POLÍTICA
Dr. João celebra 19 anos da Maria da Penha e destaca leis aprovadas para combater violência doméstica e acolher vítimas
POLÍTICA
No dia 7 de agosto, quando a Lei Maria da Penha completa 19 anos, o deputado estadual Dr. João (MDB) destacou sua atuação no enfrentamento à violência contra a mulher, com a apresentação de projetos e leis já sancionadas que ampliam a proteção, a conscientização e os direitos das mulheres em Mato Grosso. A data também marca o início do Agosto Lilás, campanha nacional de enfrentamento à violência de gênero.
“Esse é um tema que exige prioridade do poder público, sensibilidade e ação contínua. A Lei Maria da Penha transformou a história do Brasil, e aqui em Mato Grosso temos buscado avançar com medidas concretas para proteger a vida das mulheres, fortalecer seus direitos e romper o ciclo de violência”, afirmou o parlamentar, que também é médico e atua como primeiro-secretário da Assembleia Legislativa.
Leis – Dr. João é autor de quatro leis sancionadas que tratam diretamente da prevenção, acolhimento e enfrentamento à violência contra a mulher. Uma das principais é a Lei nº 10.983/2019, que institui a Política Estadual de Empoderamento da Mulher. A norma estabelece diretrizes para garantir igualdade de direitos, estimular a qualificação profissional e econômica das mulheres, incentivar sua participação na política, apoiar o empreendedorismo feminino e fortalecer o acesso à saúde e aos direitos reprodutivos.
“Empoderar a mulher é uma das formas mais eficazes de romper com a violência. Precisamos de políticas públicas que gerem autonomia, dignidade e oportunidade para todas”, defendeu o deputado.
Outra iniciativa relevante é a Lei nº 11.585/2021, que assegura medidas de combate e prevenção à violência doméstica com base na própria Lei Maria da Penha. A legislação estadual determina que o poder público promova adaptações nos sistemas de denúncia, garanta atendimento presencial em casos de estupro e feminicídio, e amplie os canais de proteção por telefone, aplicativos e internet. A lei também obriga campanhas informativas durante estados de calamidade pública, como foi o caso da pandemia.
“Essa lei tem como foco garantir que nenhuma mulher fique desamparada. A denúncia precisa ser acessível, acolhedora e segura. Isso pode salvar vidas”, destacou Dr. João.
A terceira norma, fruto de projeto de sua autoria é a Lei nº 12.245/2023, que obriga estabelecimentos de acesso público a afixarem cartazes informativos sobre o crime de perseguição (stalking), criado pela Lei Federal nº 14.132/2021. A medida visa ampliar a conscientização da população sobre esse tipo de violência psicológica, que muitas vezes precede agressões físicas e até feminicídios.
Com enfoque na reeducação, o deputado também apresentou proposta que originou a Lei nº 11.584/2021, que institui o Programa de Reeducação de Agressor de Violência Doméstica e Familiar. O objetivo é prevenir a reincidência por meio de grupos reflexivos, atuação de equipes multidisciplinares e articulação com o Judiciário, Ministério Público e Defensoria. A proposta segue diretrizes de responsabilização, respeito à diversidade e promoção da cidadania.
Projetos em tramitação – Além das leis já vigentes, o deputado Dr. João também apresentou projetos, que estão em tramitação na Assembleia Legislativa, com foco em ampliar a rede de acolhimento e oportunidades.
Entre eles está o Projeto de Resolução nº 120/2024, que determina que empresas terceirizadas contratadas pela ALMT destinem 5% de suas vagas para mulheres vítimas de violência. A proposta busca oferecer oportunidade de reinserção no mercado de trabalho, fortalecendo a autonomia financeira como mecanismo de ruptura com o ciclo de agressões.
“Emprego é independência. E para muitas mulheres, isso significa liberdade. Precisamos dar essas oportunidades de recomeço”, pontuou o parlamentar.
Outro destaque é o Projeto de Lei nº 746/2024, que altera a destinação de produtos apreendidos, como alimentos, brinquedos, roupas e equipamentos eletrônicos, para instituições filantrópicas e programas de amparo à mulher, à criança, ao idoso e ao adolescente. A medida assegura que materiais antes desperdiçados ou armazenados sirvam a causas sociais, fortalecendo projetos voltados à proteção de grupos vulneráveis.
Também tramita na ALMT, o Projeto de Lei nº 1161/2025, que garante prioridade no acesso a políticas públicas sociais e educacionais para filhos e dependentes de vítimas de feminicídio. A proposta assegura matrícula em escolas, inclusão em programas de assistência social, acesso prioritário a apoio psicológico e bolsas educacionais.
“Essas crianças e adolescentes não podem ser esquecidos. São vítimas indiretas da violência e merecem cuidado, proteção e oportunidades para reconstruírem suas vidas”, frisou Dr. João.
Ligue 180 – O parlamentar ainda reforçou a importância do Ligue 180, canal nacional de denúncia e acolhimento para mulheres em situação de violência. O serviço é gratuito, sigiloso e funciona 24 horas por dia, incluindo atendimento por WhatsApp pelo número (61) 9610-0180.
Agosto Lilás – Em alusão ao Agosto Lilás, Dr. João reafirmou seu compromisso com a causa das mulheres e pediu o engajamento de toda a sociedade na luta contra a violência de gênero.
