CUIABÁ
Search
Close this search box.

POLÍTICA

Programa Palavra Literária estreia quarta temporada neste sábado (24)

Publicado em

POLÍTICA

A quarta temporada do programa Palavra Literária, idealizado pela Secretaria de Comunicação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (Secom), estreia neste sábado (24), às 12h30 e reprise às 20h30, na TV Assembleia (TVAL) – nos canais 30.1 e 30.2 e interior de Mato Grosso pela frequência 9.2.É possível também ao telespectador acompanhar a programação da TV Assembleia pela internet, através do canal youtube.com/tvassembleiamt .

Nesta edição, os episódios foram pensados a partir de uma parceria com a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e com a participação de 23 escritores que fazem parte do universo literário mato-grossense.

Na abertura dessa temporada, a professora, escritora e poeta Irene Severina Rezende conta sobre sua trajetória no mundo literário. Desde os dez anos de idade lê Machado de Assis e escreve poesias. De um perfil simples e com riqueza na linguagem, a escritora, nascida em Goiânia (Goiás) e criada em Alto Araguaia (MT), diz que a literatura humaniza as pessoas.

“Considero as disciplinas de Literatura, Filosofia e História as mais importantes na grade curricular. A medida que você vai lendo os grandes clássicos, deixa de ser tão materialista. E é aí que entra a literatura, abrindo espaço para as pessoas se conhecerem”, contou Irene. 

A primeira obra da professora aposentada pela Unemat foi o livro “Prolongamento”, que conta a história de sua família. Sua tese de doutorado também rendeu um livro: “O Fantástico: no contexto sociocultural do século XX”. Em seguida, lançou a obra literária “Páginas Rendadas”. Em 2016 publicou “No chão do Araguaia, li meu mundo”, que ganhou um prêmio de literatura em Mato Grosso. Irene publicou também “O Sertão é a poesia bruta”, e seu sexto e último livro: “As Varandas de Quimeras”.

Leia Também:  Audiência pública apresenta diagnóstico técnico e define encaminhamentos para Reserva Guariba-Roosevelt

Desde 2014, a Unemat oferece o Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários (PPGEL), no campus universitário de Tangará da Serra. Uma proposta curricular que fortalece as bases científica, tecnológica e de inovação na região, que busca minimizar o desequilíbrio no desenvolvimento acadêmico na região Centro-Oeste e prioriza a formação de docentes para todos os níveis de ensino.

Segundo o assessor de Gestão de Formação da Pró-reitora de Ensino de Graduação da Unemat, professor José Ricardo Menacho, essa parceria com a ALMT busca contribuir para a promoção de cidadania, construída a partir da parceria com a Universidade do Estado de Mato Grosso ao mesmo tempo em que valoriza a cultura mato-grossense e lança um convite à comunidade para que venha conhecer a universidade e seus projetos.

O secretário-adjunto da Secretaria de Comunicação da ALMT, Everaldo Jota, explica que desde sua concepção, o Palavra Literária tem o objetivo de fomentar a cultura e por meio da visibilidade aos escritores e escritoras locais e suas obras. “O programa [Palavra Literária] se consagra como importante instrumento de fomento à cultura e, além disso, permite que ações conjuntas, como a parceria com a Unemat, leve à comunidade tudo aquilo que o universo acadêmico pode proporcionar”, destaca.

Leia Também:  Proposta de criação de carteirinha para pacientes de cannabis medicinal tramita na ALMT

Quarta temporada

O Palavra Literária é um programa de incentivo à literatura e vai ao encontro do principal papel da TVAL, de ser uma TV pública que fomenta a cultura nas suas mais diversas formas.  Mais 22 escritores renomados em Mato Grosso participam da quarta edição do programa: Simone Padilha e Marta Cocco, Matheus Antunes, Mirela Duarte e Julia Gahyva, Honório Galvão [participação do professor Edson Flávio], Mário Cezar Leite [participação da professora Marli Walker], Stéfanie Sande [participação ad professora Marinei Almeida], Jander Ruela Pereira [participação da professora Marta Coco], Wanderson Lana [participação do professor Agnaldo Rodrigues], Klaus Henrique Santos [participação do professor Edson Flávio], Sela Arcada (Danilo Fochesatto e Lorenzo Falcão), Vinícius Dallagnol [participação do professor Agnaldo Rodrigues], Edson Flávio, Luciene Carvalho, Agnaldo Rodrigues, Isaac Ramos, Everton Barbosa, Odair José da Silva, Juliano Moreno, José Ricardo Menacho, Vera Lucia Maquêa, Tatiane Silva Santos, Lupita Amorim e Wandeir Maurício, e Joe Sales – participação da professora Marinei Almeida. 


