SAÚDE
Ministério da Saúde vistoria veículos para transporte de pacientes do SUS no Rio Grande do Sul
SAÚDE
O Ministério da Saúde realizou, nesta quinta-feira (17), em Porto Alegre (RS), uma vistoria dos veículos disponibilizados pelo programa Agora Tem Especialistas no Rio Grande do Sul. O estado recebeu 35 vans, seis Ambulâncias Tipo A e cinco Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) para fortalecer a rede de atenção à saúde e ampliar o acesso da população aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente para pacientes que precisam se deslocar entre municípios para realizar consultas, exames e tratamentos especializados.
A vistoria foi realizada pelo secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço. “O Ministério da Saúde não tem medido esforços para diminuir distâncias e para diminuir o tempo de espera. A gente sabe da preocupação que é para a população que utiliza o SUS aguardar um exame, aguardar uma cirurgia, aguardar um procedimento. E é por isso que, através do Caminhos da Saúde, fizemos um estudo daquelas localidades que ficam a 50 km de um serviço de hemodiálise, de um centro de tratamento de radioterapia. São equipamentos que não vão estar em todas as cidades; são equipamentos que precisam estar em cidades-polo de cada região. E é por isso que, para chegar nesse tratamento, a pessoa precisa de conforto, precisa de dignidade“, explica o secretário.
“E com o Caminhos da Saúde, no momento em que a gente entrega micro-ônibus que vão conseguir levar até 13 pacientes com seus familiares para esse tratamento, e vão ter a dignidade no tratamento que vão receber“, complementa.
O investimento federal total é de R$ 14,3 milhões, sendo R$ 10,66 milhões para 35 vans, R$ 1,65 milhão para seis Ambulâncias Tipo A e R$ 2 milhões para cinco Unidades Odontológicas Móveis. Ao todo, o valor destinado aos veículos entregues no âmbito da iniciativa é de R$ 12,31 milhões.

Foto: Marlon Max/MS
Os veículos integram as ações do Caminhos da Saúde, estratégia do Agora Tem Especialistas voltada à ampliação do acesso à atenção especializada e à redução de gargalos para diagnóstico e tratamento de doenças. A estratégia contempla três modalidades de veículos, organizadas em cotas destinadas a diferentes necessidades: Hemodiálise, Radioterapia e Geral.
Com as unidades móveis, cerca de 687,7 mil habitantes serão beneficiados diretamente em 42 municípios: Boa Vista do Buricá, Iraí, Ipiranga do Sul, Minas do Leão, Vicente Dutra, Cidreira, Tapes, Cachoeira do Sul, Quatro Irmãos, Porto Xavier, Formigueiro, Horizontina, Carlos Gomes, Imbé, Itaqui, Manoel Viana, Porto Lucena, Erval Grande, Pinhal Grande, Ponte Preta, Arroio do Tigre, Encruzilhada do Sul, Quaraí, Marcelino Ramos, Nonoai, Rosário do Sul, Santo Ângelo, São Francisco de Paula, Sertão Santana, São Paulo das Missões, São Vicente do Sul, Cruzaltense, Tavares, Itatiba do Sul, Camaquã, Santa Rosa e São Miguel das Missões.
Novo PAC amplia investimentos no SUS
A entrega dos veículos faz parte das ações do Ministério da Saúde no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) para fortalecer e ampliar a infraestrutura do SUS em todo o país. O programa já destinou R$ 34,9 bilhões para obras, equipamentos e veículos voltados à expansão e à qualificação da rede pública de saúde. Entre as iniciativas, estão 2.605 Unidades Básicas de Saúde (UBS), 336 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), 100 policlínicas, 4.643 ambulâncias do SAMU e 1.323 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), além de outras obras e equipamentos.
No Rio Grande do Sul, foram selecionados 1.714 novos empreendimentos no Novo PAC Saúde, que representam um investimento federal de R$ 1,42 bilhão. As ações reforçam a estratégia do Ministério da Saúde de ampliar a oferta de serviços, reduzir desigualdades regionais e garantir que os usuários do SUS tenham melhores condições de acesso ao atendimento, independentemente do município onde vivem.
Jaciara França
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Dia Mundial da Segurança do Paciente: veja como reduzir riscos no tratamento de doenças crônicas
Pessoas que vivem com doenças cardiovasculares, câncer, diabetes ou doenças respiratórias crônicas costumam precisar de consultas, exames, medicamentos e acompanhamento contínuo. Em cada etapa, atitudes simples, como manter informações de saúde atualizadas, tirar dúvidas e comunicar alterações no quadro, ajudam a reduzir riscos e tornam o cuidado mais seguro.
Esse é o foco do Dia Mundial da Segurança do Paciente de 2026, celebrado em 17 de setembro. Com o tema “Cuidado seguro para doenças não transmissíveis” e o slogan “Cuidado seguro para toda a vida!”, a mobilização chama a atenção para a segurança desde a prevenção e o diagnóstico até o tratamento, a reabilitação, os cuidados paliativos e o autocuidado.
Perguntar também é uma forma de cuidado
Participar das decisões e entender o plano de cuidado contribuem para a segurança. Durante o atendimento, o paciente ou familiar pode perguntar qual é o objetivo do tratamento, como o medicamento deve ser usado, quais reações exigem atenção, quando será necessário retornar e onde buscar ajuda em caso de piora. Se alguma informação não estiver clara, é importante pedir que o profissional explique novamente, em linguagem simples.
Sempre que possível, a pessoa também pode comparecer ao atendimento acompanhada de alguém de confiança, principalmente quando houver dificuldade para compreender ou lembrar as orientações. Anotar as principais informações recebidas ajuda a manter a continuidade do cuidado.
Acompanhamento contínuo
No Sistema Único de Saúde, o acompanhamento regular permite avaliar a evolução da condição de saúde, ajustar o tratamento quando necessário e organizar o cuidado entre os diferentes serviços da rede. Por isso, é importante comparecer às consultas e aos exames programados e procurar a equipe de referência quando houver dúvidas ou dificuldades para seguir o tratamento.
Em caso de piora repentina ou situação de emergência, a orientação é buscar atendimento imediatamente ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo telefone 192.
“A segurança do paciente é construída em conjunto. Quando a pessoa conhece o próprio tratamento, compartilha informações e participa das decisões, ajuda a equipe de saúde a identificar riscos e a oferecer um cuidado mais seguro em todas as etapas”, afirma o diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência, Fernando Figueira.
Política nacional fortalece a segurança no SUS
A mobilização deste ano é a primeira realizada após a instituição da Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente (PNQSP), em junho de 2026. A política orienta ações para fortalecer a qualidade, a segurança, a integração da Rede de Atenção à Saúde e a participação das pessoas no cuidado prestado pelo SUS.
A campanha internacional é coordenada pela Organização Mundial da Saúde e destaca que os riscos podem surgir nos serviços de saúde, no domicílio e na comunidade. A proposta é envolver gestores, trabalhadores, pacientes, familiares e toda a sociedade na prevenção de danos evitáveis.
Patricia Coelho
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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