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Valdir Barranco exige transparência sobre obras da BR-163/364 e BR-070 e cobra envio de documentos

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O deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (25) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o Requerimento nº 100/2026, por meio do qual exige o envio integral de toda a documentação relativa às contratações, execução e pagamentos vinculados às obras da BR-163/364 e da BR-070. O pedido foi encaminhado ao governador Mauro Mendes, ao secretário-chefe da Casa Civil Fábio Garcia, ao procurador-geral do Estado Francisco de Assis da Silva Lopes, ao presidente da MT Participações e Projetos S.A. (MTPAR), Wener Santos, e à Nova Rota do Oeste S.A.. O prazo fixado é constitucional e improrrogável: 30 dias para que toda a documentação seja entregue de forma digitalizada, organizada e certificada quanto à completude.

As obras estão sendo executadas após articulação institucional junto ao governo do presidente Lula, que viabilizou empréstimo superior a R$ 5 bilhões para garantir a duplicação da BR-163 e a retomada de intervenções estruturantes nas rodovias federais que cortam Mato Grosso.

A BR-163 é considerada um dos principais corredores logísticos do país, responsável pelo escoamento de milhões de toneladas de grãos todos os anos. Mato Grosso responde por cerca de 30% da produção nacional de soja e milho, e mais de 70% dessa produção depende do transporte rodoviário, o que amplia a relevância estratégica e o volume financeiro envolvido nos contratos de infraestrutura.

No requerimento, Barranco exige cópia integral do procedimento licitatório ou processo administrativo de contratação, nos termos da Lei nº 14.133/2021, incluindo Estudo Técnico Preliminar, Termo de Referência ou Projeto Básico, Matriz de Riscos, Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Financeira, modelagem econômico-financeira, edital completo e anexos, atas das sessões públicas, propostas apresentadas, documentação de habilitação, relatórios e pareceres da comissão de licitação, parecer jurídico prévio obrigatório, pareceres técnicos, despacho de adjudicação, ato de homologação, publicações oficiais, registro no Portal Nacional de Contratações Públicas e eventual justificativa de dispensa ou inexigibilidade, se houver. Também são solicitados contratos firmados, termos aditivos, apostilamentos, termos de reequilíbrio econômico-financeiro, garantias contratuais, seguros obrigatórios e a matriz de riscos contratual definitiva.

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O parlamentar requer ainda toda a documentação referente à execução contratual, como ordens de serviço, cronogramas físico-financeiros aprovados e suas revisões, planilhas de medições, relatórios de fiscalização, relatórios de auditoria interna, registros de ocorrências contratuais e eventual aplicação de penalidades. Na parte financeira, são exigidos demonstrativos de execução, notas fiscais, empenhos, liquidações, ordens bancárias, comprovantes de pagamento, relatórios contábeis vinculados, reprogramações financeiras e demonstrativos de compensações tributárias, se existentes. O pedido também abrange pareceres da Procuradoria-Geral do Estado, manifestações da Controladoria-Geral do Estado, atos do Tribunal de Contas relacionados ao objeto, atas de reuniões deliberativas, relatórios de conformidade, avaliações de risco institucional e declaração formal certificando que os documentos encaminhados correspondem à integralidade dos atos administrativos praticados.

Ao justificar a medida, Barranco afirmou que o requerimento é uma reiteração formal diante do não atendimento material de solicitação anterior. Segundo ele, a resposta encaminhada ao Parlamento teria sido meramente narrativa, sem apresentação da documentação solicitada, e acompanhada de sugestão para que a Assembleia buscasse informações junto a outros órgãos de fiscalização.

“Não estamos pedindo favor. Estamos exercendo uma prerrogativa constitucional do Parlamento. O que queremos é simples: todos os documentos, completos, organizados e certificados. Não aceitaremos resposta narrativa, genérica ou tentativa de transferir responsabilidade para outros órgãos”, declarou.

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O deputado foi ainda mais incisivo ao rebater a orientação de que o Legislativo deveria recorrer a outras instituições. “É inaceitável que se tente dizer ao Parlamento onde deve buscar informações. A Assembleia tem competência própria, autônoma e indelegável para fiscalizar. Não serão os requeridos que dirão o que, como e quando o Parlamento deve agir. Transparência não é opção, é obrigação”, afirmou. Ele ressaltou que a Constituição Federal, a Constituição do Estado de Mato Grosso e o Regimento Interno da ALMT asseguram o poder de requisição de informações e documentos, e que o Tribunal de Contas atua como órgão auxiliar do Legislativo, não podendo substituir o dever de prestar contas diretamente ao Parlamento.

Barranco também alertou que o não atendimento no prazo legal, a recusa injustificada ou o envio incompleto da documentação poderá configurar descumprimento do dever constitucional de prestar informações, com possibilidade de responsabilização nos termos do artigo 28 da Constituição estadual, além de eventual enquadramento por crime de responsabilidade ou ato de improbidade administrativa.