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: [email protected]


Fonte: ALMT – MT

Propaganda

POLÍTICA

Mulheres na ALMT: trajetória iniciada há quase sete décadas ganha novo capítulo

Publicados

em

Vera Lúcia Araújo - Verinha -15ª Legislatura (2003-2017).

Vera Lúcia Araújo – Verinha -15ª Legislatura (2003-2017).

Foto: Helder Faria

Teté Bezerra -17ª Legislatura (2011-2015).

Teté Bezerra -17ª Legislatura (2011-2015).

Foto: Helder Faria

A participação feminina na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) atravessa quase sete décadas desde a eleição de Oliva Enciso, em 1958. No último domingo (4), essa história ganhou um novo capítulo com a eleição de Samantha do Abilio (PL) e Alessandra Ferreira (Podemos), que ocuparão duas das 24 cadeiras da Casa a partir de 2027.

Oliva foi a primeira mulher eleita deputada estadual em Mato Grosso, 26 anos depois da conquista do direito ao voto feminino no Brasil. Professora, atuou na educação e na assistência social e também foi vereadora de Campo Grande antes de chegar à Assembleia para a 4ª Legislatura, entre 1959 e 1963, quando Mato Grosso ainda não havia sido dividido.

A historiadora Dejenana Keila Oliveira Campos explica que a participação institucional das mulheres na política mato-grossense começou a ganhar espaço ainda nas décadas de 1920 e 1930, influenciada pela luta e conquistas dos direitos sociais e políticos. Em Mato Grosso, organizações de mulheres, a educação e a imprensa contribuíram para ampliar a presença feminina na vida pública.

A conquista do direito ao voto, porém, não significou acesso imediato aos cargos eletivos. Dejenana aponta que a estrutura política estadual foi historicamente marcada pelo coronelismo, pelas relações familiares e por uma organização patriarcal. Enquanto os homens tiveram o acesso à política tratado como algo natural, as mulheres precisaram construir reconhecimento público por outros caminhos, como a educação, a escrita e a atuação social.

A coordenadora do Núcleo de Estudos sobre a Mulher e as Relações de Gênero da Universidade Federal de Mato Grosso (Nuepom-UFMT), Madalena Rodrigues, também relaciona a baixa representação feminina às estruturas sociais construídas historicamente. “A política de Mato Grosso é uma política patriarcal, cercada pelos homens”, afirma. Segundo ela, as barreiras estão relacionadas não apenas ao gênero, mas também à classe e à raça.

Diferentes caminhos — Ao longo das décadas, as mulheres chegaram à política por diferentes trajetórias. Dejenana aponta que, em Mato Grosso, uma delas foi o capital político familiar, com candidaturas construídas a partir da trajetória de pais, maridos ou outros homens da família. Educação, movimentos sociais e sindicais, atuação profissional e mandatos municipais também se consolidaram como portas de entrada.

Leia Também:  Audiência pública apresenta diagnóstico técnico e define encaminhamentos para Reserva Guariba-Roosevelt

A ex-deputada estadual Vera Araújo, a Verinha, percorreu uma trajetória ligada à educação e ao movimento sindical. Professora e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), foi eleita vereadora de Cuiabá em 2000 e, dois anos depois, conquistou uma cadeira na ALMT, sendo a única mulher entre os 24 deputados estaduais eleitos.

Verinha relata que ocupar um espaço predominantemente masculino significava conviver com cobranças sobre sua capacidade. “Se você faz essa opção, essa decisão de disputar o poder, você tem que provar que você dá conta, que você é competente. Senão eles vêm, dizem: ‘Ah, não deu conta porque é mulher’”, afirma.

