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Deputado destaca maior unidade da Cocamar instalada em Água Boa

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O deputado Dr. Eugênio de Paiva (PSB) destacou a maior unidade da Cocamar Cooperativa Agroindustrial, instalada em Água Boa, para receber soja e milho, além de atender produtores de gergelim. O investimento somou R$ 250 milhões e tem previsão de receber 150 mil toneladas de soja na safra 2024/2025.

Ele reconheceu a importância do investimento com uma Moção de Aplauso e participou da inauguração da unidade em Água Boa, na segunda-feira (20), que contou com a presença do vice-governador Otaviano Pivetta. A unidade da cooperativa está na MT-240, no Km 30.

O Deputado do Araguaia ainda defendeu que a instalação da estrutura da cooperativa comprova a qualidade da produção agropecuária na região e que há potencial de maior produção de grãos com sustentabilidade ambiental.

“Está de parabéns o Dr. Luiz e toda a diretoria da Cocamar pelo investimento da unidade em Água Boa, que vai gerar emprego, renda e desenvolvimento para a cidade”, afirma o deputado. “É um sinal de que estamos no rumo certo. Hoje, plantamos 2,3 milhões de hectares no Araguaia. Podemos chegar a 6 milhões de hectares sem derrubar nenhuma árvore”, diz.

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“Eu disse ao governador em exercício, Otaviano Pivetta, um dos grandes parceiros do Araguaia, que podemos liberar 4,5 milhões de hectares ao provar que não existe bioma Pantanal no Araguaia”, compara Dr. Eugênio sobre as áreas da região.

Gergelim – Dr. Eugênio também ressaltou a importância da unidade da Cocamar como forma de favorecer a produção e comercialização de gergelim em Canarana, município que faz limite com Água Boa.

“A lei Nº 11.836/2022, da nossa autoria, já declarou Canarana a Capital do Gergelim do Estado, como prova da importância da produção do Araguaia. E recentemente, o Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe), atestou Canarana como a Capital Mundial do Gergelim. A cultura avança na região e a Cocamar vai auxiliar ainda mais no desenvolvimento do gergelim”, avalia Dr. Eugênio.

Segundo dados do instituto, Canarana tem previsão de plantio de 200 mil hectares de gergelim.

Cocamar – A Cocamar Cooperativa Agroindustrial foi fundada em 27 de março de 1963, em Maringá (PR), por 46 produtores de café. O objetivo era organizar a produção, receber, beneficiar e comercializar o produto. Depois a cooperativa diversificou os negócios e atualmente conta com cerca de 115 unidades nos Estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. São 19 mil famílias cooperadas que produzem principalmente soja e milho, além de trigo, café, laranja e atuam na pecuária.

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Fonte: ALMT – MT

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ALMT lança livro com indicadores climáticos e propostas para o futuro de Mato Grosso

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) lançou o livro Indicadores do Clima em Mato Grosso – Cenários da Crise Climática e a Formulação de Políticas Públicas na tarde desta segunda-feira (1º) A publicação é resultado dos trabalhos da Câmara Setorial Temática (CST) de Mudanças Climáticas, encerrada em 2025. A obra reúne estudos, diagnósticos e projeções sobre os impactos das mudanças climáticas no estado, além de apontar caminhos para a formulação de políticas públicas de mitigação e adaptação.

O deputado estadual Júlio Campos (União), que presidiu os trabalhos da câmara, destacou o caráter preventivo do documento. Segundo ele, o material foi construído com a participação de universidades, cientistas, órgãos públicos e organizações da sociedade civil.

“Estamos hoje publicando esse livro que mostra o cenário da situação que vai ocorrer a partir de agora, em especial a partir de 2030, quando haverá uma grande virada, com impacto no clima em todo o mundo e também em Mato Grosso”, afirmou o parlamentar. Campos também adiantou que pretende apresentar um projeto de lei para a implantação de um Plano Estadual de Mudanças Climáticas, como forma de iniciar um diálogo junto ao governo buscando a tomada de ações.

A secretária da CST e editora da obra, Juliana Arini, explicou que o objetivo é levar o debate para além dos espaços técnicos e aproximá-lo dos gestores municipais. “A proposta é tirar essa discussão da Assembleia e trazer para o gestor público, principalmente para prefeitos e vereadores, porque são eles que lidam diretamente com as consequências da crise climática”, destacou.

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De acordo com Juliana Arini, o livro será distribuído aos 142 municípios mato-grossenses e às respectivas câmaras municipais. A publicação reúne, de forma acessível, o conteúdo debatido ao longo do funcionamento da Câmara Setorial. “Fizemos uma síntese das discussões para que o gestor público tenha acesso a esse conhecimento de forma facilitada, com uma linguagem menos técnica e mais compreensível”, explicou.

Entre os alertas apresentados na obra estão projeções de aumento das ondas de calor em todos os municípios do estado até 2030. “O calor a gente não tem como evitar, mas tem como mitigar. Precisamos discutir arborização urbana, transporte público climatizado e alternativas para proteger a população mais vulnerável”, observou Juliana.

A professora da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Carolina Joana da Silva, que participou da elaboração do material, ressaltou que a publicação reúne diferentes perspectivas sobre os impactos das mudanças climáticas nos biomas mato-grossenses. “É um documento que facilita a compreensão da população sobre um fenômeno global e mostra a necessidade de estarmos preparados para enfrentar essas mudanças. Isso demonstra o interesse da Assembleia Legislativa em discutir um tema importante para Mato Grosso e para o Brasil. É um material que reúne informações e alertas que precisam chegar à sociedade”, afirmou.

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Já a suplente de deputada, Sheila Klener (PSDB), destacou que o estudo servirá como instrumento de apoio à tomada de decisões governamentais. “Essa publicação vai ajudar a preparar e desenvolver políticas públicas para enfrentar as mudanças climáticas, que estão cada vez mais perceptíveis no nosso dia a dia”, avaliou a geóloga, servidora da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). “Mato Grosso não tem o mesmo nível de emissão de CO₂ de estados mais industrializados, mas nós temos o desmatamento e a pecuária como fatores que precisam ser observados. As pessoas precisam entender que sem floresta e sem água não haverá produção”, alertou.

Durante o lançamento, os participantes reforçaram a importância da preservação ambiental, da proteção das nascentes e da adoção de estratégias de adaptação para enfrentar desafios como o aumento das temperaturas, períodos prolongados de seca e a pressão sobre os recursos hídricos. O livro apresenta indicadores climáticos, mapas e diagnósticos que poderão subsidiar ações de planejamento em diferentes áreas.

Fonte: ALMT – MT

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