POLÍTICA
Parlamento coloca em pauta o Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca
POLÍTICA
Foto: PUBLICIDADE / ALMT
Incentivar a produção literária local, criar e conservar espaços para fomentar a leitura e aproximar livro da população são iniciativas que requerem o planejamento e a execução de políticas públicas, previstas no Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (PELLLB). A iniciativa do governo do estado chegou à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) por meio da Mensagem 06/2022 em janeiro deste ano. Nesta terça-feira (19), uma audiência pública vai ouvir a comunidade para debater e colher contribuições para a proposta em tramitação por meio do Projeto de Lei 32/2022.
Apesar de chegar este ano à Casa Legislativa, o PELLLB começou a ser elaborado em 2011, por representantes da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e membros da cadeia criativa, produtiva e mediadora do livro.
De acordo com a coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, Waldineia Ribeiro de Almeida, o plano foi uma construção participativa realizada por um grupo de trabalho por meio de consulta pública e escuta social no período de 10 anos. “O Plano garantirá incentivos e contempla todo o segmento do livro, fomentando a criação, produção e economia do mercado editorial, além de estimular o crescimento da cadeia mediadora por meio de formação e consequentemente incentivar a formação de leitores”, explica.
O deputado estadual Allan Kardec (PSB), autor da convocação da audiência pública que será realizada na Assembleia, defende que o PELLLB vai viabilizar investimentos num dos segmentos mais importantes da cultura e da educação. “A audiência pública vai ampliar o debate e permitir a participação e contribuição das pessoas envolvidas nesta área”.
Waldineia de Almeida destaca a importância da audiência para ampliar o debate. “o Plano é um instrumento legal que traz estratégias para sistematizar o ciclo do livro no estado e vai impactar todos os mato-grossenses. Trata-se de um documento construído de forma democrática e por isso é importante a participação da sociedade como um todo”.
Maria Tereza Carracedo, proprietária da primeira editora privada de Mato Grosso e integrante do grupo de trabalho como representante da cadeira produtora, explica que o PELLLB deverá viabilizar um setor que, sem o apoio de políticas públicas, não consegue levar seus produtos até o mercado consumidor. “O livro, além de um produto cultural, é um produto mercadológico que precisa do consumo para fomentar a cadeia. Atualmente, apesar da qualidade de nossos conteúdos, grande parte das obras não paga o custo da publicação”.
De acordo com Maria Tereza, os editais públicos para garantir a presença dos livros locais nas bibliotecas públicas e escolas dão dinamismo de compra aos produtos e asseguram o trabalho de todos os integrantes da cadeia produtiva.
Em Mato Grosso, atualmente existem 167 bibliotecas constituídas, sendo 143 públicas, 18 comunitárias, quatro infantis e dois containers.
Lei do livro – Em 2013, a Assembleia Legislativa propôs e o governo do estado aprovou a Lei 9.940/2013, que regulamentou uma série de ações e iniciativas para promoção e incentivo à leitura e o acesso ao livro e a apoiar a produção, a distribuição e a comercialização de livros. Além disso, já no texto ficou prevista, no artigo 4º, a elaboração do Plano Estadual do Livro e Leitura.
Em âmbito federal, em a Lei 13.696/ 2018 instituiu a Política Nacional do Livro e da Escrita, na qual foi recomendada a elaboração de planos nas esferas estadual e municipal.
POLÍTICA
Mato Grosso proíbe visitas íntimas a condenados por feminicídio, estupro e pedofilia
O Governo de Mato Grosso sancionou a Lei nº 13.283, de 14 de abril de 2026, que proíbe a realização de visitas íntimas para condenados por crimes de feminicídio, estupro e pedofilia, desde que haja sentença transitada em julgado. A norma, de autoria do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), foi publicada em edição extra do Diário Oficial e já está em vigor.
A nova legislação estabelece que a vedação se aplica exclusivamente aos detentos com condenação definitiva, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso judicial. A medida não interfere nas visitas sociais, que continuam sendo permitidas nos termos da Lei de Execução Penal. De acordo com o texto, considera-se visita íntima aquela realizada fora do alcance de monitoramento e vigilância dos servidores do sistema prisional, em ambiente reservado e sem a presença de terceiros.
A proposta busca reforçar o caráter punitivo e pedagógico da pena, além de contribuir para a segurança dentro das unidades prisionais. Entre os pontos elencados na justificativa do projeto estão os riscos associados à prática, como a entrada de objetos ilícitos, a disseminação de doenças e a facilitação de atividades criminosas no interior dos presídios.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) destacou que a sanção da lei, logo nos primeiros dias à frente do Executivo estadual, sinaliza o direcionamento da atual gestão no enfrentamento à criminalidade e no fortalecimento das políticas de segurança pública.
“A sanção desta lei reafirma o compromisso do Estado com o enfrentamento firme à violência e com a proteção da sociedade, especialmente das mulheres e das crianças. Estamos tratando de crimes graves, que exigem respostas claras do poder público. Essa medida também contribui para o fortalecimento da disciplina e da segurança no sistema penitenciário de Mato Grosso”, pontuou.
Autor da proposta, o deputado Eduardo Botelho avaliou que a iniciativa representa um avanço no enfrentamento à violência e na responsabilização de condenados por crimes graves.
“A visita íntima não é um direito absoluto do apenado. Estamos tratando de crimes extremamente graves, que violam direitos fundamentais, especialmente de mulheres e crianças. Essa medida fortalece o caráter punitivo da pena e corrige uma distorção, ao impedir que condenados por esse tipo de crime tenham acesso a um benefício que não condiz com a gravidade dos atos praticados”, argumentou o parlamentar.
Botelho acrescentou que a sanção da lei consolida o compromisso do Estado de Mato Grosso com o enfrentamento à violência e a adoção de medidas que ampliem a segurança e a efetividade do sistema prisional. O deputado ainda ressaltou que a legislação está alinhada a práticas adotadas em outros países e respeita a competência dos estados para regulamentar o sistema penitenciário, sem interferir na estrutura do Poder Executivo.
Fonte: ALMT – MT
-
CUIABÁ6 dias atrásFeira de adoção contará com 20 animais em busca de um lar no Parque Tia Nair
-
MATO GROSSO5 dias atrásPolícia Militar aumenta prisões por mandados e por tráfico de drogas em Mato Grosso em 2026
-
CUIABÁ6 dias atrásPrefeito participa da abertura do Rodeio Indoor e reforça programação especial de aniversário de Cuiabá
-
ESPORTES7 dias atrásAutomobilismo: piloto mato-grossense ganha reforço de peso e mira protagonismo na NASCAR Brasil 2026
-
CUIABÁ6 dias atrásCuiabá celebra 307 anos com público recorde e valorização cultural
-
CUIABÁ6 dias atrásPrefeitura de Cuiabá convoca 54 candidatos para diversos cargos na educação Municipal
-
CUIABÁ6 dias atrásPrefeitura de Cuiabá amplia equipes e tapa 2.400 buracos em 10 dias
-
POLÍCIA6 dias atrásForça Tática prende homem por tráfico ilícito de drogas em Campinápolis