“Combater a violência contra a mulher não é tarefa só da vítima, da polícia ou do Judiciário. É uma missão coletiva, que exige políticas públicas firmes, empatia, educação e coragem. Enquanto houver uma mulher sendo agredida, calada ou silenciada, a luta precisa continuar. Nosso mandato seguirá atento, ativo e comprometido com essa causa”, concluiu.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
Comissão de Fiscalização debate resultados do Relatório Anual de Gestão de 2025 em audiência pública
A Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) da Assembleia realizou audiência pública para apresentação do Relatório Anual de Gestão (RAG) de 2025 na tarde desta quinta-feira (25). A exposição foi feita pelo representante da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Executivo estadual, Sandro Brandão.
O documento avalia anualmente a execução dos programas, indicadores e ações previstos no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 e integra a prestação de contas do governo estadual. Durante a audiência, foram apresentados os resultados consolidados da gestão referentes ao exercício de 2025, abrangendo áreas como educação, saúde, infraestrutura, meio ambiente, segurança pública, transformação digital e responsabilidade fiscal.
Segundo Sandro Brandão, o relatório apresentado representa o acompanhamento de metade do ciclo do atual PPA e permite verificar o cumprimento das metas estabelecidas para o período. “A gente vai conseguir identificar as atividades, as ações e as entregas que foram realizadas no ano de 2025. É um acúmulo de um grande planejamento que é feito até 2027”, afirmou.
Brandão destacou que o documento demonstra como o Estado vem articulando políticas públicas para ampliar sua capacidade de entrega à população. “O que a gente vai mostrar é como o [governo do] estado criou capacidade envolvendo a articulação dessas políticas públicas para poder entregar valor para a sociedade”, explicou.
Entre os destaques apresentados estão os avanços na educação, apontada pelo secretário adjunto como uma das áreas de melhor desempenho do governo. Segundo ele, os resultados são consequência de um conjunto de ações voltadas à melhoria da infraestrutura escolar, qualificação dos profissionais e ampliação do acesso à tecnologia. “Hoje Mato Grosso está numa posição muito mais favorável do que quando nós iniciamos. É o resultado de todas as políticas que foram feitas na Secretaria de Educação”, avaliou.
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Os dados do relatório mostram que o governo alcançou 98% das metas dos indicadores estratégicos previstos para o período, executou 91% das ações planejadas e atingiu 97% de execução financeira dos recursos previstos para 2025. O documento também registra resultados em áreas como regularização fundiária, infraestrutura rodoviária e digitalização dos serviços públicos.
Presidente da comissão, o deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) destacou que o RAG é uma ferramenta essencial para acompanhar a execução do planejamento governamental. “O relatório apresenta para a sociedade quais são essas mudanças e qual é o rumo para os quatro anos de uma gestão. É assim que a sociedade vai acompanhando todos os resultados”, afirmou.
Avallone também ressaltou a importância do trabalho técnico desenvolvido pelas equipes de planejamento do Estado. “As pessoas não veem, não reconhecem, mas essas equipes trabalham pensando em como alcançar as metas anunciadas. Elas têm que colocar tudo isso no orçamento, em ações e metas, e fazem isso com muita competência”, declarou.
O parlamentar ainda destacou o esforço para aproximar a população das discussões orçamentárias. Segundo ele, iniciativas como o Orçamento Mulher ajudam a tornar um tema técnico mais acessível. “O orçamento é uma peça muito distante da sociedade. O que nós temos tentado fazer é transformar uma peça técnica em um entendimento popular, para que as pessoas possam participar mais dela”, disse.
A audiência contou com a participação de representantes da sociedade civil. A presidente da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica, Tânia Regina de Matos, apresentou questionamentos relacionados ao Orçamento Mulher e às políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres.
Segundo ela, o interesse pelo tema surgiu após um processo de capacitação voltado ao controle social do orçamento público. “Nós buscamos entender o orçamento para que as mulheres pudessem dominar essa ferramenta e exercer efetivamente o controle social”, explicou.
Tânia afirmou que, após a análise prévia do relatório, o grupo identificou pontos que merecem maior esclarecimento. Entre eles, os indicadores relacionados à violência de gênero. “O feminicídio foi o único indicador que aumentou. Não faz sentido um estado que se diz campeão de prosperidade não planejar políticas públicas, ou planejar mal políticas públicas, para diminuir a violência contra a mulher”, argumentou.
Ela também relacionou o debate aos avanços registrados na área da educação e defendeu a criação de indicadores que permitam medir os resultados das ações de conscientização nas escolas. “A gente quer saber qual vai ser o indicador de que realmente essa temática está sendo absorvida pelos alunos das escolas públicas aqui do Estado de Mato Grosso”, questionou.
Transparência – Outro destaque da audiência foi a apresentação de uma plataforma digital baseada em inteligência artificial, desenvolvida pela Seplag para facilitar o acesso da população ao conteúdo do relatório. De acordo com Brandão, a ferramenta permite que qualquer cidadão consulte informações sobre políticas públicas em linguagem simples. “Qualquer cidadão mato-grossense pode perguntar o que foi feito para as mulheres, para os idosos, para a saúde ou para determinada região, e a plataforma apresenta essas informações de forma simples e acessível”, explicou. Acesse neste link.
Brandão definiu o Relatório Anual de Gestão como uma das principais ferramentas de avaliação da administração estadual. “O RAG fecha o ciclo do planejamento. Ele mostra o que foi planejado, o que recebeu orçamento e o que efetivamente foi realizado. É, na minha opinião, o documento mais importante que o governo entrega à sociedade”, concluiu.
Fonte: ALMT – MT
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