser um pouco lento.

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Cervejaria Gård, Parque Bambuí, Campos do Jordão, São Paulo
A Gård serve uma variedade de estilos de cervejas, incluindo Munich Helles, Weizenbier e IPA Felipe Baldi/Divulgação

Passando o restaurante e a cervejaria, chegamos ao principal lago da propriedade, que tem uma porção de plantas aquáticas boiando em sua superfície. É um cenário digno de quadro.

Parque Bambuí, Campos do Jordão, São Paulo
Lika e, ao fundo, o lago principal do Parque Bambuí Bárbara Ligero/Viagem e Turismo

Em torno do lago há várias trilhas, muito bem sinalizadas por placas. Em geral, os percursos são curtos e achei que mesmo as trilhas sinalizadas como sendo de dificuldade “moderada” são tranquilas de fazer.

Passamos um bom tempo percorrendo os caminhos, que davam em um enquadramento mais bonito que o outro, com pequenos cursos d’água e a onipresença de árvores frondosas, muitas delas centenárias.

Parque Bambuí, Campos do Jordão, São Paulo
Placas indicam extensão, dificuldade e atrações da trilha Bárbara Ligero/Viagem e Turismo
Parque Bambuí, Campos do Jordão, São Paulo
Trilhas são atividade contemplativa no Parque Bambuí Bárbara Ligero/Viagem e Turismo

Serviço

Onde? Rua Fausi Rachid, 871 – Jardim Toriba – Campos do Jordão.

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Quando? Diariamente, das 10h às 17h (última entrada às 16h).

Quanto? A entrada custa R$ 50 por pessoa, incluindo estacionamento, passeio de barco, passeio de bicicleta e acesso às trilhas. Aniversariantes e crianças com menos de dois anos não pagam. O passeio de maria-fumaça custa R$25 por pessoa. O passeio a cavalo também é pago à parte: valor sob consulta.

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Fonte: Turismo

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Amazônia Central: Patrimônio Mundial da Unesco protege mais de 6 milhões de hectares de floresta

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No coração da Amazônia, uma área de mais de 6 milhões de hectares reúne florestas, rios, lagos, ilhas, várzeas e igapós em uma das regiões de maior biodiversidade do planeta. É o Complexo de Conservação da Amazônia Central, o maior território protegido da Bacia Amazônica e reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.

A história do complexo na Lista do Patrimônio Mundial começou em 2000, quando o Parque Nacional do Jaú foi reconhecido pela Unesco. Em 2003, a área protegida foi ampliada com a inclusão do Parque Nacional de Anavilhanas e das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, formando o atual Complexo de Conservação da Amazônia Central.

A diversidade de ambientes também se reflete nas experiências que a região oferece. Passeios de barco, trilhas, observação de animais e visitas a comunidades estão entre as possibilidades para quem quer conhecer de perto a natureza amazônica.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu o Complexo de Conservação da Amazônia Central pela importância de sua biodiversidade e pelos processos ecológicos que ocorrem na região. A dinâmica das águas, com cheias e vazantes ao longo do ano, transforma continuamente a paisagem e ajuda a manter diferentes ambientes essenciais para a fauna e a flora amazônicas.

Entre os destaques está Anavilhanas, um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo. A região abriga ainda a maior diversidade conhecida de peixes elétricos do planeta, com 64 espécies identificadas.

O complexo também protege animais característicos da Amazônia, como o pirarucu, a onça-pintada, a ariranha, o peixe-boi-da-amazônia, o jacaré-açu e duas espécies de botos de água doce. A região concentra ainda cerca de 60% das espécies de peixes registradas na bacia do Rio Negro e 60% das aves conhecidas na Amazônia Central.

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O que fazer

Como o patrimônio reúne quatro grandes áreas protegidas, as experiências dependem do destino escolhido. Entre os destaques estão:

  • Parque Nacional de Anavilhanas: próximo a Manaus e Novo Airão, permite conhecer o arquipélago formado por centenas de ilhas e canais no Rio Negro. Passeios de barco estão entre as principais experiências.
  • Parque Nacional do Jaú: um dos maiores parques nacionais do Brasil, reúne rios, florestas e paisagens preservadas e pode ser conhecido em roteiros de turismo de natureza.
  • Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá: conhecida pelas florestas de várzea, oferece experiências de turismo de base comunitária e oportunidades de observação da fauna amazônica.
  • Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã: localizada entre as bacias dos rios Negro e Solimões, preserva florestas, lagos e ambientes aquáticos característicos da região.
  • Observação da fauna: botos, aves, macacos, jacarés e outros animais podem ser avistados em diferentes pontos do complexo, sempre respeitando as regras de visitação de cada área.
  • Experiências nos rios: passeios de barco e canoa permitem conhecer canais, lagos e áreas de floresta alagada e observar como a paisagem amazônica muda de acordo com o nível das águas.

Quando visitar

O Complexo de Conservação da Amazônia Central pode ser visitado durante todo o ano, mas a experiência muda conforme o ciclo das águas:

  • Período de cheia: rios e lagos avançam sobre áreas de floresta, permitindo percorrer de barco trechos alagados e canais entre as árvores.
  • Período de vazante e seca: com a redução do nível dos rios, surgem praias e outros trechos de terra, modificando as paisagens e as possibilidades de passeio.
  • Observação da natureza: como cada unidade possui características e regras próprias, o período mais indicado depende do roteiro e das atividades escolhidas.
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Antes da viagem, é importante verificar as condições de acesso e as regras de visitação da unidade de conservação que fará parte do roteiro.

Como chegar

Manaus é a principal porta de entrada para quem pretende conhecer o Complexo de Conservação da Amazônia Central. A capital amazonense possui aeroporto com voos de diferentes regiões do Brasil e conexões internacionais.

A partir de Manaus, o acesso varia conforme a área escolhida. Novo Airão é uma das principais bases para conhecer o Parque Nacional de Anavilhanas e pode ser acessada por estrada a partir da capital. Para áreas mais distantes, como Jaú, Mamirauá e Amanã, parte dos deslocamentos é feita por rios e pode exigir embarcações e planejamento específico.

Como as distâncias são grandes e muitas áreas possuem regras próprias de acesso, é recomendável organizar a viagem previamente e consultar as orientações das unidades de conservação.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

 

Fonte: Ministério do Turismo

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