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Em Rondonópolis, presidente Lula fala de parceria política para garantir crescimento nacional

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Foto: Roberto Kililla / Assessoria de Gabinete

Dez anos depois de lançado, o Residencial Celina Bezerra, em Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá), foi entregue nesta sexta-feira (3) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em uma cerimônia que reuniu mais de três mil pessoas, além de autoridades como ministros, senadores, governador, prefeito, e deputados federal e quatro estaduais, incluindo o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Eduardo Botelho (União).

A espera de 1440 famílias pela casa própria foi encerrada em uma cerimônia realizada ao lado do residencial, onde também foi anunciada a retomada das obras de outras 1512 unidades que estão com as obras paralisadas, e outras 40 mil que deverão ser construídas no estado.

“Estou há dez anos esperando esta casa, sempre acompanhando quando seria entregue. Venho de uma família humilde, nunca tive muita coisa. A casa dos meus pais tivemos que dividir entre todos os irmãos”, contou a senhora Elza Pondian, de 69 anos, e que desde os dois anos de idade mora em Rondonópolis.

O presidente Lula fez questão de destacar em seu discurso que as disputas eleitorais acabaram em novembro passado e que agora é hora de trabalhar pelo país e por todos os estados, independente de partidos e bandeiras. “Eu não quero saber de qual partido é o governador, eu quero saber que ele está eleito e precisamos trabalhar pelo estado”, destacou o presidente, reiterando que o governo federal vai investir em Mato Grosso.

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O deputado estadual Eduardo Botelho (União) afirmou que, com o fim do período eleitoral, é hora de unir esforços para trazer as obras estruturantes que o estado tanto precisa. “Pudemos apresentar para o presidente as principais demandas, como as rodovias para escoar a produção, residências para a população e também falamos sobre o problema que tem atingido os produtores rurais, principalmente de aves e suínos, que estão pagando caro pelo milho e não estão conseguindo retorno”, disse.

O deputado Lúdio Cabral (PT) frisou a importância da presença do presidente Lula no estado, para lançar investimentos para a população. “É importante ver o compromisso do presidente com todo o país, com a população, vindo para cá inaugurar uma obra que foi do Programa Minha Casa, Minha Vida, ao mesmo tempo que anuncia a retomada dos investimentos de dez milhões em habitação no país todo”.

Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), falou da importância de trabalhar em conjunto para que os projetos voltados para a população mato-grossense saiam do papel. Valdir Barranco (PT) também destacou a retomada de entregas e obras. “É simbólico ver o presidente aqui, mostrando que o país volta a ter um presidente com olhar plural, um olhar voltado para as pessoas”, afirmou Barranco.

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O prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (PROS), destacou o crescimento do município nos últimos anos, lembrando a parceria política com todos os agentes públicos, senadores, deputados e com o governador para viabilização de recursos.

Mauro Mendes, governador de Mato Grosso, falou que o Governo do Estado vai investir R$ 84 milhões como contrapartida para a construção de 40 mil unidades habitacionais no estado. “Fechamos 2022 investindo 19% de tudo que arrecadamos. Só aqui, foram R$ 5,2 milhões para concretizar este residencial”.

Residencial que também será o lá da família de Ellen Cristina Rocha, 39, cadeirante e que há anos aguardava a entrega das chaves. Além do apartamento, Ellen também vai receber uma prótese para a perna amputada, que será doada pelos funcionários do Banco do Brasil.

Também participaram do evento os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro; de Cidades, Jader Barbalho Filho, e o da Secretaria-Geral, Marcio Macêdo. A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros; os senadores Wellington Fagundes (PL), Jayme Campos (União) e Margareth Busetti (PP); o deputado federal Emanuelzinho (MDB); o presidente da Câmara Municipal de Rondonópolis, Júnior Mendonça;  os caciques Graciliano Xavantes e Marcelo Bororo, e os líderes religiosos Pai Evaldo Rodrigues e Padre Lothar Bauchrowitz também estiveram presentes.

Fonte: ALMT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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