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Rondonópolis terá unidade oncológica nos moldes do Hospital de Amor, de Barretos

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Em duas sessões extraordinárias nesta quarta-feira (7), os deputados aprovaram, em primeira e segunda votações, o Projeto de Lei 764/2025, de autoria do Executivo, que altera a Lei 12.794, de 24 de janeiro de 2025, que “autoriza o chefe do Poder Executivo a firmar instrumento para implementação de uma unidade de saúde da rede estadual no município de Rondonópolis, com padrões semelhantes aos do Hospital do Amor do município de Barretos-São Paulo.

Pela modificação, conforme o artigo 1º, “fica autorizada a transferência de recursos financeiros do Estado, por meio da Secretaria de Saúde, para a Fundação Pio XII, organização de sociedade civil, CNPJ 49.150.352/0001-12, bem como a sua filial, Fundação Pio XII, organização da sociedade civil, CNPJ 49.150.352/0033-08, destinados à implementação, no Estado de Mato Grosso, de uma unidade de saúde da rede estadual no município de Rondonópolis, com padrões semelhantes do Hospital de Amor, do município de Barretos-SP”.

O PL 764/2025 foi aprovado por unanimidade e vai garantir para o município de Rondonópolis uma unidade hospitalar para atender pacientes de 19 cidades da região sudeste de Mato Grosso, numa parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Rondonópolis.

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O Hospital de Amor, de Barretos, é uma instituição filantrópica que atende a população de forma gratuita, especialmente no tratamento do câncer, sendo uma referência em oncologia no Brasil e na América Latina. O Governo do Estado vai destinar R$ 43 milhões para a construção da unidade hospitalar que será em uma área de dois hectares doada pela Prefeitura de Rondonópolis.

Conforme o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), “isso foi uma pauta que passou na Assembleia, tinha sido votada por se tratar de uma pauta importante. Você falar de tratamento de câncer é algo que tem crescido muito no nosso Estado, no mundo como um todo. E nós precisamos dar cada vez mais opção para o cidadão mato-grossense”, disse.

“Principalmente a população que não tem condição de fazer o seu tratamento, de ter um tratamento público, gratuito e próximo da sua casa quando possível. Então, é um avanço grande. Rondonópolis merece esse hospital”, destacou o presidente após a votação do projeto de lei.

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Segundo o presidente da Assembleia Legislativa, a votação foi necessária por conta da necessidade de mudança do CNPJ. “Nós estávamos com uma dificuldade no CNPJ. Isso estava travando. Conseguimos hoje fazer, fizemos duas sessões a mais para que pudéssemos aprovar e resolver. Agora vamos dar sequência nessa obra tão importante para a região”, completou Russi.

Fonte: ALMT – MT

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CPI da Saúde ouve procurador-geral do Estado para esclarecer contratos emergenciais e pagamentos indenizatórios

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizará, nesta quarta-feira (17), às 14h, a 12ª reunião ordinária com a oitiva do procurador-geral do Estado, Francisco Assis Lopes. A convocação foi confirmada após o adiamento de agendas anteriores e integra a fase de aprofundamento das investigações sobre contratações emergenciais e pagamentos indenizatórios realizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre os anos de 2019 e 2023.

O presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos (PSD), considera o depoimento estratégico para o andamento dos trabalhos, uma vez que Francisco homologou pareceres jurídicos relacionados a processos administrativos da SES durante o período investigado, elaborados pelo procurador Felippe Tomaz Borges, sendo que este já depôs à comissão no dia 27 de maio. Por meio dele, as informações prestadas abriram novos desdobramentos sobre a aplicação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 001/2019, firmado entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual (MPE).

O TAC tinha como uma de suas principais finalidades reduzir e gradativamente extinguir a prática dos pagamentos indenizatórios, mecanismo utilizado para remunerar fornecedores sem a formalização prévia dos procedimentos licitatórios ou contratuais adequados. Contudo, conforme apontam as investigações, a prática continuou sendo adotada pela SES mesmo após a pandemia da Covid-19 e o encerramento do período de calamidade pública.

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“A CPI seguirá avançando de forma gradual e responsável. O TAC foi assinado pela SES junto ao Ministério Público Estadual. Tinha vários objetivos e um deles era colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. E aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações, evita usar o instituto da dispensa de licitação e vai direto ao pagamento por indenização”, afirmou Wilson Santos.

Com o depoimento do procurador-geral, os parlamentares pretendem esclarecer os fundamentos jurídicos que respaldaram os pareceres emitidos pela PGE, além de compreender de que forma as orientações jurídicas influenciaram a adoção e a continuidade das contratações emergenciais e dos pagamentos indenizatórios ao longo dos últimos anos.

A expectativa da comissão é reunir novos elementos para avaliar a legalidade, a excepcionalidade e a permanência desses procedimentos administrativos, especialmente após o fim das medidas emergenciais adotadas durante a pandemia.

Serviço

Evento: 12ª reunião da CPI da Saúde

Data: 17 de junho de 2026

Horário: 14h

Local: Sala de Comissões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso

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Fonte: ALMT – MT

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