“Estamos falando de um investimento superior a R$ 5 bilhões em rodovias que sustentam a economia do nosso Estado e do Brasil. O povo mato-grossense tem o direito de saber, com absoluta transparência, como cada centavo está sendo aplicado nas obras da BR-163, da BR-364 e da BR-070. Se for necessário, adotaremos todas as medidas cabíveis. O Parlamento de Mato Grosso não será desrespeitado”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

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Lúdio apresenta projetos para fortalecer Código Ambiental de Mato Grosso

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Na Semana do Meio Ambiente, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) apresentou um pacote de seis projetos de lei para melhorar a preservação ambiental em Mato Grosso, incluindo avanços no Código Ambiental do Estado. As propostas foram apresentadas na sessão desta quarta-feira (3), e tratam da educação ambiental, da garantia de audiência pública para ouvir as populações afetadas por grandes empreendimentos, da vacinação de animais domésticos, da proteção e resgate de animais silvestres, da preservação das estradas-parque, e de enfrentamento à emergência climática.

“Estou apresentando esse conjunto de projetos para fortalecer a legislação ambiental em Mato Grosso. Nosso estado tem uma riqueza natural imensa, com três biomas, Cerrado, Amazônia e Pantanal, grande biodiversidade de espécies de animais e plantas, e é muito importante que o nosso Código Ambiental consiga ter leis que garantam a proteção da natureza, em especial para enfrentarmos os efeitos das mudanças climáticas”, disse Lúdio.

O Projeto de Lei Complementar (PLC) 36/2026 amplia a proteção da fauna silvestre e define medidas para enfrentar os impactos de incêndios florestais e eventos climáticos extremos sobre a biodiversidade, consequências das mudanças climáticas. A proposta de Lúdio é ampliar a proteção já existente para enfrentar problemas graves como o tráfico de animais, a perda da biodiversidade e os impactos decorrentes de incêndios florestais e secas extremas. Ele prevê que o Estado faça ações permanentes de proteção da fauna, com resgate, atendimento emergencial, triagem, reabilitação e reintegração de animais silvestres, além da recuperação de áreas essenciais à sobrevivência de espécies afetadas.

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Outra proposta, o PLC 40/2026 garante a realização de audiência pública para garantir a participação das populações afetadas no licenciamento dos empreendimentos que causam grande impacto ambiental. Lúdio propõe que as audiências sejam realizadas em local acessível à população afetada e, se necessário, que haja mais de uma audiência. O deputado propõe ainda que hajam mecanismos adequados de participação nos casos envolvendo comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, pantaneiras ou demais comunidades tradicionais, respeitadas as normas específicas e tratados internacionais.

O Projeto de Lei nº 720/2026 incentiva o turismo sustentável nas estradas-parque e proíbe o uso como corredor logístico ou via de escoamento intensivo. A proposta visa garantir a proteção dos animais e preservar a paisagem. Lúdio propõe a implantação de infraestrutura de baixo impacto ambiental, como mirantes, pontos de observação, áreas de parada e estruturas de apoio ao visitante, além de incentivar a pesquisa científica, ações de educação ambiental, observação de aves (birdwatching), avistamento de fauna e fotografia de natureza. Prevê ainda apoio à capacitação e valorização de guias locais e iniciativas comunitárias relacionadas ao turismo de natureza.

“É importante destacar que o projeto não impede intervenções necessárias à manutenção, segurança ou funcionamento das Estradas-Parque, tampouco cria vedação à circulação de veículos. O objetivo é assegurar que a utilização dessas vias permaneça compatível com sua finalidade”, explica Lúdio, na justificativa do projeto.

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Para Lúdio, a educação ambiental deve ser política permanente. No PLC 37/2026, o deputado busca ampliar conscientização da sociedade sobre temas ambientais relevantes à realidade mato-grossense com incentivo a práticas sustentáveis nas escolas públicas estaduais e valorização dos espaços naturais como instrumentos de conscientização ambiental. O texto prevê campanhas, programas e atividades sobre prevenção de queimadas, proteção da fauna, recursos hídricos, mudanças climáticas, resíduos sólidos e conservação da vegetação nativa.

O PLC 39/2026 trata da prevenção da transmissão de doenças entre animais domésticos e espécies da fauna nativa, por meio de programas de vacinação de animais domésticos em áreas rurais e ambientalmente sensíveis, em parceria com os municípios e entidades. O objetivo é proteger os animais silvestres, conservar a biodiversidade e promover a saúde e segurança das famílias que vivem no campo.

Lúdio apresentou ainda o PLC 38/2026, que atualiza os princípios da Política Estadual do Meio Ambiente, adequando a legislação estadual aos atuais desafios ambientais e sociais enfrentados pelo Estado. O projeto foca na proteção dos biomas mato-grossenses, enfrentamento das mudanças climáticas, desenvolvimento sustentável e ampliação da participação da sociedade nas políticas ambientais.

Além desse pacote de projetos, Lúdio propôs também a realização de uma audiência pública para debater a legislação ambiental em Mato Grosso, que será no dia 25 de junho, a partir das 9h, na Assembleia Legislativa.

Fonte: ALMT – MT

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