POLÍTICA
Governo reconhece atuação de Botelho por melhorias em Várzea Grande
POLÍTICA
Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT
Três convênios para fomentar o desenvolvimento municipal foram celebrados entre governo do estado e a Prefeitura de Várzea Grande, nesta terça-feira (8), no Palácio Paiaguás, na capital, para a pavimentação, drenagem, recapeamento de ruas e iluminação pública de Várzea Grande.
Dos R$ 37 milhões que serão repassados pelo governo, R$ 30 milhões são provenientes da indicação parlamentar feita pelo deputado Eduardo Botelho (DEM), que se dedica para ajudar, cada vez mais, o município. No total, a Infraestrutura da cidade receberá investimentos na ordem de R$ 40,5 milhões.
Durante a assinatura do convênio, o governador Mauro Mendes (DEM) reconheceu o trabalho de Botelho, destacando o empenho por viabilizar os recursos, inclusive, para ampliar a distribuição de água e acabar com o sofrimento de milhares de famílias que padecem com a falta d´água.
“Quero agradecer o deputado Botelho que sempre foi o defensor dessa ação, o padrinho dessa ação para Várzea Grande. Eduardo Botelho já buzinou muitas vezes em meu ouvindo pedindo para ajudar Várzea Grande, que fique registrado todo esse trabalho do deputado Botelho”, disse Mendes.
O convênio possibilitará o recapeamento e a pavimentação em 21 bairros, sendo 223 ruas de Várzea Grande, além de drenagem de águas pluviais e sinalização. O bairro Altos do Bela Vista será um dos contemplados, bem como a rua Nova Esperança, do bairro Nova Esperança.
“Só tenho a agradecer o deputado Botelho, que é parceiro de primeira hora. Se preocupa com as causas do município, com saneamento básico, a infraestrutura. É um grande amigo que sempre acreditou na cidade. Só temos que agradecer pelo empenho e pela sua dedicação, que ajuda no desenvolvimento, com recursos à recuperação da malha viária, recursos para novas avenidas estruturantes, vem modernizando a mobilidade da cidade, para desafogar todo o centro da cidade”, disse o prefeito Kalil, ao destacar outra ação do parlamentar, que será a construção de um novo corredor viário, saindo da ponte que ligará o Parque Atalaia ao Parque do Lago.
Botelho reafirmou que está sempre atento às causas do município e as defende junto ao governo, mostrando a necessidade dos investimentos à exemplo da construção da ETA Chapeu do Sol. “Agora, precisamos resolver a questão das ruas e do asfalto. Hoje está sendo assinado esse convênio e mais R$ 30 milhões para a recuperação de ruas. Daqui um pouco teremos outros convênios para a ampliação de asfalto em regiões que ainda não têm. É o trabalho que temos feito na Assembleia Legislativa em prol de Várzea Grande e de Mato Grosso”, disse Botelho, ao citar que idealizou a nova via no Parque do Lago, ação que será executada em breve.
“É uma alegria muito grande assinarmos esses convênios para Várzea Grande”, disse o secretário de estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, ao informar que nos próximos dias serão firmados novos convênios para obras como a restauração da orla de Santo Antônio de Leverger e de iluminação pública.
POLÍTICA
CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso
A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.
O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.
A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.
Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.
Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.
A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.
A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.
Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.
Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.
A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.
Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.
Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.
A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.
Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.
A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.
Fonte: ALMT – MT
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