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Lavagem das escadarias da Igreja do Rosário pede paz entre as religiões

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Foto: Luiz Marchetti / Assembleia Social

O sábado (29) foi de valorização das tradições das religiões afrobrasileiras, de respeito entre as religiões, de reverência aos ancestrais e de homenagem ao santo negro São Benedito. Foi a 8ª edição da Lavagem das Escadarias da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito, na região central de Cuiabá. O tema deste ano foi “Energia Ancestral, Axé”, desejando, no vocabulário dos povos de terreiro, muitas energias boas e paz a todas as pessoas.

A Lavagem das Escadarias, ato cultural que consta do calendário oficial de Cuiabá desde 2018, não tem fins lucrativos e tem o objetivo de promover o respeito à diversidade cultural e racial, dizendo ‘não’ ao racismo e à intolerância religiosa.

O rito é uma forma de reivindicar a ocupação por pessoas pretas de um ambiente construído por mãos escravizadas. O ato cultural contou com cânticos, pontos religiosos, batuque, danças, água de cheiro, bênçãos, caminhada e, claro, a lavagem das escadas, uma forma de abrir caminhos. O evento antecede às programações da Festa de São Benedito, que este ano começa nesta terça-feira (02/07).

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Lindisey Catarina de Sá, diretora estratégica da Associação da Comissão da Lavagem das Escadarias da Igreja do Rosário da Igreja e São Benedito, registrou que “os bens simbólicos perpetuam a experiência de gerações e os símbolos devem ser valorizados e estruturados por práticas sociais recorrentes”. Ela registra ainda a importância de “valorizar e resgatar a cultura do povo preto no município de Cuiabá, de trazer os ícones da nossa cultura, mostrando para a população Cuiabana a influência das pessoas negras na história da cidade”.

O evento começou no alvorecer, com café da manhã no Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC). De lá, os participantes seguiram para a Igreja de São Benedito, onde houve a lavagem e a Caminhada da Paz. A agenda terminou com a feijoada de confraternização, que celebra a gastronomia ancestral dos afrobrasileiros.

Participaram do evento integrantes de comunidades quilombolas e dos povos de terreiros e de religiosidade de matriz africana, grupos de expressões culturais afrobrasileiras, como o maracatu, pessoas de outras religiões e público em geral.

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O ponto alto do rito é a soltura de pombas brancas, representando a paz entre as religiões. Dani Paula Oliveira, superintendente da Assembleia Social, uma das instituições apoiadoras do evento, foi uma dentre os escolhidos para soltar as pombas da paz. “O evento foi lindíssimo, a comissão organizadora está de parabéns! Eu me emocionei muito e todos saímos de lá mais fortalecidos para a construção de uma sociedade de paz, de respeito e de amor!”, concluiu.


Assembleia Social

Telefone: (65) 3313-6994


Fonte: ALMT – MT

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Dr. João cobra efetividade de leis sobre autismo

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O deputado estadual Dr. João (MDB) cobrou, na terça-feira (14), que as leis voltadas às pessoas com autismo deixem o campo teórico e passem a produzir efeitos concretos na vida de quem depende da rede pública. A manifestação foi feita durante reunião ordinária da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), quando o parlamentar defendeu a adoção de políticas públicas mais eficazes para garantir atendimento adequado, especialmente às crianças.

Na avaliação do deputado, Mato Grosso já reúne um conjunto significativo de normas e projetos sobre o tema, mas ainda enfrenta dificuldade para transformar esse aparato legal em resultados práticos para as famílias.

Dr. João relatou que participou, na semana passada, em Tangará da Serra, de um encontro sobre autismo que reuniu profissionais de diversas áreas, entre elas psicopedagogia, neuropediatria, psicologia e outras especialidades ligadas ao atendimento de pacientes neurodivergentes. Segundo ele, o debate reforçou a percepção de que a legislação existente precisa ser acompanhada de execução efetiva.

“Tivemos na semana passada em Tangará da Serra um encontro sobre autismo. Tinha psicopedagoga, neuropediatra, psicólogas, diversas áreas da medicina que envolvem estes pacientes. Tem muita lei, muito projeto, a teoria é muito bonita, mas precisamos colocar na prática”, afirmou.

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O deputado disse ainda que a principal cobrança das famílias está na ausência de políticas públicas capazes de assegurar melhor qualidade de vida às pessoas com transtorno do espectro autista, sobretudo às que dependem do sistema público de saúde. “Precisamos de políticas públicas eficazes para dar uma qualidade de vida melhor, principalmente para as crianças que dependem da saúde pública”, completou.

Durante a discussão, Dr. João também criticou a distância entre a produção legislativa e a implementação das medidas já aprovadas pela Assembleia. Segundo ele, somente na reunião desta semana, o Parlamento analisou novas propostas relacionadas à defesa das pessoas com autismo, mas a repetição de projetos sem aplicação concreta não resolve o problema enfrentado pelas famílias.

“Só hoje, já aprovamos diversas leis sobre a defesa do autismo. Isso é tão bonito no papel, tem a briga para aumentar o número de profissionais, mas não adianta a gente fazer projeto e ficar tudo na teoria. Sem acontecer nada na prática”, declarou.

Na mesma reunião, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT), também integrante da Comissão de Saúde, concordou com a cobrança e afirmou que a Assembleia tem acolhido, há anos, as demandas de famílias de pessoas com autismo e outros perfis neurodivergentes, mas que o Estado ainda não tem dado a resposta necessária.

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“Há bastante tempo, a ALMT tem acolhido as demandas da população e das famílias que tem pessoas com autismo e neurodivergentes. Aprovamos leis, mas infelizmente o estado fica devendo. Estamos vivendo problema crônico de não garantir o professor especializado para atender estes alunos”, disse Lúdio.

Fonte: ALMT – MT

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