POLÍTICA
Wilson Santos reúne com Fávaro para discutir soluções das 2,5 mil famílias do Contorno Leste
POLÍTICA
O deputado estadual Wilson Santos (PSD), em articulação com lideranças políticas, assegurou aproximadamente R$ 30 milhões em emendas parlamentares para a aquisição de áreas ocupadas nos bairros Itacarambi, João Pinto e Raiz Petróleo, localizados no Contorno Leste de Cuiabá. A medida tem como objetivo beneficiar cerca de 2,5 mil famílias que residem na região e enfrentam prazo até 27 de outubro para a desocupação voluntária, conforme decisão judicial.
Wilson Santos esteve reunido, nesta segunda-feira (8), com o senador licenciado Carlos Fávaro (PSD), o vereador Marcrean Santos (PP) e a comissão de moradores do Contorno Leste para discutir soluções que evitem o desamparo as famílias. “Tratamos do andamento das emendas do Fávaro, no valor de R$ 18 milhões, destinadas à Prefeitura de Cuiabá para desapropriação da área. Quem visita o local percebe que já se tornou um grande bairro, com casas construídas e outras em fase de construção. Precisamos de alternativas para não deixar essas famílias sem moradia”, destacou.
Fávaro reforçou o compromisso com os recursos. “Acabamos de receber, no Senado, o calendário da Lei das Diretrizes Orçamentárias (LOA) de 2026, onde nós temos, como senador da República, do dia 1º a 20 de outubro, para cadastrar as emendas. Portanto, se o prefeito Abílio aceitar fazer a desapropriação, colocamos os R$ 18 milhões”, declarou o senador licenciado.
O vereador Marcrean Santos também confirmou a destinação de R$ 1 milhão em emendas. “Só tenho que agradecer ao deputado Wilson e ao senador Fávaro e dizer que tem 2,5 mil famílias precisando do nosso apoio. E estamos prontos para ajudar. O senador já disse que está disponível e outros representantes políticos já se disponibilizaram em ajudar e não há como desapropriar essas áreas para atender esses moradores que precisam tanto da sua moradia”, disse o parlamentar municipal.
Wilson Santos salienta que destinará o valor de R$ 3 milhões e que o senador Wellington Fagundes já sinalizou ter emendas livres para este ano, no valor entre R$ 5 milhões e R$ 8 milhões, e a vereadora por Cuiabá, Dra. Mara (Podemos) vai destinar R$ 1 milhão. “Em junho deste ano, me coloquei à disposição para mobilizar outros políticos para alcançar o valor total necessário para aquisição da área. E já alcançamos cerca de R$ 30 milhões. Sem contar que vamos apresentar uma emenda de R$ 100 milhões à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, na Assembleia Legislativa, para investimentos nas áreas social, de infraestrutura e habitação”, ressaltou o deputado.
Contorno Leste – A ocupação da área teve início em outubro de 2022, ganhou força e visibilidade no fim de janeiro de 2023 e, atualmente, estima-se que cerca de 2,5 mil famílias vivam na região.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
ALMT lança livro com indicadores climáticos e propostas para o futuro de Mato Grosso
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) lançou o livro Indicadores do Clima em Mato Grosso – Cenários da Crise Climática e a Formulação de Políticas Públicas na tarde desta segunda-feira (1º) A publicação é resultado dos trabalhos da Câmara Setorial Temática (CST) de Mudanças Climáticas, encerrada em 2025. A obra reúne estudos, diagnósticos e projeções sobre os impactos das mudanças climáticas no estado, além de apontar caminhos para a formulação de políticas públicas de mitigação e adaptação.
O deputado estadual Júlio Campos (União), que presidiu os trabalhos da câmara, destacou o caráter preventivo do documento. Segundo ele, o material foi construído com a participação de universidades, cientistas, órgãos públicos e organizações da sociedade civil.
“Estamos hoje publicando esse livro que mostra o cenário da situação que vai ocorrer a partir de agora, em especial a partir de 2030, quando haverá uma grande virada, com impacto no clima em todo o mundo e também em Mato Grosso”, afirmou o parlamentar. Campos também adiantou que pretende apresentar um projeto de lei para a implantação de um Plano Estadual de Mudanças Climáticas, como forma de iniciar um diálogo junto ao governo buscando a tomada de ações.
A secretária da CST e editora da obra, Juliana Arini, explicou que o objetivo é levar o debate para além dos espaços técnicos e aproximá-lo dos gestores municipais. “A proposta é tirar essa discussão da Assembleia e trazer para o gestor público, principalmente para prefeitos e vereadores, porque são eles que lidam diretamente com as consequências da crise climática”, destacou.
De acordo com Juliana Arini, o livro será distribuído aos 142 municípios mato-grossenses e às respectivas câmaras municipais. A publicação reúne, de forma acessível, o conteúdo debatido ao longo do funcionamento da Câmara Setorial. “Fizemos uma síntese das discussões para que o gestor público tenha acesso a esse conhecimento de forma facilitada, com uma linguagem menos técnica e mais compreensível”, explicou.
Entre os alertas apresentados na obra estão projeções de aumento das ondas de calor em todos os municípios do estado até 2030. “O calor a gente não tem como evitar, mas tem como mitigar. Precisamos discutir arborização urbana, transporte público climatizado e alternativas para proteger a população mais vulnerável”, observou Juliana.
A professora da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Carolina Joana da Silva, que participou da elaboração do material, ressaltou que a publicação reúne diferentes perspectivas sobre os impactos das mudanças climáticas nos biomas mato-grossenses. “É um documento que facilita a compreensão da população sobre um fenômeno global e mostra a necessidade de estarmos preparados para enfrentar essas mudanças. Isso demonstra o interesse da Assembleia Legislativa em discutir um tema importante para Mato Grosso e para o Brasil. É um material que reúne informações e alertas que precisam chegar à sociedade”, afirmou.
Já a suplente de deputada, Sheila Klener (PSDB), destacou que o estudo servirá como instrumento de apoio à tomada de decisões governamentais. “Essa publicação vai ajudar a preparar e desenvolver políticas públicas para enfrentar as mudanças climáticas, que estão cada vez mais perceptíveis no nosso dia a dia”, avaliou a geóloga, servidora da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). “Mato Grosso não tem o mesmo nível de emissão de CO₂ de estados mais industrializados, mas nós temos o desmatamento e a pecuária como fatores que precisam ser observados. As pessoas precisam entender que sem floresta e sem água não haverá produção”, alertou.
Durante o lançamento, os participantes reforçaram a importância da preservação ambiental, da proteção das nascentes e da adoção de estratégias de adaptação para enfrentar desafios como o aumento das temperaturas, períodos prolongados de seca e a pressão sobre os recursos hídricos. O livro apresenta indicadores climáticos, mapas e diagnósticos que poderão subsidiar ações de planejamento em diferentes áreas.
Fonte: ALMT – MT
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