POLÍTICA
Estreia nesta terça-feira (11) o programa “Viva-voz”, na Rádio Assembleia
POLÍTICA
A partir desta terça-feira (11), movimentos sociais terão um novo espaço para expor demandas, compartilhar vivências e sugerir soluções para diferentes questões enfrentadas pela sociedade. Às 12h, a Rádio Assembleia (89,5 FM) estreia o programa “Viva-voz”, em que representantes da militância de diversas áreas falarão sobre os desafios encontrados no cotidiano.
Com duração de cerca de trinta minutos, a nova atração trará novos episódios semanalmente, sempre às terças-feiras. A apresentação e produção é de duas servidoras da Rádio Assembleia, a jornalista Priscila Mendes e a radialista Thayana Bruno. No primeiro programa, elas recebem Patrícia Acs e Lélica Lacerda, trabalhadoras da educação, para falarem sobre o 8 de Março, data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher.
“Neste episódio, elas trazem principalmente a perspectiva das mulheres trabalhadoras”, adianta Priscila Mendes. “Também é falado o histórico de luta das mulheres, como os movimentos enxergam a data de 8 de março e as pautas prioritárias para este ano”, completa Thayana Bruno. No mês de março, o programa dá destaque às lutas das mulheres. No dia 18, o “Viva-voz” será sobre mulheres negras e no dia 25 será a vez de mulheres trans e travestis falarem.
Convidada do segundo programa, a presidente do Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso (Imune), Antonieta Costa, comemorou a abertura do debate sobre as questões das mulheres dada pela nova atração da Rádio Assembleia. “Eu acho que o mais importante de um programa de mulheres é colocar em evidência as nossas faltas. A falta de espaço que pontua especificamente mulheres. Esses espaços, quando são criados, elas vêm com uma força da representatividade. Representatividade é voz. Representatividade é inclusão. Representatividade é mudança de atitude. E é isso que um espaço como este traz para todas nós mulheres”, assevera.
Priscila Mendes conta que, futuramente, o programa tratará de temas como saúde mental e violência contra a mulher para repercutir, por exemplo, as campanhas “Setembro Amarelo” e “Agosto Lilás”. “Existem militanças voltadas para atenção da saúde mental. Vamos pensar nisso e mostrar como a sociedade se organiza para que os governos cumpram os seus papéis de garantir os direitos civis”, afirma. “Estamos buscando o cumprimento dos objetivos da comunicação pública por meio da publicização dessas lutas, dessas necessidades, através da rádio. A gente vai tentar com isso viabilizar realmente o ápice do nosso potencial democrático que é o debate e participação nas tomadas de decisão”, defende Thayana Bruno.
O programa “Viva-voz” contará ainda com uma parte musical, com a veiculação de duas músicas por programa, sempre relacionadas ao assunto que está sendo abordado. “As canções sempre vão dialogar com o tema, como se fosse para ilustrar. A gente está convidando as pessoas entrevistadas a darem as dicas de música”, explica Priscila Mendes.
Como acompanhar – O “Viva-voz” irá ao ar sempre às terças-feiras, às 12h, com reprise às sextas-feiras, às 21h e aos domingos, às 19h, na Rádio Assembleia. Para ouvir, sintonize 89,5FM ou ouça pelo site da Rádio Assembleia. Na página, ficam disponíveis os programas da emissora. A atração também será disponibilizada em vídeo no canal da Rádio Assembleia no Youtube.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
Mato Grosso proíbe visitas íntimas a condenados por feminicídio, estupro e pedofilia
O Governo de Mato Grosso sancionou a Lei nº 13.283, de 14 de abril de 2026, que proíbe a realização de visitas íntimas para condenados por crimes de feminicídio, estupro e pedofilia, desde que haja sentença transitada em julgado. A norma, de autoria do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), foi publicada em edição extra do Diário Oficial e já está em vigor.
A nova legislação estabelece que a vedação se aplica exclusivamente aos detentos com condenação definitiva, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso judicial. A medida não interfere nas visitas sociais, que continuam sendo permitidas nos termos da Lei de Execução Penal. De acordo com o texto, considera-se visita íntima aquela realizada fora do alcance de monitoramento e vigilância dos servidores do sistema prisional, em ambiente reservado e sem a presença de terceiros.
A proposta busca reforçar o caráter punitivo e pedagógico da pena, além de contribuir para a segurança dentro das unidades prisionais. Entre os pontos elencados na justificativa do projeto estão os riscos associados à prática, como a entrada de objetos ilícitos, a disseminação de doenças e a facilitação de atividades criminosas no interior dos presídios.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) destacou que a sanção da lei, logo nos primeiros dias à frente do Executivo estadual, sinaliza o direcionamento da atual gestão no enfrentamento à criminalidade e no fortalecimento das políticas de segurança pública.
“A sanção desta lei reafirma o compromisso do Estado com o enfrentamento firme à violência e com a proteção da sociedade, especialmente das mulheres e das crianças. Estamos tratando de crimes graves, que exigem respostas claras do poder público. Essa medida também contribui para o fortalecimento da disciplina e da segurança no sistema penitenciário de Mato Grosso”, pontuou.
Autor da proposta, o deputado Eduardo Botelho avaliou que a iniciativa representa um avanço no enfrentamento à violência e na responsabilização de condenados por crimes graves.
“A visita íntima não é um direito absoluto do apenado. Estamos tratando de crimes extremamente graves, que violam direitos fundamentais, especialmente de mulheres e crianças. Essa medida fortalece o caráter punitivo da pena e corrige uma distorção, ao impedir que condenados por esse tipo de crime tenham acesso a um benefício que não condiz com a gravidade dos atos praticados”, argumentou o parlamentar.
Botelho acrescentou que a sanção da lei consolida o compromisso do Estado de Mato Grosso com o enfrentamento à violência e a adoção de medidas que ampliem a segurança e a efetividade do sistema prisional. O deputado ainda ressaltou que a legislação está alinhada a práticas adotadas em outros países e respeita a competência dos estados para regulamentar o sistema penitenciário, sem interferir na estrutura do Poder Executivo.
Fonte: ALMT – MT
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