POLÍTICA
Wilson Santos e Flávia Moretti discutem viabilização de recursos para Várzea Grande e o impacto de hidrelétricas no rio Cuiabá
POLÍTICA
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), recebeu o deputado estadual Wilson Santos (PSD) e o vereador Charles da Educação (União) para tratarem sobre as principais demandas do município, nesta segunda-feira (14), no Palácio Júlio Domingos Campos, sede do Executivo municipal. Os secretários municipais de Governo e de Desenvolvimento Econômico da Cidade Industrial, Benedito Lucas Miranda e Samir Katumata, e a presidente da Associação de Segmento de Pesca de Mato Grosso (ASP), Nilma Silva, também participaram da reunião.
A concessão do Departamento de Água e Esgoto (DAE) foi um dos assuntos tratados. Recentemente, a prefeitura contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para realizar estudos sobre o sistema de abastecimento e saneamento básico na cidade. Para o parlamentar, a medida representa um importante avanço, embora o processo exija tempo e enfrentamento de desafios estruturais.
“A questão da água é séria. Eu, quando inaugurei a ETA (Estação de Tratamento de Água) Tijucal, achei que ia resolver o problema da água de Cuiabá. Essa questão da água e esgoto é lenta. Começando agora, bem certo que a comemoração ocorrerá no último ano de gestão. Não é fácil. Tem a captação, tratamento, o reservatório e a distribuição”, explica Wilson, que foi prefeito do capital entre 2005 a 2010.
Moretti se reuniu há cerca de um mês no Colégio de Líderes com os deputados estaduais, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), reforçou a necessidade do apoio com recursos financeiros para atender as áreas prioritárias que necessitam de melhorias, como o caso do abastecimento de água, em que muitas famílias passam semanas e, até meses, sem água nas torneiras.
“A prefeita pode contar com o nosso apoio, vamos alinhar e definir com os demais colegas parlamentares as prioridades desta gestão quanto ao aporte financeiro, não só para atender o abastecimento de água, que é um grande problema que interfere no dia-a-dia e na qualidade de vida do cidadão, como nas áreas da saúde e infraestrutura”, disse Santos.
Outro assunto debatido foram os impactos irreversíveis que seriam causados com a possível implantação das hidrelétricas no rio Cuiabá e que, também, pode impactar o distrito de Passagem da Conceição, considerado um patrimônio histórico mato-grossense. O lugar é atualmente um atrativo turístico de Várzea Grande para visitantes que desejam apreciar as paisagens do rio e degustar a culinária com as mais diferentes espécies de peixe.
“Vamos encaminhar um estudo para a prefeita, que já se posicionou ser contra estes tipos de projeto que impactam o meio ambiente e ferem a dignidade humana. Nós temos muita preocupação, pois desde 2019 querem instalar hidrelétricas no rio Cuiabá. É uma cortina de fumaça, estamos amarrados no STF (Supremo Tribunal Federal). A população e os poderes executivos e legislativos de Cuiabá e Várzea Grande precisam se levantar contra essas construções. Precisamos de uma grande mobilização para evitarmos danos irreversíveis ao meio ambiente e com impactos também no campo social”, declarou a presidente da ASP, Nilma Silva.
Além de tratar sobre o DAE e os impactos de hidrelétricas no rio Cuiabá, Wilson Santos também tratou de assuntos relacionados à saúde do município e destinação de emendas para a área da educação. “Várias vezes, encontrei o deputado Wilson Santos e defendendo a importância sobre a conservação do nosso rio Cuiabá. Podem ter certeza que a prefeitura de Várzea Grande e a Câmara Municipal vão acompanhar essa luta sobre o rio Cuiabá e a defesa ao nosso meio ambiente. E quero agradecer essa visita e por estar colaborando com as emendas na nossa caminhada em Várzea Grande. Obrigada”, finalizou a prefeita Moretti.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
Deputado Valmir Moretto defende a prorrogação do Feef para garantir R$ 350 milhões à saúde de Mato Grosso
O deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) defendeu, em pronunciamento durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), desta quarta- feira (17), a celeridade até 30 de junho de 2029, na votação do Projeto de Lei nº 386/2026, que prorroga o Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (Feef).
O parlamentar ressaltou que a medida é uma política de continuidade, essencial para assegurar que empresas beneficiárias de incentivos fiscais mantenham sua contrapartida ao Estado. Moretto enfatizou que o projeto não cria novos impostos nem aumenta a carga tributária para a população, sendo um mecanismo vital de financiamento para a saúde pública mato-grossense.
Atualmente, o Feef garante um aporte mensal de R$ 7 milhões, totalizando R$ 84 milhões anuais destinados integralmente à rede pública. Segundo o deputado, a interrupção dessa política significaria uma perda superior a R$ 350 milhões até 2029, impactando diretamente 142 municípios. “Não podemos permitir que a saúde de Mato Grosso perca esse recurso. São verbas que já sustentam hospitais filantrópicos, clínicas de hemodiálise e a atenção básica, e retirá-las agora causaria um prejuízo irreparável ao atendimento da nossa população”, alertou Moretto.
A estrutura de distribuição do fundo é estratégica e focada em resultados: 64% do montante é direcionado aos hospitais filantrópicos, 20% ao serviço de hemodiálise e 16% à atenção básica. Entre as instituições que dependem diretamente desses recursos estão unidades de referência como o Hospital Geral de Cuiabá, o Hospital de Câncer de Mato Grosso, a Santa Casa de Rondonópolis e o Hospital Santo Antônio de Sinop, além de outras 11 clínicas de hemodiálise que atendem mais de 3,6 milhões de habitantes pelo SUS.
Ao concluir, o deputado fez um apelo aos seus pares nas comissões parlamentares para que o projeto seja apreciado e votado com urgência, garantindo a estabilidade financeira necessária durante a transição da Reforma Tributária. Para Moretto, a manutenção do Feef é um ato de responsabilidade social, fundamental para evitar que a rede hospitalar sofra uma redução crítica em sua capacidade de atendimento e para assegurar a continuidade dos serviços que salvam vidas em todas as regiões do Estado.
Fonte: ALMT – MT
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