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CST debate crescimento da ovinocaprinocultura em MT

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A primeira reunião da Câmara Setorial Temática (CST) da Ovinocaprinocultura aconteceu na manhã de hoje (29), com a palestra do presidente da Associação Mato-grossense de Produtores de Ovinos e Caprinos (Ovinomat), Cassio Carolo, que apresentou propostas de melhorias para o desenvolvimento desta cadeia produtiva no estado.

Carolo falou que Mato Grosso está há cerca de seis meses organizando um comitê para debater melhor o tema. “A proposta é que a gestão desse comitê seja participativa, envolvendo todos os órgãos relacionados ao agronegócio. O comitê também incluirá profissionais que atuam na área de sanidade animal, dado o contexto dos abates clandestinos e a importância da segurança alimentar. O comitê será um fórum para estudo e implantação de projetos com embasamento e rigor técnico, com o objetivo de apresentar propostas à CST para aprovação na Assembleia Legislativa”, disse.

De acordo com o palestrante, a consolidação da cadeia produtiva também representa uma oportunidade de diversificação e crescimento para a indústria frigorífica mato-grossense. A expectativa é que, com a união dos elos do setor, Mato Grosso se torne, em breve, referência nacional na criação e comercialização de ovinos.

O rebanho de ovinos no Brasil gira em torno de 18,2 milhões de cabeças e está distribuído em todo o território nacional. A produção de carne ovina é uma atividade que vem se desenvolvendo gradativamente com um grande potencial de crescimento, tornando-se mais uma alternativa de investimento no meio agropecuário.

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Em Mato Grosso, atualmente, o rebanho de ovinos gira em torno de 400 mil cabeças, com um crescimento acima do esperado.

“Há projetos significativos em desenvolvimento e expansão. Nossa expectativa é alcançar, em curto prazo, entre um milhão e um milhão e meio de cabeças, em um a dois anos. Acreditamos que Mato Grosso possui potencial para se tornar um dos maiores produtores de ovinos do Brasil, em função da abundância de recursos disponíveis, como pastagens, soja, milho e sorgo”, disse Carolo.

“Considerando que a alimentação é o componente de maior custo na produção animal, pretendemos agregar valor à produção local, processando os produtos e comercializando-os em cortes de alta qualidade, com valor agregado, visando remunerar adequadamente os produtores. Este é o nosso principal objetivo”, apontou Carolo.

Para o presidente da CST, deputado Gilberto Cattani (PL), o objetivo dessa câmara setorial temática reside na necessidade de abordar a problemática da ovinocaprinocultura no estado de Mato Grosso.

“Muitos produtores rurais têm percebido os benefícios e a lucratividade dessa atividade, especialmente os pequenos produtores. Ao iniciar a produção de capim, esses produtores conseguem, em curto prazo, aumentar significativamente sua produção, pois trata-se de uma cultura com rápido desenvolvimento e manejo simplificado”, comentou ele.

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Cattani citou como exemplo que o ponto crucial reside na comercialização da produção, onde se verifica a ausência de estruturas adequadas, como frigoríficos e abatedouros.

“Essa realidade está em transformação, com a construção de novos abatedouros e outros que estão em fase final de implementação. A CST tem como objetivo debater e propor soluções para essa questão, visando à criação de um programa estadual que consolide toda a cadeia produtiva. Isso permitirá que os produtores obtenham lucro com sua atividade, gerando empregos, renda e divisas para os produtores e para o estado. Em resumo, o objetivo da câmara setorial será promover o desenvolvimento e o sucesso da ovinocaprinocultura no estado”, apontou Cattani.

Na avaliação do deputado, com base agropecuária consolidada, infraestrutura logística disponível e abundância de insumos e alimentos, Mato Grosso tem todos os ingredientes para desenvolver uma nova e sustentável cadeia produtiva.

“A ovinocaprinocultura em Mato Grosso está em processo de desenvolvimento e organização, com o objetivo de se tornar uma atividade relevante no estado”, explicou o presidente da CST.

Fonte: ALMT – MT

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Cattani critica entraves e defende avanço da Ferrogrão, após decisão do STF

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) comentou na sexta-feira (22) a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou constitucional a Lei nº 13.452/2017, considerada essencial para o avanço da Ferrogrão (EF-170), ferrovia planejada para ligar Sinop (MT) a Itaituba (PA).

A legislação altera os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da ferrovia. A norma havia sido questionada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553.

Para Gilberto Cattani, a decisão representa um passo importante para o desenvolvimento logístico de Mato Grosso e para o escoamento da produção agrícola do estado. “A Ferrogrão vai destravar o transporte no estado do Mato Grosso, vai salvar boa parte da nossa agricultura, vai baratear o frete. Isso é magnífico”, afirmou o parlamentar.

Apesar de comemorar o avanço do projeto, o deputado também criticou os entraves enfrentados pela ferrovia nos últimos anos e afirmou que a obra poderia já estar em funcionamento.

“A pergunta que você tem que fazer não é por que ela foi liberada agora. A pergunta que você tem que fazer é por que ela foi travada. Faz seis anos e parte dela poderia estar pronta”, declarou.

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Cattani também rebateu críticas relacionadas ao impacto ambiental da obra e afirmou que o traçado da ferrovia acompanha áreas já impactadas pela BR-163. “Ela vai do lado da BR-163, onde já está aberto. Não tem problema nenhum”, disse.

O parlamentar ainda afirmou que a Ferrogrão começou a ser estruturada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e criticou o que classificou como obstáculos ideológicos ao avanço de obras de infraestrutura no país.

A Ferrogrão é considerada uma das principais obras de infraestrutura planejadas para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste ao Arco Norte, especialmente soja e milho produzidos em Mato Grosso. A expectativa é que a ferrovia contribua para a redução dos custos logísticos e ampliação da competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: ALMT – MT

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