Mãe de três filhos, ela também se preocupava que algum problema familiar fosse relacionado à decisão de estar na política. “Eu sempre me preocupei muito com isso, porque eu percebo que, quando a mulher faz essa disputa de poder, ela acaba carregando com ela essa culpa de que nada dê errado com seus filhos, com a sua casa, com a sua família. Porque, se alguma coisa dá errado, ela vai ser culpada porque saiu para o espaço público”, relata.

Mesmo dividindo os cuidados com os filhos e as tarefas domésticas com o companheiro, Verinha afirma que a preocupação permanecia. “Quando a mulher faz essa opção de sair para disputa do espaço de poder, ela acaba sendo responsabilizada duplamente”, acrescenta.

Registros produzidos durante o mandato mostram iniciativas em áreas como educação, saúde e fiscalização do poder público. Entre elas estão a legislação relacionada ao tempo de espera em filas de bancos, uma proposta de combate ao nepotismo e a lei que instituiu o Dia Estadual de Controle à Anemia Falciforme. Outra proposta que se tornou lei instituiu a meia-entrada para professores da rede pública estadual em estabelecimentos de lazer, entretenimento e difusão cultural.

Da candidatura à permanência — A cientista política Christiany Fonseca avalia que a maioria feminina no eleitorado não se transforma automaticamente em presença equivalente nos espaços de representação. O caminho até o mandato envolve acesso aos partidos, recursos de campanha, redes políticas, apoio e condições efetivas de competição. “É preciso conseguir entrar, competir, vencer e depois permanecer na política”, resume.

Leia Também:  Deputado Barranco comemora decisão judicial que garante retorno de servidores da Empaer

Para Christiany, analisar apenas o número de candidaturas não é suficiente, pois estar registrada na disputa não significa necessariamente ser tratada pelo partido como uma candidatura prioritária e competitiva. A divisão das responsabilidades de cuidado, a disponibilidade de tempo e as redes construídas ao longo da trajetória também interferem nesse processo.

Nas eleições gerais de 2026, as mulheres corresponderam a 34% das candidaturas registradas em Mato Grosso, mesmo percentual de 2022. Entre as 24 cadeiras da próxima legislatura estadual, duas serão ocupadas por mulheres.

A eleição de Samantha do Abilio e Alessandra Ferreira ocorre 16 anos depois do último pleito em que duas mulheres foram eleitas simultaneamente para mandatos titulares na ALMT. Em 2010, Luciane Bezerra e Teté Bezerra foram escolhidas para a 17ª Legislatura, entre 2011 e 2015.

Quase sete décadas depois da eleição de Oliva Enciso, a chegada de Samantha e Alessandra acrescenta um novo capítulo a uma trajetória marcada pela ampliação das formas de participação feminina e pela permanência do debate sobre acesso, condições de disputa e presença das mulheres nos espaços de poder.

Mulheres que ocuparam cadeiras na ALMT

4ª Legislatura (1959–1963)
Oliva Enciso

9ª Legislatura (1979–1983)
Sarita Baracat

11ª Legislatura (1987–1991)
Thaís Bérgo Duarte Barbosa

12ª, 13ª e 14ª Legislaturas (1991–2003)
Serys Slhessarenko

12ª Legislatura (1991–1995)
Malba Varjão — suplente

13ª Legislatura (1995–1999)
Zilda Pereira Leite — suplente

15ª Legislatura (2003–2007)
Vera Lúcia Araújo
Ana Carla Muniz

16ª Legislatura (2007–2011)
Chica Nunes
Vilma Moreira — suplente

17ª Legislatura (2011–2015)
Luciane Bezerra
Teté Bezerra

18ª, 19ª e 20ª Legislaturas (2015-2027)

Janaina Riva

20ª Legislatura (2023–2027)
Marildes Ferreira — suplente
Profa. Graciele (Graciele Marques dos Santos) — suplente
Valdeníria Dutra — suplente
Sheila Klener — suplente
Sandy de Paula — suplente
Priscila Dourado — suplente

Edna Sampaio — suplente
Eliane Xunakalo — suplente e primeira mulher indígena a assumir temporariamente uma cadeira na história da ALMT.

*Os períodos indicados correspondem às legislaturas, não necessariamente ao tempo de exercício de cada parlamentar.

Fonte: ALMT – MT

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA