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Ministério da Saúde realiza etapa Nordeste do Hackathon SUS e seleciona startups para desafio nacional em oncologia

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A busca por soluções inovadoras que possam reforçar o enfrentamento ao câncer no Sistema Único de Saúde (SUS) reuniu representantes de startups durante a etapa Nordeste do Hackathon SUS – Desafio Tecnológico. O evento foi realizado em Recife (PE), nos dias 10 e 11 de setembro, sob a coordenação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), do Ministério da Saúde.

Durante o evento o secretário-adjunto da SCTIE, Eduardo Jorge Valadares Oliveira, destacou que o desenvolvimento de tecnologias deve considerar as necessidades de pacientes, dos profissionais e dos serviços de saúde. Segundo ele, uma solução só tem utilidade quando pode ser aplicada às realidades regionais, levando em conta estrutura, logística, materiais e treinamento.

O Hackathon estimula empreendedores e ideias locais a construírem um ambiente adequado para propor novas soluções e estruturar uma rede sólida de inovação tecnológica em saúde”, ressaltou Eduardo Jorge.

Ao longo da programação, as equipes participaram de visita técnica ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE) e passaram por atividades de mentoria, palestras e treinamento personalizado que aconteceram no Parque Tecnológico e Científico da UFPE, um ambiente de inovação criado para conectar a pesquisa acadêmica ao mercado.

Tecnologia regional no fortalecimento do SUS

A Região Nordeste selecionou três startups para a etapa nacional. Os empreendedores apresentaram diferentes caminhos para lidar com desafios relacionados ao câncer, desde a identificação da doença até ao atendimento e ao acompanhamento dos pacientes. As propostas incluem dispositivos para diagnóstico, ferramentas de apoio à decisão clínica e soluções voltadas a procedimentos cirúrgicos.

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Em ordem alfabética, a startup “Aratus Life Sciences” desenvolveu um dispositivo portátil e não invasivo para fazer uma triagem rápida de possíveis casos de anemia e neutropenia, uma emergência quando o paciente tem poucos glóbulos brancos de defesa e apresenta febre. Com uma câmera microscópica, o equipamento analisa os vasos sanguíneos da unha e, em cerca de um minuto, indica possíveis alterações que precisam ser confirmadas por exames, como o hemograma.

A ideia é disponibilizar o dispositivo não apenas em centros oncológicos, mas também em unidades mais próximas dos pacientes para identificar rapidamente a situação e iniciar o tratamento”, explicou um dos fundadores da empresa João Marcelo.

Eleonidas Moura Lima, representante da “Bioensaios & Diagnósticos Laboratórios Clínicos Ltda”, desenvolveu um teste molecular que identifica 14 subtipos do HPV e verifica a integração ao material genético das células infectadas dos tipos 16, 18 e 31, considerados de relevância para acompanhamento clínico. Feito a partir de uma coleta semelhante à do Papanicolau, o exame pode ajudar a diferenciar infecções e complementar a avaliação médica em casos relacionados a tumores associados ao vírus, como os de colo do útero, pênis, garganta e ânus.

O grande diferencial da tecnologia é que ela não identifica apenas o subtipo do HPV. Ela também informa qual é a condição do genoma viral na célula infectada. Essa informação faz toda a diferença porque permite indicar se a infecção é persistente ou não”, afirmou.

A startup “eLight Ltda”, liderada pelo cirurgião coloproctologista e professor Thales Paulo Batista desenvolveu um dispositivo portátil e sem fio que produz imagens de fluorescência, que permite visualizar estruturas não identificadas a olho nu. O mecanismo foca no auxílio em cirurgias e exames. Conectada a um aplicativo, a tecnologia pode apoiar a avaliação da circulação dos tecidos, a identificação de tumores e a localização do linfonodo sentinela, primeiro gânglio linfático que recebe a drenagem da região do tumor.

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Esse procedimento pode reduzir a retirada de gânglios e as complicações em cirurgias oncológicas. O paciente consegue ter um tratamento mais preciso e com menos morbidade”, explicou.

Etapa Nacional

O diretor do Departamento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde da SCTIE/MS, Igor Bueno, lembrou que as seleções regionais estão terminando. A próxima etapa será no Sul, nos dias 06 e 07 de outubro, em Curitiba. Com isso, até 15 equipes serão classificadas para a fase nacional, prevista para início de dezembro.   

Igor Bueno ressaltou que o Hackathon oferece capacitação e oportunidades de desenvolvimento às startups participantes. Segundo ele, a iniciativa aproxima as empresas dos desafios dos hospitais e do SUS, além de reduzir a distância entre a produção acadêmica e as necessidades cotidianas dos serviços de saúde. “A combinação entre a demanda do sistema e o apoio às startups pode contribuir para a criação de políticas públicas ainda mais eficientes”, afirmou.

O Hackathon SUS – Desafio Tecnológico conta com uma rede de parceiros, incluindo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), HU Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

SUS alcança mais de 1 milhão de crianças vacinadas com nova vacina contra doenças pneumocócicas

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Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho deste ano. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros (MG). Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite.

A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou o ministro da Saúde.

A Pneumo 20 oferece cobertura mais abrangente porque inclui também os sorotipos 3, 6A e 19A, associados à doença pneumocócica invasiva no Brasil, e protege contra a otite média, que pode causar complicações, incluindo perda auditiva.

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A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Além de proteger cada criança vacinada, a ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis.

Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período.

Como fica o esquema vacinal

Com a incorporação da Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas.

A vacinação será realizada da seguinte forma:

  • Crianças que estão iniciando o esquema: recebem a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias.
  • Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10: não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20.
  • Crianças que começaram o esquema com a Pneumo 13 ou a Pneumo 15 na rede privada: podem completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados.
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Após o término dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil serão realizadas com a Pneumo 20.

Pais e responsáveis devem manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. O histórico de vacinação também pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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